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Resenha de Tinta: O coração da Esfinge

O Ministério dos Blogueiros e o Mundo de Tinta alertam: Essa resenha é a continuação de uma saga e poderá conter spoilers.

PARCERIA ARQUEIRO
Série: Deuses do Egito - Livro 02
Título original: Recreated
Autor: Colleen Houck
Número de páginas:368
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580416060
Ano: 2016
Nota: 4/5

Sinopse:Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.

[Resenha de Tinta] Sem perdão

Título Original: No Mercy Dark-Hunter #19
Autor: Sherrilyn Kenyon
Tradução: Tiamat-World (fãs)
Número de Páginas: 448
Editora: St. Martin's Press
Ano: 2010

Nota: 10/10


Sinopse: O Were-Hunter Dev Peltier acreditava que sabia tudo. Até que uma noite uma Dark-Hunter, que também era uma dos membros oficiais dos "Cães da Guerra", entrou em seu bar. E então Dev se deu conta de que possivelmente tinha encontrado a fôrma de seu sapato.
Samia, "Sam", era uma das mais ferozes Amazonas de sua tribo, até que um brutal ato de traição a meteu no mundo dos Dark-Hunters e desde então passou sua vida indignada.
Vive depressa, briga duro e desfruta da noite. Essa era sua crença. Mas enquanto os velhos e novos inimigos se mudavam para Nova Orleans, se dará conta de que possivelmente Dev seja a única esperança que ela e a humanidade têm de salvar o mundo.

Resenha:
    Lembram da resenha de Retribuição, não é? Sendo assim, vocês já sabem o que é um Dark Hunter. Agora eu vou explicar sobre Were-Hunter. 
    Lenda Were-Hunter: Um rei casou sem saber com uma Apollita. Quando ela morreu aos 27 anos o rei não quis o mesmo destino para seus filhos. Como ele era alquimista, sequestrou as pessoas da cidade de sua esposa e fez experiência com elas. Sendo bem sucedido fez também com seus filhos. Ele misturou a alma deles com as de animais fortes, tigres, dragões, lobos e vários outros. De cada pessoa ele criou 2 novos seres, um com coração animal mas que poderia se transformar em humano e outro com coração humano que poderia se transformar em animal. Assim esses novos seres foram batizados de Arcadios (os humanos) e Katagaria (aos animais). Eles foram dotados com magia e agora poderiam viver milhares de anos. As deusas Destinos ficaram muito p. com essa interferência e exigiram que o rei matasse a todos. Como ele se recusou, elas amaldiçoaram os were-hunter: os Arcadios odiariam aos Katagaria e ambos entrariam em guerra permanente. Agora os Arcadios consideram os Katagaria animais perigosos que precisam ser exterminados e os Katagaria não confiam em seus irmãos Arcadios pois são humanos e humanos sempre são traiçoeiros.
     Continuando a resenha:  
    Bem que eu senti falta de algumas informações quando li Retribuição e Redenção, mas tudo bem. Encontrei tudo aqui. Não falei que não tinha muito problema pular livros? 
     Samia é uma guerreira amazona, foi rainha das amazonas na verdade, mas agora é uma Dark Hunter com poderes de empatia, psicometria e telecinese. O problema dos dois primeiros poderes é que ela não pode tocar em nada, nem pessoas, nem objetos, sem captar informações dessas coisas. Isso se torna muito chato quando você quer apenas uma boa dose de sexo. O último parceiro dela tinha tanta coisa ruim na cabeça que a convenceu que era melhor ser celibatária por um tempo. Já bastava as coisas ruins que ela mesma tinha na cabeça. A mulher é tão f. que é uma das machiskyli - Cães de Caça - dos Dark Hunter.
     Palavras do Acheron para definir os machiskyli:  "Se tivéssemos um presídio, esses seriam os nossos carcereiros."
     Quanto a Dev Peltier, bem, ele é um dos quadrigêmeos (isso mesmo, são 4 iguais!) do clã de ursos proprietários do bar Santuário. Eu preciso descrevê-lo fisicamente ou basta dizer que ele é muito gostoso? Fora que ele é extremamente sarcástico. Ele sempre me fez rir. Possui uma tatuagem de arco e flecha duplo como as dos Dark Hunters só para implicar com Artemis. 
    Faz parte da maldição das Destinos que apenas elas podem dizer com quem os were-hunter podem ter filhos. Após o ato sexual entre os parceiros corretos, aparece uma marca idêntica na mão de cada um deles. A partir daí o homem tem até 3 semanas para convencer a mulher que eles devem ficar juntos. Se ela não aceitar, nunca poderá ter filhos com outro homem e ele será impotente pelo resto da vida. De enlouquecer, não? Principalmente porque as Destinos tem um humor negro e são umas fdp. Para achar sua parceira potencial já deu para perceber que eles fazem muito sexo. E o mais legal? Graças a sua magia, os homens were são capazes de ter orgasmos múltiplos. \o/         
    Uma guerreira amazona que está há anos em celibato. Um were-hunter capaz de ter orgasmos múltiplos. Ela não tem pudor de chamá-lo para sua cama. Ele não precisa ter medo de DST ou gravidez indesejada. Ele a acha gostosa. Ela ficou excitada só de olhar para ele. Quem vocês acham que acabou com quem?! 
       Sexo a parte, a história é muito mais que isso. Lembram dos damons? Por algum motivo eles estão atrás da Samia, estão tentando sequestrá-la. Para matá-la? Mas porque só ela quando tem tantos DH na cidade? Dev resolve ajudar a protege-la até descobrirem novas informações. Muitos personagens que estavam sumidos reaparecem. Muita coisa acontece e ficamos sabendo novos detalhes da história que forma a série como um todo. 
    Desculpem a resenha gigante, mas é tanta informação nessas quatrocentas e tantas páginas que é de enlouquecer!!!!   
        Essa foi a resenha para o Desafio Hot 2013 mês de Abril. 

[Resenha de Tinta] Retribuição



Título Original: Retribution Dark-Hunter #20
Autor: Sherrilyn Kenyon
Tradução: Equipe TWKlliek (fãs)
Número de Páginas: 432
Editora: St. Martin's Press
Ano: 2011

Nota: 10/10

Sinopse: Um pistoleiro contratado, William Jessup Brady viveu sua vida com um pé na cova. Em um único ato de traição brutal, ele perdeu tudo, inclusive sua vida. Trazido de volta por uma Deusa Grega para ser um de seus Dark-Hunters, ele deu sua alma imortal por vingança e jurou que iria passar a eternidade protegendo os humanos.
Órfã desde criança, Abigail Yager foi acolhida por uma família de vampiros e criada na crença que os Dark-Hunters são o mal que se aproveita tanto de seu como como da humanidade e todos eles devem ser destruídos.

Resenha:

        Eu amo essa série, mas por incrível que pareça nunca resenhei nenhum dos livros. Talvez porque eu tenha devorado os primeiros volumes de uma só vez XD.
No Brasil a série começa com Amante da Fantasia, segue por Prazeres da Noite e tem um conto em Misterios Noturnos, que eu considero um ultraje porque é cheio de Spoilers de livros ainda não lançados aqui! Sim, porque o livro alvo dessa resenha é o de número 20 (eu disse VINTE), fora todos os contos em coletâneas. Quando todos chegarão ao Brasil? Ao passo que vai, quando eu tiver uns 50 anos mais ou menos.
Dark-Hunters são guerreiros imortais criados por Artemis. Eles caçam Daimons, essencialmente vampiros, mas que não se contentam com sangue, eles querem a alma de suas vítimas. A missão dos DH é matar os Daimons para libertar as almas antes que elas morram. Os Daimons eram Apollitas, raça criada por Apolo para provar ao seu pai Zeus que podia fazer uma criação melhor do que os humanos. Mas uma rainha Apollita matou uma esposa humana de Apolo, por isso ele amaldiçoou a raça inteira a morrer aos 27 anos , mesma idade de sua jovem esposa. De alguma forma eles descobriram esse segredinho de roubar almas humanas para viver além dos 27.
Agora vamos deixar uma coisa bem clara: É literatura Erótica! Livro de banca, pornografia rosa. Apesar de ter toda uma história envolvendo a mitologia grega e muitos outros panteões na verdade, continua tendo muito sexo para embalar as páginas. Dá para sentir fluidos corporais pingando das páginas de tão bom que é a narração. Não sei como está a tradução nacional porque só li as traduções de fãs portugueses (estou praticamente chamando meu namorado de ‘carinho’ rsrs), mas a autora sabe como mexer com nossa imaginação.
Para este volume temos Abigail e Sundown como personagens principais. Ela foi criada por uma família de apollitas acreditando que os Dark-Hunter são do mal. Dito isto, ela realmente matou muitos deles. O que não foi agradável para os mesmos, como venderam sua alma, ao morrer eles não tem alma para ir para o céu ou qualquer coisa do tipo. Então depois de mortos ficam vagando sem sentido por aí... a descrição no livro é mais detalhada, apenas saibam que sua alma é realmente importante. Eu tinha dito que eles eram imortais, mas não podem caminhar no Sol, domínio de Apollo, e se forem desmembrados, decapitados ou seu coração perfurado também não sobrevivem.
Além de matar uns DH, ela também conseguiu matar um guardião que protegia um portão que guardava um bocado de pragas. Assim ela acelerou o processo de fim do mundo. Sim, aquele negócio do 21/12/12. Não vou contar a história toda.
O verdadeiro motivo para eu ter resenhado esse livro é que em vidas passadas Abigail se chamava Butterfly, isso mesmo, meu nomezinho *.* logo, o livro entrou para a lista do Desafio Realmente Desafiante item 17. Ler um livro que tenha um personagem com o seu nome ou que tenha o mesmo apelido que você.  Temos muitos flashes da vida passada dela. Então ela apenas tem muitos nomes, um para cada encarnação (relaxa que só mostram 3 encarnações dela).
Enfim, muita luta, afinal os DH são guerreiros. Muito sexo, como eu disse é um livro de banca. E para completar: Muito sarcasmo! Marca registrada da autora. Eu morro de rir com as tiradas dos personagens.
Recomendo esse série a todos. Podem ser lidos fora de ordem, mas é mais gostoso ler a ordem certinha. Quem quiser os pdf com a tradução de fãs só clicar aqui ou deixar seu email que eu encaminho ;)

[Resenha de Tinta] Runas



Título Original: Runemarks
Autor: Joanne Harris
Tradução: Rafael Mantovani
Número de Páginas: 477
Editora: Rocco Jovens Leitores
ISBN: 9788579800146

Ano: 2008
Nota: 8/10

Sinopse: Maddy Smith, órfã de mãe e irmã da garota mais popular da pacata aldeia de Malbry, a rebelde Maddy é considerada a "ovelha negra" da família. Num lugar onde não é permitido sonhar ou contar histórias, Maddy é uma garota cheia de imaginação que possui um estranho sinal cor de ferrugem na palma da mão. [..] Mas para viver de verdade o seu raro dom e lapidá-lo, Maddy precisa aprender com o misterioso viajante Um Olho o poder das Runas da Antiga Escrita, símbolos sagrados ancestrais repletos de significados e capazes de proezas inimagináveis. Uma deliciosa viagem pelo universo das antigas lendas nórdicas, com seus deuses, goblins, guerreiros e outras criaturas mágicas.

Resenha:
 
Enrolei muito lendo esse livro e mais ainda para escrever a resenha. O motivo? Estava tentando entender como um livro bem escrito sobre mitologia nórdica não me cativou, nem fez sonhar. O livro não é e excessivamente descritivo, os personagens são bons e bem trabalhados, o enredo... não sei se o problema está aí exatamente. Maddy está tentando aprender a usar seus poderes quando descobre que alguns antigos deuses estão vivos e uma profecia é lançada. Para evitar um novo Ragnarók, só que dessa vez mais forte, ela precisa tomar decisões. Tem alguma coisa entre o enredo, a forma de contar a história e a construção dos personagens que me fazia bufar.
Conseguem imaginar uma história de aventura onde acontecem muitas coisas, mas mesmo assim ela é parada? É estranho falar isso, porque parece que estou falando ‘subir para baixo’. O livro tem TUDO para ser ótimo e é bom, mas ainda assim não é tão bom. Não que eu esteja dizendo para não ler, mas há outros melhores.
Comparações: Asas é lento, Runas é estranho e A filha do Ferro é normal. Entenderam a escala? 
Ainda no enredo, as comparações com a história cristã foram tantas que em dado ponto eu parei para refletir: "Mitologia Nórdica ou Mitologia Cristã?" 
Um dos personagens que salvou o livro foi Loki. Eis uma das frases dele:
‘Não matei – retrucou Loki, zangado. – Bem, ninguém nunca provou que eu matei. Sou inocente até provarem o contrário. Além disso, ele supostamente era invulnerável. Foi culpa minha ele não ser?’
Bem é isso, leiam e tirem suas próprias conclusões porque eu ainda estou confusa com o que sinto por ele. 

Esse livro foi cortesia do Grupo Livro Viajante, do Skoob 

 

[Resenha de Tinta] O ladrão de Raios



Série: Percy Jackson e os Olimpianos vol 1
Título original: The Lightning Thief
Autor: Rick Riordan
Número de páginas: 375
Editora: Hyperion Books
Ano de lançamento: 2005
ISBN: 9780786838653
Nota: 9/10

Sinopse: Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.
Resenha       
Esse mês eu terminei o maldito curso de inglês (Aleluia!!!). Para a prova oral final eu precisaria falar 20 minutos sobre um tema (eu não sou boa nisso nem em português!!), portanto escolhi o único livro em inglês da minha estante :D Tudo bem que é meio trapaça porque eu já o li em português, mas não é como se eu tivesse decorado toda a história, né? E já que o reli, por que não resenhá-lo para vocês?
            Nem preciso dizer que o Rick Riordan é um divo *.* Sim, eu sou apaixonada por ele. Claro que eu não sabia disso quando li O ladrão de Raios pela primeira vez. Na verdade eu li a série toda sem achar ‘Nossa!’ Achei bom e tudo, mas nada demais. Então uns meses depois lançaram O herói perdido. Não é que fui correndo ler?!!!! E quando acabei que percebi ‘Ai que saudade que eu estava do acampamento meio-sangue!’ o.O Só então me dei conta de que estava apaixonada. Daí para ler As crônicas dos Kane e adquirir Tequila Vermelha foi só questão de tempo.
            Mas essa resenha é do Ladrão de Raios (ou era para ser).  Reler um livro é sempre muito bom porque você percebe coisas que passaram batidas da primeira vez! Não posso exemplificar porque Zeus odeia e spoilers e não quero irritar o coroa, quer dizer, o Rei dos Deuses.
            Eu vi o Percy crescendo *.* Sim, a série começa quando ele tem 12 anos e no último que li (A marca de Atena) ele já vai fazer 17! Como o tempo passa rápido, nossos heróis estão virando adultos... [Pausa para enxugar as lágrimas de emoção].
            E os títulos dos capítulos? Eles dizem o quanto de problemas o capítulo terá; Capitulo 14 ‘Eu me torno um fugitivo procurado’
            Enfim, amo o Riordan, tudo o que ele escreve. Rezando pelo próximo volume da série ‘Os heróis do Olimpo’ e por mais algum livro dos Kane *.*
            Ah gente, acabei não resenhando de verdade. Desculpem, mas já é o suficiente para que vocês saibam o quanto eu gosto da série não é? XD
               E para quem viu o filme: PeloAmorDeDeus não julgue o livro pelo filme. Ele é muito ruim uma m. Mas o livro é ótimo *.* palavra de escoteiro ;) 

[Desafio Literário 2012] Setembro - O Incêndio de Tróia


Título Original: The firebrand
Autor: Marion Zimmer Bradley
Tradutor: Alfredo Barcellos Pinheiro de Lemos
Número de páginas: 552
Editora: Círculo do Livro
Ano: 1993
ISBN: - 


Sinopse:
Em O Incêndio de Tróia, Marion Zimmer Bradley, autora de As Brumas de Avalon, recria a história da Guerra de Tróia - e a narra a partir do ponto de vista de Cassandra (que ela chama de Kassandra), bela e atormentada princesa de Tróia.
Na brilhante recriação que a autora faz da famosa lenda, a queda de Tróia acontece de uma forma nova e ousada, desde a provação de Páris, o rapto de Helena (neste livro, não a cruel adúltera da lenda, mas uma mulher afetuosa, dedicada a Páris e aos filhos) e a convocação dos exércitos gregos por Agamenon, o enfurecido cunhado de Helena, à tragédia final da destruição da cidade, condenada pelos deuses - e pelo orgulho voluntarioso de seus líderes

Resenha:
Quando você lê um livro, já sabendo o final dele, como se sente? Como por exemplo, se ler sobre Joana D’Arc ou sobre o rei Artur, você já sabe o que acontece com eles no final.
Particularmente, devo ter algum problema nas engrenagens da leitura, pois quando inicio uma história, mesmo sabendo o final, torço insanamente para que tudo dê certo. Foi o que aconteceu em O Incêndio de Tróia.
O livro mostra a famosa guerra travada pelos Gregos (aqui designados Akaios) e os Troianos, desencadeada pela bela Helena, que foge com Páris, o filho do Rei Príamo de Tróia, filho este que havia nascido já sobre o mal presságio de que colocaria fogo na cidade – e isso não é figurativamente.
Até aí seria mais um livro sobre uma história muito boa, mas, aqui entre nós, já batida. Seria. Se não fosse sua autora. A diva. A mestra. Ok, podem me imaginar surtando e balançando pompons, porque se pudesse, eu o faria. Seria um “mais-do-mesmo”, se não fosse pela senhora Marion Zimmer Bradley.
E o que aprendemos com Marion? Que uma história boa pode ficar melhor ainda, quando vista pelos olhos de alguém a quem normalmente não damos tanto crédito (Morgana que o diga).
Neste caso, nossa visão é a de Kassandra – a grafia com K, neste nome e em outros termos é explicada no inicio do livro – filha do Rei Príamo e de Hécuba.



Se você também lembrou dessa Cassandra, merece meu respeito.

Kassandra é dotada desde muito cedo com o dom de visões. Por causa disso, é sempre tratada de forma diferente – para ser delicada – além do fato de que a maioria de suas visitas ao futuro demonstrarem apenas caos e destruição, provocado pelos deuses (e aqui temos deuses gregos, Zeus, Poseidon e sua turma, e a Deusa Mãe, misturados e coexistentes, com vários nomes diferentes, o que pode dar um nó na cabeça as vezes), e de ninguém acreditar nela.
Vemos o crescimento de Kassandra em uma sociedade que trata as mulheres de formas totalmente distintas. Ela encontra lugares onde mulheres não podem sair de seus quartos, onde elas são rainhas – e seus maridos são apenas consortes – e onde elas vivem livres, sem ter marido, residência ou quaisquer obrigações tipicamente femininas. É todo um universo explorado, muitas linhas de culturas demonstradas ao mesmo tempo. Além disto, há toda uma gama de mulheres que representam, de certa forma, os papeis que as mulheres geralmente assumem na sociedade contemporânea – esposa submissa, esposa parceira, esposa dominadora, mulher independente, e essa é uma das características muito marcantes nas obras de Marion, os olhares das mulheres sobre o mundo, e das mulheres sobre as próprias mulheres.
Kassandra assiste ao desenrolar da batalha das muralhas do Templo de Apolo, onde é sacerdotisa. Vê muitas mortes, evita algumas, enfrenta dilemas morais, passa a amar pessoas que pensava odiar, e demonstra toda a pluralidade que alguém pode enfrentar em sua vida, sem com isto ser leviana ou sem personalidade. Ela é forte, e entende quem é, apesar de em alguns momentos estar confusa. É uma personagem, diria eu, humana.
E assim como disse no inicio, torci muito para que ela, Helena, Hécuba e Tróia tivessem um “felizes para sempre”. Mas as histórias são as histórias e bem... Leiam e descubram. Rsrs.


*Este livro foi gentilmente cedido pela Sandra Mika*







[Desafio Literário 2012] Setembro - A Batalha do Labirinto


O Ministério dos Blogueiros e o Mundo de Tinta advertem: 
Esta resenha é sobre uma continuação de série, portanto ela CONTÉM SPOILERS dos volumes anteriores. 


Série: Percy Jackson e os Olimpianos vol 4 
Título original: The Battle of Labyrinth
Autor: Rick Riordan
Tradução: Raquel Zampil
Número de páginas: 367
Editora: Intríseca
Ano: 2008
ISBN: 9788598078700
Nota: 5/5

Sinopse:

Percy está prestes a começar o ano letivo em uma nova escola. Ele já não esperava que essa experiência fosse lá muito agradável, mas, ao dar de cara com cheerleaders monstruosas e mortas de fome, vê que tudo, sempre, pode ficar ainda pior.
Nesse quarto volume da série, o tempo está se esgotando e a batalha entre os deuses do Olimpo e Cronos, o Senhor dos Titãs, fica cada vez mais próxima. Mesmo o Acampamento Meio-Sangue, o porto seguro dos heróis, se torna vulnerável à medida que os exércitos de Cronos se preparam para atacar suas fronteiras, até então impenetráveis. Para detê-los, Percy e seus amigos semideuses partirão em uma jornada pelo Labirinto um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais temíveis surpresas.

Resenha:

Quanto tempo você demora para ler um livro que ama? Dois dias? Três? Que tal umas 12 horas?
Foi esse o tempo que demorei para ler A Batalha do Labirinto, o livro 4 do meu queridinho Percy Jackson! E assim sendo, acho que não preciso dizer que adoro a série, que acho sensacional e que super recomendo, não é?
Nesta nova aventura, Percy, Annabeth (filha de Atena), Grover (amigo sátiro) e Tyson (ciclope meio irmão de Percy), vão adentrar o labirinto criado por Dédalo, que se estende por baixo de cidades e tem saídas em vários lugares. Assim, o senhor Titã Cronos espera utilizá-lo para atacar o Acampamento Meio-Sangue.
A melhor parte dos livros do Rick, além da inegável maestria em inserir o mundo mitológico nas suas histórias, é que podemos ver o amadurecimento dos personagens. Percy e Grover estão mais seguros, confiantes. A única personagem que realmente me irrita nesta série é Annabeth (e isso é triste, pois normalmente gosto das mulheres nos livros). Ela é insegura, e fica o tempo todo chorando e se metendo em confusão por causa do Luke, que se uniu a Cronos. Isso não é suficiente para mostrar que o cara é do mal? Vocês podem dizer “mas eles eram amigos há muito tempo, ela teve uma história com ele...”. E isso é motivo para você querer estar com uma pessoa que está inegavelmente fazendo algo errado? Fico o tempo todo com uma sensação de que ela vai acabar sendo um detonador na história, que ela vai ser a mocinha indefesa que precisa ser salva, porque procurou encrenca. E isso me dá nos nervos! [fim do desabafo].
Neste volume, também conhecemos melhor Nicos (que havia fugido em A Maldição do Titã e é filho de Hades... E sim, eu acho isso um pouco tenso) e Rachel, uma humana que ajudou Percy no livro anterior, e que pode ver através da névoa – que é o que impede que os humanos vejam os monstros como são.
A leitura flui deliciosamente, é uma escrita simples, daquelas em que você imagina facilmente os lugares e personagens. Não há nenhuma grande reviravolta na história neste volume – a não ser para Grover – e é mais uma ponte para chegarmos com coesão temporal ao final da jornada de Percy. Logo ele terá 16 anos, e a profecia se cumprirá. Irá o filho de Poseidon salvar ou destruir o Olimpo?

Ligado à série no Mundo de Tinta:
Resenha da Gi para A Maldição do Titã, livro 3.