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[Resenha de Tinta] THE 100 - OS ESCOLHIDOS (LIVRO X SERIE)

O Blog Mundo de Tinta e o Ministério dos Blogueiros advertem: Como é uma resenha comparativa provavelmente alguns spoilers serão dados. Prepare-se para habitar um planeta abandonado (ou não?) por vários anos.Preparados? Embarquem nesse pluftplaftzoom vôo por sua conta e risco.

O Livro:
Título Original: The 100
Autor: Kass Morgan
Editora : Galera Record
Edição: 01
Ano: 2014
Formato: eBook Kindle
Tamanho do arquivo: 795 KB
Número de páginas: 256 páginas
ASIN: B00JPOBMUE
Sinopse: Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.
A série:
Formato: Série
Gênero: Distopia Pós Apocalíptica
Duração Média: 42 minutos por capítulo
Criadores: Jason Rothenberg e  Kass Morgan (livro)
Idioma Original: Inglês
Estréia: 19 de Março de 2014
Emissora: The CW
Temporadas: 01
Episódios na 1ª Temporada: 13
Enredo: A série se passa 97 anos após uma guerra nuclear devastadora. Os únicos sobreviventes eram residentes de doze (a 13º explodiu) estações espaciais em órbita da Terra (Canadá, China, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Brasil, Japão, França, Rússia, Índia, Venezuela e Alemanha). As estações espaciais se uniram para formar uma enorme, chamada Arca. Os recursos são escassos e todos os crimes cometidos por maiores de idades são punidos com a morte, enquanto os menores de idade são presos até serem de maiores, então são mortos também. 100 prisioneiros jovens, são agora considerados "dispensáveis​​" e são enviados em uma missão para testar se a superfície da Terra se tornou novamente habitável após eles terem descoberto uma falha no sistema. Mas ao chegarem lá, percebem que a radiação não é o único problema, e precisam aprender a conviver, enfrentando as dificuldades.

Olá pessoal,
O tema do mês do Desafio do Skoob é ficção científica ou distopia. Vou logo confessar que ficção científica não é meu tema favorito e por isso eu optei por uma distopia.
Fiquei muito em dúvida do que ler, porque mesmo gostando de distopias eu já tinha lido as "principais de sucesso" (aquelas que todo mundo leu) e não sou mesmo ligada no assunto, não sabia das novidades que vinham por aí. 
Pedi ajuda "aos universitários" (amigos leitores) e a Renata do Blog Só sobre Livros( passa lá para ver a resenha dela!) me indicou duas distopias que tinham virado sucesso em séries de Tv: Leftover e The 100. Comecei a assistir Leftover mas não tive muita paciência para acompanhar o piloto. Ele me lembrou Sob a Redoma, livro que sofri para ler e no final achei "boring" (sendo apedrejada em 3,2,1...). Daí, parti para assistir The 100 e UAU! Amei o ritmo da série. Assisti  a 03 capítulos de uma vez  e fiquei louca no livro.
Fui a Amazon e comprei o livro para começar logo a ler( não quis esperar o físico chegar) e...bom vou contar agora as principais diferenças que encontrei entre eles:
Resenha:

Essa resenha é comparativa então não vou me deter a contar a história com detalhes para vocês até porque tanto as sinopses do livro quanto da série são bastante explicativas. 
Há 97 anos atrás a Terra sofreu uma guerra nuclear e os habitantes que sobraram foram obrigados a migrar para estações espaciais em torno da Terra. Agora elas começam a apresentar problemas, principalmente com relação a transformação do gás carbônico em oxigênio e a única solução é mandar uma "equipe" exploratória de volta ao planeta para testar os níveis de radiação e ver se é possível que o planeta seja rê-habitado pela espécie humana.
Essa equipe é formada por 100 "delinquentes" que cometeram algum crime e colocaram com isso a preservação da vida nas estações espaciais em risco. 
E as diferenças começam já aqui:
 No livro, a estação espacial é divida em 3 partes (esqueçam a palavra nave da sinopse..) Phenix, Arcadia e Waden que são setorizadas por diferenças de classes: Os "ricos" ou influentes em Waden e os "pobres" e com menos recursos em Phenix e Arcadia.Já na série, elas fazem um conjunto só chamado "A Arca" dividido por apenas setores, sem a questão das classes.

Com relação aos personagens também há diferenças:
O livro é narrado por cinco personagens principais:
Clarke, filha dos pesquisadores/médicos que estão testando níveis de radiação em humanos prevendo já a escassez de recursos que atingirá a estação espacial, e por isso executados. Clark que faz residência médica e descobre o segredo dos pais e por isso é apontada como cúmplice dos pais e confinada.
Wells, filho do embaixador Jaha ( uma espécie de comandante/presidente) apaixonado por Clarke que comete um crime quando descobre que a amada será enviada a Terra.
Octávia cujo único crime foi nascer, já que não era permitido ter irmãos, para evitar a superlotação populacional.
Bellamy, irmão de Octávia que jurou protegê-la e que para vir para a Terra comete um crime as vésperas da partida da nave.
Glass, amiga de Clarke e também confinada, que no último momento consegue fugir e ir de encontro ao seu amor Luke. É pelos olhos de Glass que ficamos sabendo da situação da estação espacial.
Os capítulos são dividos pelos personagens e não há numeração. Sabemos logo quem é o narrador pois o nome dele está estampado como  título do capítulo.
Os capítulos também são divididos em situação atual e flashbacks que mostram como cada personagem chegou àquele momento.
Já na série:

 Além de Clarke, Wells, Octávia e Bellamy há outros personagens principais como a mãe de Clarke (mas...ela não morreu??? sim no livro, não na série, mas na série tem  morte de personagem principal!!! - Juro que não entendi, mas enfim!) Finn,( na verdade o Bellamy do livro é uma mistura do Bellamy encrenqueiro e medroso dá série com o Finn, herói e de respostas ácidas, o verdadeiro "cowboy do espaço", )Também não temos o fofo  e "nerd" Jasper, nem a mecânica durona  Raven.
Ainda sobre os personagens, mais uma gritante diferença!!
Enquanto no livro eles são todos menores que estavam em confinamento aguardando um rejulgamento,(que na verdade não existe, mas é proibido matar menores de idade, então é necessário que eles façam pelo menos 18 anos) na série eles são mais velhos (sim não ia adiantar dizer que esses atores eram adolescentes, né?). A coisa só não fica mais esquisita porque o livro não traz descrição física então os personagens da série puderam ficar livres no quesito aparência.
Tenso né??? Calma, Clarke, ainda tem mais...


Na chegada a Terra é que realmente as diferenças começam a aparecer:
Já dizia Comte que, no Estado da Natureza o homem é o lobo do próprio homem.
Sob essa filosofia é que a relação entre os nossos "exploradores" começam a se pautar em vida livre. Já não bastam as dificuldades de estarem em um lugar inóspito, eles ainda começam a dificultar a convivência entre eles.
No livro, quase como regra de toda distopia, isso acontece muito por conta da diferença social entre as colônias.
Na série, isso toma uma proporção muito maior, os conflitos emergem com relação a liderança e a formação de regras de uma nova sociedade, onde a pena pode ser até a morte.
 Aliás, há uma brincadeira sobre a série ela começa THE 100 e terminará THE ONE!!!!!! (para descontrair).
Mas talvez, a diferença mais gritante entre o livro e a série é que eventos que só acontecem na última, sim, na última página do livro, já aparecem no terceiro capítulo da série.
A impressão que tive é que a série é um grande spoiler. E deve ser mesmo já que a própria autora do livro faz parte da equipe de redação da série.
Existem mais diferenças? Sim, mas essas são as principais. Com isso eu posso dizer que a série abarca todo o livro I em apenas três ou quatro capítulos da primeira temporada e o restante é uma outra história.
Normalmente, diferenças de adaptações não me incomodam. É lógico, que sempre queremos que a imagem siga a risca o livro, mas ao mesmo tempo sabemos que a diferença de mídia já não permite isso, além do que a melhor coisa de um livro é a possibilidade de imaginar, e a filmagem nunca será como as cenas que "você visualiza" quando mergulha no livro. Porém nessa série tudo é muito, muito diferente do livro que eu não sei se aconselho as pessoas acompanharem os dois...
Na dúvida, vou deixar as minhas sugestões:
Leia o livro se : você gosta mais de conhecer os pensamentos dos personagens, se você gosta de um ritmo mais lento de desenvolvimento e se em uma distopia a questão do relacionamento social é muito importante para você além do foco principal ser um romance.
Veja a série se: Você gosta de ação, de suspense (eu confesso, que gritei em algumas cenas) e de uma fotografia impressionante e está disposto a perdoar alguns erros de continuidade de enredo, que estão explicados no livro, mas que foram cortados da série.Aqui o romance é apenas adicional.
Se não conseguir se decidir, faça como eu: Fique ansiosamente aguardando o lançamento do Livro II, Day 21, aqui no Brasil (lançou lá fora em Setembro) e conte as horas para a segunda temporada da série que estréia hoje!!!!!!! Sim dia 22, mais uma diferença.!!!
Mesmo sabendo que apesar do enredo ser parecido, elas são totalmente diversas, encare como duas histórias apenas com uma leve semelhança. e não se arrependerá!
No Brasil. segundo informações da internet quem comprou os direitos de transmissão da série foi a MTV e estava previsto para estreia agora em Outubro, mas até agora nada confirmado.
 Agora,olhem o meu estado esperando as continuações:
É de dar dó, viu??
Espero que tenham gostado,
Um beijo,

[resenha de tinta] O Doador de Memórias

Série: O Doador - Livro 01
Título original: The Giver
Autor: Lois Lowry
Tradutor: Maria Luiza Newlands
Número de páginas: 192
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412994
Ano: 2014
Nota: 5/5

Sinopse:
Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar. Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

Resenha:
            Essa resenha foi difícil de fazer. Demorou pra história se “assentar” na minha cabeça. Já li várias distopias, gosto muito, mas essa mexeu comigo de uma forma que não consigo expressar de maneira plena. São menos de 200 páginas, mas tive a sensação de ter lido 500. Como disse, não consigo explicar de forma completa.
            Imaginem uma sociedade extremamente organizada em seus mínimos detalhes, desde a concepção até a morte. Cada detalhe da sua vida toda já tem devidamente seu lugar certo. Mas não há emoção, não há sentimento. Porque isso é a causa do caos. Foi isso que causou o Declínio. Então nada de emoção.
“... – Nosso povo fez essa opção, a opção de ir para a Mesmice. Antes do meu tempo, ante do tempo anterior ao meu, muito tempo atrás. Desistimos das cores quando desistimos do sol e acabamos as diferenças. – Calou-se e ficou pensando um instante. – Adquirimos controle sobre muitas coisas. Mas tivemos de abrir mão de outras.” Pág. 99
            Jonas é um menino prestes a passar pela cerimonia de Doze, quando vai ser definida sua função dentro de sua comunidade. Ele está ansioso. Não sabe o que esperar. O pai dele é um Criador e sua mãe fazia parte da Lei e Justiça. Mas cada Atribuição é feita de acordo com os hábitos e personalidade de cada criança, que são observadas desde sempre, então Jonas ficava mais na dúvida ainda, pois não conseguia descobrir nada que gostasse o bastante de fazer.
            E então chega os dias da Cerimônia. Para cada idade há uma cerimônia diferente, representando o aprendizado e a independência de cada fase: dentre elas, com um ano há a Nomeação, é quando a criança-nova recebe um nome e vai para um núcleo familiar. Mas há outras...
“... A menina fez que sim com a cabeça e olhou para baixo, para seu casaco com a fileira de botões grandes que a designavam uma Sete. Quatros, Cincos e Seis usavam casacos que se fechavam atrás, para que aprendessem a interdependência, ajudando-se, uns aos outros, a se vestir. O casado abotoado na frente era o primeiro sinal de independência, o primeiro símbolo realmente visível de crescimento. A bicicleta, aos Nove, seria o poderoso emblema do direito de se movimentar gradualmente pela comunidade, longe da unidade familiar protetora” Pág. 44
            Interessante né?
            E então chega o momento da Cerimônia de Doze e Jonas, por ser o 19, aguarda ansioso a Atribuição... mas a Anciã-Chefe pula seu número. O que isso significa?
“... Curvou os ombros e tentou parecer menor em sua cadeira. Gostaria de desaparecer, de sumir, de não existir. Não se atrevia a virar e procurar seus pais no meio da multidão. Não suportaria ver os rostos deles sombrios de vergonha. Jonas baixou a cabeça e vasculhou sua mente. O que fizera de errado?” pág. 62
            Mas ele fora escolhido e não indicado, para ser o Recebedor de Memórias, uma posição da mais alta honraria dentro da comunidade. E Jonas não sabia nada sobre isso. Nada. E teve medo.
“... Com a invocação, Jonas sabia, a comunidade o estava aceitando, assim como seu novo papel, dando-lhe vida, da mesma forma como tinham feito com a criança-nova Caleb. Seu coração se encheu de gratidão e orgulho. Mas, ao mesmo tempo, também se encheu de medo. Não sabia o que significava aquela escolha. Não sabia o que estava por vir.
Ou o que seria dele.” Pág. 68
            E a partir do seu treinamento, Jonas vai descobrindo um mundo novo por detrás da cortina da Mesmice que foi instituído para eles. E se apaixona pelo que vê. E quer que todos vejam. E é aí que começa o problema. A frustração. A revolta. A atitude.
            Este livro é tão bom, mas tão bom, que já quero relê-lo!
            Repensar alguns trechos. Imaginar algumas situações. O final é muito tenso... muito, muito mesmo. E a pior parte é que ainda não tem a continuação em português....buááááááá

Mas fiquei sabendo por fonte confiabilíssima que a continuação sai em novembro!!

O filme foi lançado semana passada e, pra variar, tem algumas sérias adaptações livres, mas a essência tá lá, pelo pouco que vi. Quero assistir pra resenhá-lo também e colocar aqui pra vocês!

Leiam! Recomendo muito!







[resenha de tinta] desafio

PARCERIA NOVO CONCEITO
Desafio
Série: Trilogia Desafio - Livro 01
Título original: Defiance
Autor: C. J. Redwine
Tradutor: Ivar Panazzolo Júnior
Número de páginas: 368
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634395
Ano: 2014
Nota: 4/5

Sinopse:
No interior das muralhas de Baalboden, à sombra do brutal Comandante da cidade, Rachel Adams guarda um segredo. Enquanto as outras garotas fazem vestidos e obedecem a seus Protetores, Rachel é capaz de sobreviver nas florestas e de manejar uma espada com destreza. Quando seu pai, Jared, é declarado morto em uma missão, o Comandante designa para Rachel um novo Protetor: Logan, o aprendiz de seu pai, o mesmo rapaz a quem Rachel declarou o seu amor há dois anos, e o mesmo que a rejeitou. Com nada além da forte convicção de que seu pai está vivo, Rachel decide fugir e encontrá-lo por conta própria. Mas uma traição contra o Comandante tem um preço alto, e o destino que a aguarda nas Terras Ermas pode destruí-la.

Resenha:

Um mundo destruído, ressurgido das cinzas. Um monstro aterrorizando o restante dos habitantes. Pessoas vivendo aprisionadas em cidades muradas e uma sociedade vivendo debaixo de leis absurdas. Uma distopia fantástica.
            Rachel perde tudo de uma hora para outra. E tem que aprender a ser dura, fria e calculista. Mas ela só tem 16 anos e isso às vezes é muito difícil. Enfrentar a vida em Baalboden ao lado de seu pai e de Oliver era tranquilo apesar das leis, mas agora, sem Jared, como ia ser?
            Seu novo protetor, Logan McEntire, é a última pessoa que ela esperava que seu pai deixasse para cuidar dela. Depois de tudo o que aconteceu há quase dois anos. Mas é ele mesmo. E ainda tem que ir morar na casa dele. O monstruoso comandante Chase criou leis que mantém os moradores em um cabresto apertado e mais ainda as mulheres que não podem estudar, não podem andar sozinhas pelas ruas e tem seus maridos escolhidos por seus Protetores na Cerimônia da Toma. Coisa de doido, ou melhor, de livro. Será que é só no livro mesmo?
            Gosto do modo como a autora escreve: uma mistura de humor, amor e muita profundidade. Eu senti a dor de cada perda de Rachel. Muito real. Mas é claro que, não importa a era, o planeta ou a dimensão, adolescente sempre é cheio de mimimi, aff.... E Rachel quase faz merda por causa disso... Enfim, quis bater nela uma porção de vezes.
            Gosto do modo da organização dos capítulos, todos narrados em primeira pessoa revezando entre Rachel e Logan. Assim vemos as mesmas situações sob o ponto de vista dos dois. Mas não se torna repetitivo e nem cansativo. São óticas totalmente distintas. Muito bem feito.
            Mas o livro é bom, muito bom e apesar de não falarem nada no livro todo, tenho certeza de que é série. O final deixa um monte de coisas pra resolver. Tenho uma raiva quando não me avisam... Vocês podem até pensar "mas você não pesquisou nada sobre o livro, nem a sinopse??" Não. Tenho pavor de spoiler, então evito tudo e qualquer coisa sobre os livros. Apesar de ler a sinopse no skoob, não me lembro de ter visto que era Trilogia :/

Mas então fui em busca na googlosfera sobre as continuações e olha só o que achei...
Livro 2

Livro 3

Viram que capas lindas!!
Agora é esperar né ;)

Recomendo! Muito bom!



[resenha de tinta] Divergente



DIVERGENTE
SÉRIE DIVERGENTE VOL. 1
Título Original: Divergent
Autor: Veronica Roth
Tradutor: Lucas Peterson
Número de páginas: 502
ISBN: 9788579801310
Editora: Rocco
Ano: 2012
Nota: 5/5

SINOPSE:
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Destemor, Sinceridade e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

RESENHA:

Em um mundo onde se deve pensar de acordo com algumas características pré-determinadas, quem tem a liberdade de pensar um pouco diferente, é perigoso. Beatrice Prior é abnegada, mas em seu coração não se sente tão altruísta, e não consegue se sentir tão mal em relação a isso. Seu maior prazer é ver os Destemidos pularem do trem em movimento na entrada da escola. Com suas roupas negras e seus modos amplos, chamam a atenção em todos os lugares. E Beatrice quer isso, mas tem medo do seu querer. Então na cerimonia de Escolha, toma sua decisão.
Já tinha ouvido falar muito nesse livro, mas ainda não tinha lido nem a sinopse. Então vi a chamada de filmes adaptados e lá estava Divergente e por acaso baixei o e-book. E apaixonei. Que história boa!
Minha maior apreensão no início era a similaridade com Jogos Vorazes, que não existe, apesar dos ingredientes serem parecidos.
Após a decisão tomada, Beatrice começa a ter noção do que fez somente ao ver o olhar de seu pai. E arrependeu-se. Por um momento. Ao chegar ao trem e ver que sua iniciação já começava ali, assustou-se, mas seu espirito, que já era Destemido, não se intimidou e, ao final dessa primeira fase, a Beatrice não existia mais. Agora ela era Tris, a primeira a pular. O diferencial desse livro é as castas. Achei muito interessante as qualidades e o porquê dessas serem o fundamental para uma sociedade funcionar de forma correta.
Tris se vê em um emaranhado de ligações políticas perigosas de uma forma que a única maneira de se livrar é tentando solucionar o quebra-cabeça e para isso tem que matar para não morrer.
Quatro é um personagem à parte. Apaixonante. Um lindo...aiai...rs
Altruísta demais para ser Destemor, mas a coragem dele supera tudo.
O filme vai ser lançado nos próximos dias. Já estou ansiosa!
Olha como eu fiquei quando me falaram do lançamento do filme!!


Olha o poster do filme...Quatro lindo!!

Olha o trailer!


Não vou falar mais nada, se não solto spoilers adoidado! Leiam!
Recomendo!







[Resenha de Tinta] A Outra Vida

 


A OUTRA VIDA - Weepers, vol. 1

 Título original: The other life
Autora: Susanne Winnacker
Número de Páginas: 270
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581631516
Ano: 2013
Nota: 04/05



Sinopse:
O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores. Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua. Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação? E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?

Resenha:
            Vou confessar algo. Sei que é a febre do momento, mas não suporto zumbis (ecaaaaa). Tenho muitos amigos que são loucos fissurados por TWD e Cia, mas eu, tô fora. Tenho nojo... (eca,eca,ecaaaaaa)...rs.  Então quando a Nedina fez o sorteio dos livros para lermos e resenharmos e eu fiquei com esse, pensei “será que vou conseguir ler?” Massss...... consegui! E gostei (um pouquinho) dessas criaturas estranhas.
            A história se passa em Los Angeles em uma época atual. Já começa no abrigo onde a família de Sherry está escondida há 3 anos. Esse período de tempo é contado de todas as formas possíveis: dias, horas, minutos e segundos. Uma espera sufocante. Mas esperando o que?

“Um milhão, seiscentos e quarenta mil, cento e sessenta minutos desde a última vez que corri, desde a última vez que meus cabelos balançaram ao vento, desde a última vez que vi alguém que não fosse da minha família.” Pág. 9

A epidemia se espalhou de forma repentina e rápida e não foi possível fazer muita coisa. Sherry e sua família só conseguiram sobreviver tanto tempo graças à paranoia por segurança de seu pai que construiu o abrigo na casa da família. Então um dia, acabou a comida. E agora? Sair para procurar e ficar a mercê das criaturas que estavam soltas do lado de fora ou ver cada uma das pessoas que ama morrer de fome?

“Há dois dias a comida acabou. Quanto tempo mais se passaria até que ficássemos tão fracos que nem pudéssemos nos mover? Ou até que começássemos a comer uns aos outros? Quase ri com esse pensamento. Talvez estivesse enlouquecendo.” Pág. 23

Então Sherry, uma adolescente de 15 anos, sai com seu pai para tentar achar algo comestível depois de ter passado um quinto de sua vida enclausurada. E encontra um novo mundo. Aterrorizante, cheio de mutantes atingidos por uma doença desconhecida e letal. Quando não mata, transforma.
A história tem um ritmo muito bom. Rápido. Cheio de ação. Perseguições que tiram o fôlego. E, claro, ceninhas românticas em meio ao caos. Mas fica legal. Não destoa do restante. O livro ia muito bem, até a página 260, ou seja, faltando 10 páginas para o final. Que merda é essa?? A Gisele me mandou reescrever o final, mas não dá. O livro PRECISA ter continuação!! Então fui googlear, como diz minha cara Nedina, e eis que achei... é uma trilogia!! Weepers! E a Novo Conceito irá lançar o livro no Brasil, pois já está lançado nos EUA. Agora é só aguardar né...deu uma melhorada e até aumentei a nota pra 4, mas não dou 5 por causa do nojo (eca,eca,ecaaaaaaa)....rsrs
Ah, e o livro 2 já tem página no Skoob. Deem uma olhada aqui.

Essa é a capa do livro 2.
Bem condizente com o final do livro 1...

Leiam!! Muito bom!!


           


[Resenha de Tinta] Fahrenheit 451

A temperatura na qual um papel pega fogo e queima...
Página no Skoob
Título Original: Fahrenheit 451
Autores: Ray Bradbury
Tradução: Cid Knipel
Número de Páginas: 256
Editora: Globo (Coleção Globo de Bolso)
ISBN: 9188525046444
Ano: 1953
Nota: 10/10
Sinopse: Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer...  [Quer continuar lendo a sinopse? Acesse a página do skoob clicando aqui].

Resenha:
        O livro é incrível. Até meio poético. Uma crítica aberta aos livros cada vez mais simplistas - em que não temos que pensar - aos resumos dos resumos, à televisão e seus programas de ‘pão e circo’. Fala sobre as pessoas que pensam e as pessoas que se tornam automáticas. O que é felicidade? Pensar, refletir, ler, leva-nos a melancolia? E ao não fazer isso, tornamo-nos mais felizes ou apenas entorpecemos nossos sentidos?
         Montag é um bombeiro. Mas os bombeiros não apagam o fogo das casas, não há bastante tempo. Hoje as casas são a prova de fogo. Os bombeiros queimam livros, claro! Porque livros só servem para deixar as pessoas pensativas, melancólicas ou muito interrogativas - livro é subversivo e um mal a sociedade. Viva ao esporte, às festas, às compras e à TV! Mas Montag tem um segredo, algo que nem ele admite para si mesmo. Pelo menos até conhecer Clarisse, que tem 17 anos e é maluca (como ela mesmo diz). E tem Mildred, sua esposa a dez anos, que vive para seus três telões de TV. No mesmo dia que Mortag conversa com Clarisse, ao chegar em casa e entrar em seu quarto, descobre um frasco de pílulas no chão ao lado da cama de sua esposa, mas o frasco esta vazio e de manhã estava cheio. É assim que começa esse livro fantástico!            
        Fahrenheit 451 foi um dos primeiros romances distópicos escritos. Num tempo que poderia ser o nosso, a leitura desse livro nos leva a uma profunda reflexão dos nossos hábitos capitalistas e para o futuro que pode tornar-se sombrio. Mais do que uma crítica, acredito que o livro seja um grito de desespero, a expressão da agonia do autor e o apelo para que tornemos-nos conscientes do buraco que estamos cavando ao nosso redor.
           451° Fahrenheit, aproximadamente 232° Celsius, é a temperatura de queima do papel. E com esse título aterrador, nos vemos presos em uma história que pra mim é revoltante: a queima de livros. Veja, esse tipo de repressão não é uma tática nova. A Igreja, o Nazismo, são só algumas referências gritantes que passaram por minha mente. A queima de livros nos remete à perda da liberdade do pensamento, ou à perda da liberdade da busca do pensamento. Por isso, repito, aterrador!
        Aconselho a todos a leitura deste livro. Tal como a de outros livros distópicos adultos, como Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley (com resenha aqui no blog) e 1984 de George Orwell (página do skoob). E pra quem gosta da sétima arte, existem adaptações desses três livros pra telona.
Esse livro foi um empréstimo da Laura pelo Grupo Livro Viajante do Skoob.

[Resenha de Tinta] Admirável Mundo Novo



Título original: Brave New World
Autor: Aldous Huxley
Tradução: Lino Vallandro e Vidal Serrano
Número de Páginas: 397
Editora: Globo
ISBN: 9788525046611
Ano: 1932
Nota: 8/10

Sinopse:
Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os Alfa no topo da pirâmide, os Ypsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século 20.

Resenha:
            O que dizer desse livro? São tantas coisas que é necessário ordenar as idéias na cabeça de forma cronológica para total entendimento de vós...
            Então vamos lá. Uma sociedade futura, provavelmente pós-apocalíptica que tem como ‘deus’, Ford. Uma sociedade onde valores como família, lealdade e comprometimento são considerados heréticos. As pessoas são fabricadas e condicionadas desde a vida embrionária... coisa de doido ... rs.
            As classes sociais são criadas e permanentes, ou seja, quem é Alfa nunca se tornará Beta. Não existe oscilações e todos são felizes assim. E se alguém por acaso começar a pensar demais, eis o soma! ‘Remedinho’ porreta!
            Mas então eis que surge alguém que pensa muito e não gosta do soma e qual o resultado? Idéias, dúvidas e frustrações. O então abolido livre arbítrio começa a querer aparecer. Mas então eu paro e penso: temos mesmo livre arbítrio?
            Desde que nascemos, há regras a ser seguidas, objetivos a ser alcançados, etapas a serem vencidas, e por aí vai... o que diferimos da sociedade que o Aldous criou em 1932?
            Claro que passa pela nossa cabeça que, se fosse para nossas crianças nascerem livres de doenças e outros fatores comportamentais negativos, a manipulação genética seria bem-vinda, mas se analisarmos pelo lado espiritual, Deus sabe tudo.
            Enfim, esse livro nos leva a refletir sobre várias facetas de nossa vida em sociedade em que não pensamos muito por que vamos descobrir que não há como fugir disso.

“- E esse – interveio sentenciosamente o Diretor – é o segredo da felicidade e da virtude: amarmos o que somos obrigados a fazer. Tal é a finalidade de todo o condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar.” Pág. 44.

A banalização dos valores e princípios morais que nos mantêm “no caminho certo” é algo que mexeu muito comigo. Não existe valorização pessoal para com si e para com os outros. Principalmente se esse sentimento pode provocar instabilidade social.

“... O nosso mundo agora é estável. As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes, por quem possam sofrer emoções violentas;” pag. 337.

Então acho que, resumindo, valeria a pena não ter “livre arbítrio” em troca de uma sociedade “estável”?
            Não digo que não gostei por que às vezes é bom ler esse tipo de coisa, mas não releria... rs.
            Tem uma parte que achei muito legal, me identifiquei e ri muito.

“... Eles leem Shakespeare? – perguntou [...]
- De modo algum – respondeu a Diretora, corando.
- Nossa biblioteca – disse o Dr. Gaffney – contém somente obras de consulta. Se os nossos jovens precisarem de distrações, poderão encontrá-las no cinema sensível. Nós não os estimulamos a procurar qualquer tipo de diversão solitária.” Pag. 254.

Como assim??!?
Leiam! Recomendo!