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Resenha de Tinta: Precisamos falar sobre Kevin




Ano 2007
Autora Lionel Shriver
Idioma  Português
Editora Intrínseca
Páginas lidas 464/464


Há alguns dias atrás, comentei com uma amiga gestante:
 "Cara, meu feed do instagram é só mulher grávida, recém-nascidos e lactentes, será que preciso colocar uma camisinha na tela? Risos de todos."
Mas em seguida, vem aquela pergunta já exaustivamente ouvida: "E o seu, quando vem?". Minha resposta, na maioria das vezes, é uma saída pela tangente e percebo como a maioria das pessoas se chocam com isso; como se a vida devesse seguir um script, e eu estou me atrevendo a desobedecer. Antigamente me importava mais com isso, hoje só dou um sorriso de amabilidade e encerro o assunto. 
Por esse motivo, quando me deparei com esse livro, não pude deixar de lê-lo. 

Resenha de Tinta: Boneco de Pano

 PARCERIA ARQUEIRO






Autor: Daniel Cole
N° de páginas: 336
Ano: 2017


Sinopse: 
VOCÊ ESTÁ NA LISTA DE UM ASSASSINO. E ELA DIZ QUANDO VOCÊ VAI MORRER.

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano. Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar. Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.

Livros Lidos: Maio





Maio é o mês das mamães, das noivas e do coração... Ai ai... 💕💕
Vamos ver o que as Meninas de Tinta leram no mês mais romântico do ano??

Resenha de Tinta: O medo mais profundo

PARCERIA ARQUEIRO

Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
ISBN: 8580416140
Ano: 2016
Nota: 5/5


Sinopse: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.
Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.
Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Resenha de Tinta: Uma cliente inesperada

 DESAFIO ALFABETO LITERÁRIO

Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
ISBN: 8532528147
Páginas: 432
Ano: 2013
Nota: 4/5


Sinopse: Bestseller com mais de 70 milhões de exemplares vendidos em quase três décadas de carreira, Sandra Brown conta, em Uma cliente inesperada, a história de Dodge Hanley, um detetive particular que não mede esforços para alcançar seus objetivos. Procurado por uma antiga namorada a quem ele deve muitas desculpas, Dodge se vê diante do maior desafio de sua vida: a filha que ele sequer conhecia está sendo ameaçada de morte. E o assassino vem fazendo uma série de vítimas e deixando um rastro de pistas perigosas em seu caminho. Um eletrizante thriller sobre obsessão, a fragilidade das relações humanas e segundas chances.

[Resenha de Tinta] Viva para Contar

Série: Detective D.D. Warren - Livro 4
Título Original: Live to tell
Autor: Lisa Gardner
Número de Páginas: 479
Editora: Novo Conceito
Ano Publicação: 2012
ISBN: 9788581630168
Nota: 10/10

Sinopse: Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, autora best-seller do The New York Times, a vida de três mulheres se desdobra e se conecta de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Continue lendo no Skoob.

Resenha:

Às Vezes Os Crimes Mais Devastadores São Aqueles Que Acontecem Mais Perto De Nós

Esse livro da série D.D. Warren é meio ‘desfocado’ à primeira vista. O caso principal, ou os casos na verdade, são a morte de 2 famílias inteiras dentro de suas próprias casas. Não há nada que posso de fato ligar as duas casas, a não ser o fato de serem famílias inteiras assassinadas sem motivo aparente. Paralelo a isso, somos apresentados à Daniele, uma enfermeira com sérias desordens emocionais que cuida de crianças especiais. Por especiais entenda uma criança linda e meiga que matou alguém porque uma voz disse a ela que ela deveria fazer aquilo. Esse livro faz você pensar em dar glória aos céus porque seu filho tem apenas autismo. Ah, para ter certeza que ninguém vai querer cuidar sozinho de uma criança assim, a fofa Lisa nos apresenta uma mãe com seu filhinho especial. A primeira cena deles no livro me dá pesadelos até hoje. O que tudo isso tem em comum? Só lendo para descobrir. Mas um dos motivos da Lisa ter escolhido esse tema era por causa das crianças. Nem todo mundo tem noção de que elas SÃO crianças, mas PRECISAM de cuidados especiais.

Os livros da Lisa não são apenas os casos. Os personagens tem vida também. D. D. é uma mulher bonita sem namorado, então aparece esse cara que, hum, é professor e está fazendo uma reciclagem em campo. Logo, eles tem que trabalhar juntos um pouquinho. Eu preciso mesmo dizer que ele é um fofo?! O livro não é hot nem nada, mas tem uma cena deles tão fofuxa que eu #apaixonei .

Alguém tem notícias dos livros 1 e 3 aqui no Brasil?!

[Resenha de Tinta] Esconda-se

Título Original: Hide
Autor: Lisa Gardner
Tradução: Camila Werner
Número de Páginas: 400
Editora: Novo Conceito
Ano Publicação: 2013
ISBN: 9788581633107
Nota: 10/10

Sinopse: Uma mulher que foi obrigada a fugir — desde criança— de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram. Um pingente que foi parar em mãos erradas — e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso e encontre o inimaginável que está por trás de pessoas aparentemente comuns!

Resenha:

Mais Lisa Garder \o/ D.D. Warren \o/Bob Dodge \o/ e uma garota muito legal: Anabelle

Vamos entender uma coisa sobre essa série, os livros são sobre a D.D. Warren, mas são sobre muito mais que ela. Tem o Bob, TODA a central de polícia e o mais importante de tudo: o MEGA caso sinistro e difícil que estiver rolando e é o foco principal da história. Nesse livro é o caso da cova coletiva com meninas mumificadas em sacos plásticos, a cova fica em um abrigo no chão e parece ser antiga. Muito sinistro. Eu não entraria na cena do crime de jeito nenhum!

Esse é o livro 2 da série, eu só tinha lido o 5 (Sangue na Neve) e tinha dito: não tem problema, dá para entender. Só que esse livro 2 tem MUITO spoiler do volume 1. Tantos que eu não sei se quero ler o volume 1 porque eu ODIEI a personagem que foi o foco do caso principal desse volume. Ela fez uma ponta aqui no volume 2 por isso que agora eu a conheço, mas ela é muito, muito chata. (Até parece senhorita Borboleta que você vai deixar de ler algum Lisa Gardner ¬¬).

Enfim, a Lisa foi brilhante nesse livro. O mistério, o desespero. A vontade de saber de que lado as pessoas estão. Quem é o inimigo e SE ele existe! Oh céus, foi muito bom! Eu roí todas as unhas e arranquei vários tufos de cabelo tentando descobrir a verdade. Altamente recomendado!
PS: Eu levei tanto tempo para fazer essa resenha que já li outro dessa série, o volume 4 - Viva para Contar. Resenha assim que possível, mas já adianto (para variar) que é MARA *o*

[DL Skoob 2014] Uma dose mortal

Título original: One, Two, Buckle My Shoe 
Autor: Agatha Christie
Tradutor: Alessandro Zir 
Número de Páginas: 154 
Editora: L&M Pocket  
ISBN: 9788525422132
Ano: 2011
Nota: 5/5

Sinopse: Um pacato dentista é encontrado em seu consultório com uma bala na testa e uma pistola perto da mão direita. Mais tarde, um de seus pacientes daquele dia aparece morto, devido a uma dose excessiva de anestesia local. Um caso evidente de assassinato e suicídio.
Mas por que o dentista cometeria um crime num dia de expediente movimentado?
A fivela prateada de um sapato é a chave para o mistério. Mas poderá Hercule Poirot descobrir a verdade em meio a tantas armadilhas? 
Resenha:

      Não importa quantos livros da Agatha eu leia, TODOS me deixam desesperada e eu nunca consigo encontrar o assassino. As pistas estão lá bem na nossa cara e mesmo assim... Todos os livros dela são iguais, alguém morre misteriosamente, um detetive (nesse caso Poirot) assume o caso, os envolvidos tem motivos para matar mas não matariam, os que matariam não estavam perto e ninguém consegue entender nada. As pistas levam a caminhos sem saída ou com saída não esperada. No fim, o assassino era o único que você não esperava. Ainda assim, eu não consigo descobrir o nome, nunca. E isso é maravilhoso! Adoro quando um autor me surpreende desse jeito.Por isso não me canso nunca de ler Agatha Christie. 
      Sobre a história: um dentista respeitado, bom  profissional e homem íntegro morre em seu consultório com uma bala na cabeça. Não precisa ser nenhum gênio para saber que não foi suicídio. O problema é que umas horas depois um dos pacientes morre vítima de overdose de anestesia. E agora? Muitas peças no quebra-cabeça, muito chá e café depois. Algumas visitas, muita conversa e o cabeçudo inteligente Hercule Poirot descobre o que houve ao final.
      Uma coisa interessante nas histórias da Agatha é a forma como ela constrói seus personagens. Hercule Poirot por exemplo, é um personagem bem caricato. Belga, baixinho, cabeça de ovo e careca, obsessivo com organização e simetria. Ninguém daria nada por ele, mesmo assim ele desvenda tudo. Esse foi o primeiro livro com esse personagem que se tornou um clássico, ele tem um senso de justiça acima de qualquer coisa:
"Às vezes, Poirot, penso que você não tem nenhum escrúpulo."

"-Por favor, sr. Poirot, nos ajude. Se eu pudesse pelo menos ter certeza de que o senhor está do nosso lado...
  Poirot disse:
  -Eu não estou do lado de ninguém. Estou do lado da verdade."
      Outro fato engraçado do livro é a forma como a autora ridiculariza a simples ideia de tráficos de humanos para o estrangeiro, espionagem séria e coisas do tipo. Ela fala que existe e depois que é absurdo, fala como se disfarçasse. É um bom jeito de mencionar sem mencionar e até mesmo de se diminuir:
"Você fala como um personagem de uma história de detetives, dessas escritas por velhinhas desocupadas..."
      Por fim mas não menos importante, o título original do livro e os títulos de todos os capítulos são um trava língua inglês bem legal e que tem tudo haver com o livro (vou deixar no original porque as rimas em português não existem):
One, two,
Buckle my shoe;
Three, four,
Open the door;
Five, six,
Pick up sticks;
Seven, eight,
Lay them straight:
Nine, ten,
A big, fat hen;
Eleven, twelve,
Dig and delve;
Thirteen, fourteen,
Maids a-courting;
Fifteen, sixteen,
Maids in the kitchen;
Seventeen, eighteen,
Maids a-waiting
Nineteen, twenty,
My plate's empty.
      Enfim, adoro esse tipo de livro e essa autora em particular, porém essa leitura foi mais para participar do Desafio Literário do Skoob mês de março: Suspense. 


[Concurso Cultural] Detetives Literários


       Hey pessoas \o / Agora que o último sorteio finalmente saiu, que tal um Concurso Cultural? Nada de sorteios porque estão proibidos por lei {e ninguém aqui quer ir para cadeia né?} 
       Vamos fazer assim, conte-nos sobre os detetives literários que lhe agradam ou os que você gostaria de conhecer. Temos 2 resenhas ótimas aqui no blog sobre o assunto: A Caçada e Sangue na Neve e eles serão os prêmios do concurso!
       Então para participar do concurso vá em cada resenha, comente-a (um comentário de verdade! Você sabe do que eu estou falando ¬¬) e no fim conte ao menos 1 experiência sua com detetives literários (não esqueça de dizer de qual livro e autor é o personagem!). Cada novo comentário com uma experiência diferente lhe dará mais uma chance para participar. Deixe também um email válido para que possamos entrar em contato caso você seja o feliz ganhador de um dos livros. Serão 2 ganhadores, um para o livro A Caçada e outro para o livro Sangue na Neve. Deixar um comentário em uma resenha implica em estar participando do concurso para AQUELE livro resenhado, logo se você quer ter chance com os 2 livros, faça 2 comentários! Deixando seu email nas 2 é claro :D
        Você nunca leu nada de detetives e mesmo assim quer participar do concurso? Após comentar a resenha nos conte o por quê da não leitura e o por quê de querer ler então :) 
          Entenderam? Resumindo: comente na resenha do livro A Caçadae diga também porque você gosta de livros com detetives e deixe seu email. Pronto, quem sabe você ganha um exemplar do livro! Faça a mesma coisa com Sangue na Neve e quem sabe você não leva os dois? 
         Válido para comentários entre 14/10 e 14/11 (mas se você é um leitor assíduo e já comentou a resenha antes do concurso ir ao ar, não se desespere! Se foi um comentário válido, comente de novo apenas com a parte da sua experiência ou apenas deixe seu email demonstrando interesse em entrar no nosso concurso ^^)



Link para A caçada
Link para Sangue na Neve





[Resenha de Tinta] A caçada



Título Original: The Chase
Autor: Clive Cussler
Tradução: Camila Fernandes
Número de Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632193

Ano: 2013
Nota: 9/10




Sinopse: O governo norte-americano contrata a renomada Agência de Detetives Van Dorn e seu agente igualmente renomado, Isaac Bell, para capturar um lendário ladrão de bancos conhecido como Assaltante Açougueiro. Este assassinara homens, mulheres e crianças, sem deixar nenhuma pista nem testemunhas. O detetive Bell lidera a busca e finalmente descobre a verdadeira identidade do Assaltante Açougueiro. E nesse momento inicia-se a verdadeira caçada. Com um enredo intrincado, dois vilões extraordinários e a assinatura de Cussler em reviravoltas surpreendentes, A Caçada é o trabalho de um mestre no auge de seu talento.

Resenha:
 
Vamos à receita: pegue o agente 007 e retire as mentiras (carros voadores, por exemplo), adicione a inteligência do detetive Hercule Poirot. Misture isso a uma novela de suspense policial do autor Sidney Sheldon, menos as cenas mais calientes que ele gosta de acrescentar. Agora ambiente isso nos EUA do início do século XX. Pronto \o/ você tem A caçada do autor Clive Cussler nas mãos. Não estou falando de cópia nem nada do tipo, é apenas uma carinhosa comparação para que vocês possam entender qual é o estilo do livro.
Então, é serial killer, é suspense, é aflição, é romance, é tragédia. Tudo junto e misturado.
Não se deixe intimidar pelo início meio parado, quase morno. O lance do livro não é descobrir quem é o Assaltante Açougueiro, mas sim como provar quem ele é. E quando estiver lendo lembre-se da época em que se passa a história!
Não posso falar muito mais porque seria spoiler, mas tenho certeza que vocês vão adorar o senhor Sininho rsrs quer dizer, Sr Bell. Ele é charmoso, cativante e muito bondoso. AMEI!
E o mais legal é que lá fora já tem 6 (eu disse SEIS) livros lançados! Nem vou à falência por causa do Sr Bell... Por que esses autores cismam em lançar séries?! :O    

Ah, esse livro foi uma cortesia da editora Novo Conceito. Ou seja, SORTEIO! Muy em breve, aguardem e confiem ;)

[Resenha de Tinta] Relações de Sangue



Autor: Martha Argel
Capa: Christian Pinkovai
Número de Páginas:168
Editora: Novo Século
ISBN: 978858891625
Ano: 2002
Nota: 10/10


Sinopse: Maria Clara Baumgarten levava uma vida bem normal, até conhecer a vampira Lucila, cujos olhos castanhos grandes e inocentes enganariam até o mais desconfiado dos humanos, quanto mais a pobre Clarinha. Um vampiro traz o outro, e logo ela está às voltas com Daniel, um inescrupuloso vampiro de programa. Moreno, alto, bonito e sensual, ele precisa da ajuda da humana e da vampira para encontrar o assassino em série que está atacando suas "clientes". Mas... e se o assassino encontrar Clara primeiro?

Resenha:
 
É eu sei que vocês já leram uma resenha desse livro aqui no Mundo, foi escrita (e muito bem) pela Sandra. Acontece que participamos do Livros Viajantes (tópico explicativo sobre esse lindo grupo ainda no forno),  e eu recebi o livro um pouquinho depois dela. Estou resenhando mais para poder dizer que eu AMEI o livro. 
Ok, vamos devagar. A primeira coisa que quero esclarecer é que esse livro me deixou bem claro minha posição sobre literatura vampírica: Eu simplesmente adoro quando os vampiros são daqueles maus que bebem sangue, matam humanos sim, morrem no Sol e dormem de dia como se estivessem mortos!
É isso aí, podem me crucificar, me criticar, mas esse é o meu gosto. Se eu visse um vampiro na rua eu saía correndo igual uma desesperada e rezaria muito porque a minha morte seria certa. 
E no mais vocês leram a resenha da Sandra (o link tá aqui para quem perdeu).

Sabiam que a autora ainda não lançou a continuação desse livro por falta de verba?! :O Eu fiquei chocada. Isso é um sacrilégio!

Para finalizar dois quotes básicos:

"[...] e me olhou como se eu fosse uma criança dizendo 'advinha, mamãe, hoje brinquei com a moto serra do papai'".

"E por que não, Clara? Todo mundo tem suas fantasias sexuais. Por que alguém deixaria de tê-las por causa de profissão, idade ou posição que ocupa na sociedade?"  


Esse livro foi cortesia do Grupo Livro Viajante, do Skoob 
 

[Resenha de Tinta] O Xangô de Baker Street

Autor: Jô Soares
Número de Páginas: 352
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 8571644829
Ano: 1995

            Sinopse:
Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte. O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar - por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor brasileiro Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.
Resenha:
Decepção das decepções, tudo é decepção. Nunca me arrependi tanto de ler um livro, acho eu.
Li O Xangô de Baker Street para o Desafio Literário, tema de Fevereiro: para rir. Porque escolhi este? Nada de específico. Já havia lido um livro de Jô Soares antes (Assassinatos na Academia Brasileira de Letras), e lembro-me de ter gostado bastante. Não li nenhuma sinopse. Era um livro indicado no DL, e “fui que fui”...
O livro conta a vinda de Sherlock Holmes para o Brasil, para desvendar dois crimes: o roubo do violino Stradivarius da Baronesa de Avaré, ganho pelo Imperador, e uma série de assassinatos cometidos por um serial killer que está a solta no Rio. Tinha tudo pra ser um excelente livro, uma boa história e um bom escritor. Mas desandou.
Acho que meu ardor pelo texto acabou no momento em que Sherlock usou cocaína no navio. É, isso aí. Achei o cúmulo. E não, não sou fã de Holmes, nunca li uma história com ele, e vocês podem até me falar que ele usa drogas nos livros de Doyle, mas pra mim foi um tapa na cara. Devo ter azedado por causa disso. Talvez.
No afã de ridicularizar brasileiros, ingleses, franceses, italianos, alemães, árabes e africanos (acho que não esqueci nenhuma das nacionalidades...), passou-se do ponto. Debochado demais. Caricato demais. Um humor entre Ary Toledo e Rafinha Bastos: chulo e passado.
A cultura e conhecimento de Jô Soares são inegáveis e vastamente demonstradas no texto, não há o que se dizer contra isso. Mas acho que em tudo se peca por excesso, e nesta obra ele não conseguiu fazer nem uma coisa nem outra: nem um livro de suspense, nem de humor. Nem perto de qualquer uma dessas coisas. Um belo amontoado de nada.
Nenhum personagem é digno de nota. O pobre Holmes se tornou um paspalho, Watson um arquétipo do inglês mal humorado e a Malta (como denominou o “clube” dos artistas da época, que incluía, entre outros, Olavo Bilac e Chiquinha Gonzaga) beberrões e mexeriqueiros (alías, segundo pai Google, é esse mesmo o significado da palavra). O imperador um banana, e Sarah Bernhardt apenas uma forma de trazer o detetive ao Brasil. Talvez se salve o delegado Pimenta.
Acho que já expressei bastante meu desagrado, não? Pois bem, humor é assim, tem quem goste de Didi, tem quem goste de Pânico (até que eu gosto do Urso Gente Fina!), tem quem goste de O Xangô de Baker Street. Se quiser realmente testar, depois me conte se eu é que sou muito chata! Rsrs.




[Resenha de Tinta] O dia da caça

Título Original: Cross Country
Autor: James Patterson
Tradução: Fabiano Morais
Número de Páginas: 212
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410198
Ano: 2011
Nota: 7/10

Sinopse: Alex Cross está diante do criminoso mais cruel que já enfrentou. Quando o detetive Alex Cross é chamado para investigar um caso de assassinato, depara-se com a cena de crime mais terrível que já viu em toda a sua carreira: uma família inteira foi morta dentro de casa. Tudo fica ainda mais chocante quando ele descobre que uma das vítimas é Ellie Cox, sua ex-namorada dos tempos de faculdade. Furioso, Cross decide pegar o assassino a qualquer custo Logo depois outro crime acontece, novamente envolvendo uma família inteira, só que dessa vez alguns membros dela estavam nos Estados Unidos e outros, na África. A investigação leva a crer que o assassino, conhecido apenas como Tiger, viajou para a Nigéria. Sem hesitar, Cross vai atrás dele. O detetive entra numa caçada implacável, numa terra sem lei. Ao chegar lá, Cross se vê diante de um terrível cenário de miséria, violência e guerra civil iminente. Sem nenhuma ajuda, ele se envolve numa luta contra a corrupção e contra uma conspiração que parece não ter fronteiras, que pode pôr em risco sua vida e a de todas as pessoas que ele ama.

Resenha:
            É possível gostar do autor, mas não da história?!
            O ritmo do Patterson é alucinante. Quando você pensa que está tudo indo de mal a pior, eis que fica pior ainda. E quando você acha que ‘agora vai’, aí é que tudo vai por água abaixo mesmo. Ele faz você querer saber o que vai acontecer na próxima cena, como o Alex vai se virar. O livro todo é um ‘Ai meu Deus, e agora?’.
            O personagem Tiger é bem construído. Um ‘ótimo’ vilão. Terrível, nojento, lunático e insuportável. Realmente sentimos ódio dele! Tudo isso me diz que o autor é ótimo, mas o enredo do livro é outra história...
Minha reação ao ler que Alex Cross viajaria à Nigéria
            O suspense criado é ótimo. O autor querer falar sobre a miséria e violência na Nigéria também não é um problema. O que eu não engoli foi um detetive americano tirar FÉRIAS para ir a Nigéria prender um assassino. Ele foi como turista e queria mesmo sair do país com um cidadão algemado? -.-‘ Por favor, né?! Acho que alguém andou vendo filmes policiais ruins demais. Ou de repente, só estava meio chapado mesmo. Rs
            Spoiler malvado e grande, pior que o Tiger. Se você é um pobre inocente corra para as montanhas! (ou apenas pule para a parte em que o texto volta a sua cor normal XD)
            Tudo bem que chegando lá, o Alex descobriu que era tudo viagem da cabeça dele e que não conseguiria prender o criminoso. Mesmo assim, e mesmo não conhecendo o personagem o suficiente porque esse é o primeiro livro da série que li, ele parece ser muito mais inteligente do que isso. Não o tipo de pessoa que faz essas merdas, e sim alguém que corre atrás para resolver as coisas.
            Outra coisa que não engoli: o Tiger é mau-que-nem-o-pica-pau e o cara que o contratou estava pronto para matar o Cross. Então porque a família do Alex foi poupada?! Isso é abuso do poder de personagem principal ò.ó
            Portanto, a história tem nota 5 e o autor nota 9, fazendo a média chegamos à nota que eu dei: 7/10. Não desista do Patterson, nem do Alex Cross. Apenas vá com calma e cuidado nos livros dele ;P  
Esse livro foi uma cortesia da Sandra Mika ;)

[Resenha de Tinta] Higiene do Assassino

Título Original: Hygiène de L’assassin
Autor: Amélie Nothomb
Tradução: F. Rangel
Número de Páginas: 172
Editora: Record
ISBN: 9788501048844
Ano: 1992
Nota: 10/10

Sinopse: Pretextat Tach, Prêmio Nobel de Literatura, só tem mais de dois meses de vida. Jornalistas do mundo inteiro solicitam entrevistas com o escritor, cuja misantropia o mantém recluso há anos. Alguns o encontrarão, mas apenas um deles o desafiará, deixando-se enredar num jogo em que má-fé e lógica se entrecruzam. É um romance quase inteiramente dialogado, pois nenhuma forma de escrita se aproxima tanto da tortura.
Os diálogos — a princípio simples entrevistas — se transformam aos poucos em interrogatório, em um duelo sem misericórdia. Deste embate surge um homem atormentado pelos segredos mais obscuros, como se cada troca de falas fosse uma fase de um processo de dissecação da alma. Com intensidade extraordinária e grande poder de contundência, cada palavra é capaz de revelar a crueldade, manejar o cinismo e desbaratar a ambigüidade do ser humano.

Resenha:
            Como resenhar o livro perfeito? Acha que estou exagerando? Bem, talvez um pouco, mas como não chamar de perfeito um livro tão bem escrito? E como não tirar o chapéu para a autora que tinha apenas 14 anos quando o escreveu?! #ohmygod
            ‘É um romance quase inteiramente dialogado, pois nenhuma forma de escrita se aproxima tanto da tortura.’
A foto no livro está mais Vandinha

            Depois de ler essa frase na orelha, eu me rendi à curiosidade. Ainda mas com a foto à lá Vandinha rsrs. E não é que a mulher soube mesmo como levar o livro!?
            Deixa eu tentar explicar minha forma de leitura, ou como eu me sinto.
Quando o livro é bom, sinto como se estivesse no cinema. As coisas lá fora não tem importância, e vejo as cenas se desenrolando à minha frente.
Quando o livro é MUITO bom, o cinema é 3D. As cenas são quase reais, a trilha sonora é maravilhosa. Os sons ambientes são perfeitos.
              Então veio o Higiene do Assassino e eu me senti em um TEATRO! Com um cenário principal e um auxiliar. As cenas se desenrolando na minha frente. Eu podia ver o personagem principal em carne, (banha) e ossos! Podia ouvir sua voz, com aquela acústica que só existe em teatro, um vídeo nunca será capaz de imitar. Foi uma experiência fantástica!
            Em certo ponto da leitura, eu comecei a ficar chateada porque a autora estava falando besteira, desconstruindo o personagem. Meu namorado que já tinha lido o livro me aconselhou a continuar. Quando o livro se encaminhou para o final, eu fiquei de boca aberta: ‘Ela fez tudo isso de caso pensando!’ E quando o livro acabou, eu continuei segurando ele, incapaz de pensar em nada. Nem no final da história, nem em mais nada! Fiquei completamente impressionada com o rumo que as coisas levaram.