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[Resenha de Tinta] Alguém como ... Adele




Título original:  Someone like... Adele
Autor: Caroline Sanderson
Número de Páginas: 216
Editora: Madras  
ISBN: 9788537007914
Ano: 2012

Sinopse: Adele é uma garota de vinte e poucos anos, de Londres, que dominou o mundo. No topo das paradas por várias semanas e ganhadora de aclamados elogios da crítica internacional, ela já tem uma vasta galeria de prêmios e quebras de recordes em seu nome. Embora agradeça a influências diversas, que vão desde Spice Girls a Etta James, a marca que a diferencia: sua “alma desconsolada” – que reflete suas próprias emoções e vida amorosa atribulada – é só dela. No mundo da música pop, obcecado por imagens, Adele é conhecida por sua honestidade desconcertante e pela determinação em fazer as coisas à sua maneira, por se vestir como gosta, recusar ofertas para usar suas músicas em comerciais e continuar próxima da família e dos amigos. Exuberante, engraçada e formidável, Adele é uma jovem normal, com a voz arrasadora de uma diva e, a despeito de seu grande sucesso no momento, o futuro pode ser ainda melhor. Essa é a história dela até agora.

Resenha

Para entrar no clima:

Ou uma coisa mais agitada, uma música que sempre me dá vontade de dançar!

       Essa resenha é difícil para mim, vejam bem, eu percebi que foi minha primeira biografia! E eu não sei como avaliá-la. Adele tem apenas 1 ano a mais que eu, o que ela tem tanto para contar? Obviamente o suficiente para render um livro, mas ainda assim, talvez esse livro pudesse ter esperado mais uns anos. Ela só tem 2 álbuns e sinceramente o primeiro é terrível! Eu adoro o segundo, de vez em quando ponho para ouvir, mas não consegui ouvir o primeiro, de jeito nenhum.

       Como eu já disse, tudo que eu disser sobre o livro deve ser descartado porque não estou habilitada para julgar biografias. {Só a Indira está habilitada para isso, estamos providenciando mais uma pessoa que possa trazer esse tipo de material para vocês ;) } 

       Mesmo eu não sendo boa com biografias, acho que sou boa com histórias, e eu gostei da história da Adele. Ela não nasceu em berço de ouro e demonstrou talento e bom senso desde cedo. Fora o fato dela ser linda! *o* E ter uma voz arrasadora! Então, eu ACHO que o livro está muito bem escrito, mas que falta um pouquinho de conteúdo, ou é normal repetir os mesmos fatos umas 5 vezes no livro? Falar do mesmo assunto em pelo menos 2 capítulos diferentes?  Ou cada capítulo parecer meio desconexo em relação ao anterior? As partes que descreviam como cada música nasceu são interessantes, mas eu não tenho muita paciência para isso, li essa parte meio por alto. Só gostei mesmo de saber como as minhas duas favoritas nasceram. 

       Só isso que eu tenho a dizer, se você gosta da Adele e gosta de biografias, provavelmente vai gostar dessa também. 
       Essa leitura foi para o Desafio Literário do Skoob mês de Maio - Biografias!

[DL Skoob 2014] Uma dose mortal

Título original: One, Two, Buckle My Shoe 
Autor: Agatha Christie
Tradutor: Alessandro Zir 
Número de Páginas: 154 
Editora: L&M Pocket  
ISBN: 9788525422132
Ano: 2011
Nota: 5/5

Sinopse: Um pacato dentista é encontrado em seu consultório com uma bala na testa e uma pistola perto da mão direita. Mais tarde, um de seus pacientes daquele dia aparece morto, devido a uma dose excessiva de anestesia local. Um caso evidente de assassinato e suicídio.
Mas por que o dentista cometeria um crime num dia de expediente movimentado?
A fivela prateada de um sapato é a chave para o mistério. Mas poderá Hercule Poirot descobrir a verdade em meio a tantas armadilhas? 
Resenha:

      Não importa quantos livros da Agatha eu leia, TODOS me deixam desesperada e eu nunca consigo encontrar o assassino. As pistas estão lá bem na nossa cara e mesmo assim... Todos os livros dela são iguais, alguém morre misteriosamente, um detetive (nesse caso Poirot) assume o caso, os envolvidos tem motivos para matar mas não matariam, os que matariam não estavam perto e ninguém consegue entender nada. As pistas levam a caminhos sem saída ou com saída não esperada. No fim, o assassino era o único que você não esperava. Ainda assim, eu não consigo descobrir o nome, nunca. E isso é maravilhoso! Adoro quando um autor me surpreende desse jeito.Por isso não me canso nunca de ler Agatha Christie. 
      Sobre a história: um dentista respeitado, bom  profissional e homem íntegro morre em seu consultório com uma bala na cabeça. Não precisa ser nenhum gênio para saber que não foi suicídio. O problema é que umas horas depois um dos pacientes morre vítima de overdose de anestesia. E agora? Muitas peças no quebra-cabeça, muito chá e café depois. Algumas visitas, muita conversa e o cabeçudo inteligente Hercule Poirot descobre o que houve ao final.
      Uma coisa interessante nas histórias da Agatha é a forma como ela constrói seus personagens. Hercule Poirot por exemplo, é um personagem bem caricato. Belga, baixinho, cabeça de ovo e careca, obsessivo com organização e simetria. Ninguém daria nada por ele, mesmo assim ele desvenda tudo. Esse foi o primeiro livro com esse personagem que se tornou um clássico, ele tem um senso de justiça acima de qualquer coisa:
"Às vezes, Poirot, penso que você não tem nenhum escrúpulo."

"-Por favor, sr. Poirot, nos ajude. Se eu pudesse pelo menos ter certeza de que o senhor está do nosso lado...
  Poirot disse:
  -Eu não estou do lado de ninguém. Estou do lado da verdade."
      Outro fato engraçado do livro é a forma como a autora ridiculariza a simples ideia de tráficos de humanos para o estrangeiro, espionagem séria e coisas do tipo. Ela fala que existe e depois que é absurdo, fala como se disfarçasse. É um bom jeito de mencionar sem mencionar e até mesmo de se diminuir:
"Você fala como um personagem de uma história de detetives, dessas escritas por velhinhas desocupadas..."
      Por fim mas não menos importante, o título original do livro e os títulos de todos os capítulos são um trava língua inglês bem legal e que tem tudo haver com o livro (vou deixar no original porque as rimas em português não existem):
One, two,
Buckle my shoe;
Three, four,
Open the door;
Five, six,
Pick up sticks;
Seven, eight,
Lay them straight:
Nine, ten,
A big, fat hen;
Eleven, twelve,
Dig and delve;
Thirteen, fourteen,
Maids a-courting;
Fifteen, sixteen,
Maids in the kitchen;
Seventeen, eighteen,
Maids a-waiting
Nineteen, twenty,
My plate's empty.
      Enfim, adoro esse tipo de livro e essa autora em particular, porém essa leitura foi mais para participar do Desafio Literário do Skoob mês de março: Suspense. 


[Resenha de Tinta] Livraria Limítrofe

Autor: Alfer Medeiros
Número de Páginas: 208
Ilustrações: Carolina Mancini
Editora: Fantas
ISBN: 978856459335
Ano: 2012
Nota: 10/10


Sinopse: Que importância a literatura tem na sua vida? Ela está presente no seu dia a dia? O que significa para você? Quanto ela moldou do seu caráter e jeito de ser? Com certeza, as respostas a estas perguntas variam consideravelmente, de pessoa para pessoa. O hábito da leitura, e o prazer advindo dele, trazem resultados distintos para cada indivíduo, afinal o ser humano é único na sua maneira de julgar o que os sentidos captam e o que a mente retém. A Livraria Limítrofe é o lugar onde pessoas comuns vislumbram cenários e personagens palpáveis, criados através de suas mentes, colhendo fisicamente o que pela leitura foi plantado. Continue lendo no Skoob.

Resenha:

           Já conversei com a editora Celly Borges, com o autor Alfer Medeiros, acabei com a paciência ilimitada do meu namorado, e ainda não sei como fazer a resenha desse livro! Se ele fosse um livro 'normal' com protagonista, vilão, personagens secundários, seria tão fácil. Mas como fazer uma resenha de um livro tão singular como esse? Como transcrever para vocês as sensações maravilhosas que tive em cada página?
           Por partes então. Começo de tudo, minha edição não é a sem capa (existe uma edição sem capa, leia aqui sobre ela). A minha tem capa dura, uma fitinha marrom no meio marcando a página e é A-B-S-O-L-U-T-A-M-E-N-T-E linda!!! *O* 
           Essencialmente a história é sobre a troca de livreiro limítrofe. O atual vai se aposentar e o novo está fazendo a entrevista de emprego para decidir se quer o cargo. Sendo assim, nosso personagem principal vai ouvindo histórias de quem já frequentou a livraria, assim como instruções do livreiro atual sobre como tudo funciona. E nós vamos juntos nessa entrevista. 
           Cada novo capítulo começa com um QR Code (ideia genial da Celly Borges e do Marcelo Amado) para ser lido com seu smartphone, ele o levará até a página da editora onde você encontrará as referências citadas no capítulo. O mais legal é só acessar essa página DEPOIS de ler o capítulo e descobrir o quanto você conhece do mundo literário. Eu acho que conheço metade dos livros mencionados, mas não li nem metade dos que conheço. E olha que eu já li mais de 400 livros segundo o Skoob. Ainda tenho MUITA coisa para ler na vida. 
            Sobre a livraria em si, basicamente ela dá vida ao que sua imaginação quiser. {Sem muitos detalhes de minha parte para não estragar a sensação que se tem ao ler o livro} A Limítrofe é o sonho de todo leitor. Passei o livro todo desejando ser uma das felizes sorteadas a entrar naquele lugar mágico *o*
             No começo fiquei um pouco preocupada sobre como iria conciliar tantos narradores. Afinal, cada entrevistado conta a sua história em primeira pessoa. Mas o Alfer tem muito talento, porque quando a narração começava eu conseguia ver claramente quem estava falando, sem confusões ou sensação ruim. Adorei a escrita dele. 
             E tem continuação, claro ou com certeza que eu quero muito ler?! 
             

PS: Spoiler levinho: eu quase tive (desculpe a expressão forte) um orgasmo avassalador quando uma das histórias foi com uma das minhas séries favoritas do André Vianco!!!! Imagine uma doida no metrô dando um gritinho de 'Ai meu deus!!!!' rsrsrsrsrs #doida

[Concurso Cultural] Detetives Literários


       Hey pessoas \o / Agora que o último sorteio finalmente saiu, que tal um Concurso Cultural? Nada de sorteios porque estão proibidos por lei {e ninguém aqui quer ir para cadeia né?} 
       Vamos fazer assim, conte-nos sobre os detetives literários que lhe agradam ou os que você gostaria de conhecer. Temos 2 resenhas ótimas aqui no blog sobre o assunto: A Caçada e Sangue na Neve e eles serão os prêmios do concurso!
       Então para participar do concurso vá em cada resenha, comente-a (um comentário de verdade! Você sabe do que eu estou falando ¬¬) e no fim conte ao menos 1 experiência sua com detetives literários (não esqueça de dizer de qual livro e autor é o personagem!). Cada novo comentário com uma experiência diferente lhe dará mais uma chance para participar. Deixe também um email válido para que possamos entrar em contato caso você seja o feliz ganhador de um dos livros. Serão 2 ganhadores, um para o livro A Caçada e outro para o livro Sangue na Neve. Deixar um comentário em uma resenha implica em estar participando do concurso para AQUELE livro resenhado, logo se você quer ter chance com os 2 livros, faça 2 comentários! Deixando seu email nas 2 é claro :D
        Você nunca leu nada de detetives e mesmo assim quer participar do concurso? Após comentar a resenha nos conte o por quê da não leitura e o por quê de querer ler então :) 
          Entenderam? Resumindo: comente na resenha do livro A Caçadae diga também porque você gosta de livros com detetives e deixe seu email. Pronto, quem sabe você ganha um exemplar do livro! Faça a mesma coisa com Sangue na Neve e quem sabe você não leva os dois? 
         Válido para comentários entre 14/10 e 14/11 (mas se você é um leitor assíduo e já comentou a resenha antes do concurso ir ao ar, não se desespere! Se foi um comentário válido, comente de novo apenas com a parte da sua experiência ou apenas deixe seu email demonstrando interesse em entrar no nosso concurso ^^)



Link para A caçada
Link para Sangue na Neve





[Lista de Tinta] Tietagem Autoral

Todos somos fãs de algum autor, ou como diz meu namorado ‘Somos tietes’. Até ele, todo enjoado, descobriu ser tiete da Amélie Nothomb. Sendo assim, resolvi listar alguns dos meus favoritos.
Não tem ordem de preferência, alfabética nem de nenhum tipo. Apenas listei. Não tem como dizer que gosto mais de um do que de outro. Só sei que leria até bula de remédio escrita pelos autores listados abaixo! XD

      Impossível não gostar desse cara. Eu gargalho com seus livros. Adoro todos os personagens, rezo por algo (que eu não posso contar o que é, mas que é muito tiete),  aguardando mais aventuras dos irmãos Kane e um possível desfecho para Os heróis do Olimpo. A forma como ele insere mistérios e elementos aparentemente desimportantes é incrível. Ele é um mestre *.*
                Não lembro porque resolvi que queria a serie As Crônicas Saxônicas, talvez pelas capas que são lindas, ou pela história, ou por estar em promoção. Não sei! Mas quando peguei um dos meus primeiros salários de ‘carteira assinada’ comprei o Box com os cinco volumes, recentemente comprei o sexto. Enfim, seis dias após a compra terminei o quinto volume e meu coração cantava ‘Esse cara é f#d@ demais!’ Recentemente li ‘O condenado’ e esse amor só aumentou.  

Agatha Christie
Eu tinha uns 12 anos, estava numa biblioteca escolar, que não era a minha, mas eu era amiga do bibliotecário. Louca para ler alguma coisa, consegui convencê-lo a me emprestar uns livros. Ele me vem com aqueles livros de criança, cheio de figuras, com umas 20 páginas, sabe? Em dois dias eu voltei lá: ‘Você já leu todos?’ Minha vontade era responder: ‘Acabei no mesmo dia, mas fiquei com preguiça de voltar aqui.’ Muito educada, é claro que não disse isso. Tentei explicar que ansiava por livros ‘de verdade’. Difícil era explicar o que é ‘um livro de verdade’. Com um bocado de esforço ele pegou alguns da Agatha e pôs no balcão para que eu escolhesse um, com a promessa solene que ia ler MESMO e devolver. (Devolver era o de menos, já que ele freqüentava a mesma igreja que minha família e era de onde nos conhecíamos). 
Estava, entre tantos, ‘A mansão Hollow’. Ele me cativou pela capa. É, eu já conhecia o ditado de não julgar um livro pela capa, mas aquela mansão era muito convidativa! E a frase de dedicatória da autora: ‘Para fulano que me emprestou sua piscina para uma cena de assassinato.’ me convenceu. Assim, conheci Agatha Christie! Ao longo dos anos percebi que não consigo descobrir nenhum, eu disse NENHUM dos assassinos dela o.O Antes que ela me diga com todas as letras o nome do sujeito, eu já tentei todos os personagens, menos o certo. kkk  A essa fantástica autora, meu mais profundo respeito.
O primeiro que li dele foi ‘Marina’. Comprei porque estava em promoção e era tema do desafio literário 2012. Não é que gostei? A resenha tem mais quotes do que resenha de verdade e só não tem mais ainda porque eu decidi na época que era demais. Agora lendo ‘A sombra do vento’ eu anotei uma página inteira! Não é só da história de seus livros que eu gosto, é principalmente das frases que ele monta. Elas me fascinam... Claro que a historia também é boa, 'A sombra do vento' me fez parar a leitura umas 3 vezes antes da página 255, de tanta angustia, como se eu não tivesse estômago para continuar a ler! Ele me encanta totalmente.
Nicholas Sparks

Tenho uma amiga que o classifica como ‘leitura lanchinho’ e é verdade, em umas 2 horas (excluindo as pausas para assoar o nariz) é possível concluir uma leitura dele. Algumas são mais densas é claro, mas em suma é a mesma receita. Muito romance, alguma doença e muitas lágrimas arrancadas de pobres leitoras frágeis. O último que li foi ‘Um Amor para Recordar’ (resenha no forno), e meu irmão parou na minha frente e me perguntou ‘O que aconteceu para você estar chorando desse jeito? Foi seu namorado?’ kkk Não sei se é para rir ou chorar, mas difícil foi explicar que o coitado do namorado era inocente e as lágrimas eram culpa do Nicholas. Desnecessário dizer que meu irmão quase me mandou para um lugar desagradável por deixá-lo preocupado a toa. rsrs Enfim, sempre que eu quero chorar ou apenas por vontade de um bom romance, eu pego um livrinho do Nicholas. Tenho vários em casa *.* A minha irmã, na verdade esposa do meu irmão, também gosta e juntas estamos tentando deixá-lo louco!

Há muitos anos, acho que eu tinha 13 se não me engano, minha mãe resolveu fazer bico de acompanhante de velhinho. Trabalhava cuidando do marido de uma madame emergente da zona sul do Rio de Janeiro. Conversa vai conversa vem, solta mamãe ‘Minha filha adora ler’. Não é que a mulher me enviou, emprestado é claro, ‘O Homem que Calculava’ e ‘Manhã, tarde e noite’! Devorei os dois. Depois disso fiquei desesperada por outros livros de Sidney Sheldon. Descobri que um dos meus primos compartilhava da paixão e assim pude ler mais alguns títulos. Para minha alegria, minha mãe também caiu de amores por ele e hoje ela mesma me presenteia com alguns títulos *.*
Sou capaz de contar a historia do André de cor. Conheci através de um amigo do trabalho: conversando sobre livros de vampiro, ele menciona o Andre e seu livro Bento. Eu o fiz me contar a historia de Bento do começo ao fim. Quando ele acabou, eu fui para o Google baixar tudo que tinha disponível e ao Submarino comprar tudo que eu pudesse! Já li todos os livros lançados dele e tenho, inclusive, dois títulos autografados, meus favoritos: O Senhor da Chuva e O caso Laura


E vocês queridos leitores, são tietes de quem? Em breve as outras meninas de Tinta vão se revelar, quer dizer, revelar suas tietagens autorais :*

[Autores de Tinta] Agatha Christie

     Agatha Mary Clarissa Mallowan, mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas
     Conhecida como "Duquesa da Morte", "Rainha do Crime", dentre outros títulos criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros. Agatha Christie escreveu também sobre o pseudônimo de Mary Westmacott     Agatha Mary Clarissa Miller nasceu em 15 de Setembro de 1890, na costa de Devon, na cidade de Torquay, sendo a terceira filha de um rico americano     Foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.

     Começou a escrever The Mysterious Affair at Styles em 1916, e o livro foi publicado em 1920 pela editora Bodley Head vendendo cerca de 2.000 cópias, após ser rejeitado por 6 editoras. Mas o sucesso veio em 1926 com a publicação de The Murder of Roger Ackroyd, que vendeu 5.000 cópias. O livro causou polêmica, pois Agatha contrariou as regras dos romances policiais.
    Casou-se com um piloto do Corpo Real de Aviadores. Enquanto o marido esteve na Primeira Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho.

Caso curioso:

     Em 3 de Dezembro de 1926, seu marido Archie revela que está apaixonado por outra mulher, Nancy Neele, e quer o divórcio, e então deixa a esposa, para passar um fim de semana com a amante e alguns amigos em Godalming, Surrey. Após chegar em casa e não encontrar o marido, Agatha abandonou a casa em Styles por volta das 21h45 daquela noite com uma pequena mala. Na manhã do dia 4 de Dezembro seu carro foi encontrado em um barranco no lago de Silent Pool em Newlands Corner, com os faróis acesos. Dentro do Morris Cowley verde foram deixados um casaco de pele, a sua mala e uma carteira de motorista vencida.
      O desaparecimento da autora se tornou notícia em Surrey quando a polícia local publicou um relatório de pessoas desaparecidas, e passou-se a oferecer £100 para quem tivesse qualquer informação sobre a autora. Aviões, mergulhadores e escoteiros buscavam por Agatha - ao todo a busca teve a ajuda de 15.000 voluntários     Várias informações foram acrescentadas à história do desaparecimento da autora, no livro The World of Agatha Christie. Martin Fido diz que na semana de seu desaparecimento Agatha deixou uma carta para Carlo Fisher, sua secretária pedindo para cancelar uma hospedagem em Yorkshire. Segundo Martin, a autora escreveu também uma carta ao marido fazendo-lhe duras críticas. Ainda no sábado, antes da descoberta do carro da autora, ela havia escrito uma carta a Campbell Christie, de Londres, dizendo que iria para Yorkshire, mas a carta foi perdida antes que Campbell pudesse lê-la. Uma nota também foi escrita para o vice-chefe de polícia de Surrey (ainda antes de encontrar-se o carro de Agatha), informando que Archie temia por sua segurança.
     Agatha Christie estava desaparecida há 11 dias, desde que seu carro havia sido encontrado no lago Silent Pool, e estava sendo procurada por aviões (foi a primeira vez que se usou aviões para buscar algum desaparecido na Inglaterra), quando a polícia soube que ela estava no Hydropathic Hotel (hoje Old Swan Hotel), em Harrogate. Agatha chegou lá de táxi no dia 4 de Dezembro levando consigo apenas uma mala.
     A autora estava hospedada sobre o nome de Teresa Neele (o mesmo sobrenome da amante de seu marido), e dizia ser da Cidade do Cabo, e explicou que era uma mãe de luto pela morte de seu filho. No hotel Agatha foi vista dançando, jogando bridge, fazendo palavras cruzadas e lendo jornais. Curiosamente, a autora deixou um anúncio no The Times dizendo que Teresa Neele procurava parentes e amigos da África do Sul, interessante ressaltar, que a irmã de Agatha, Madge, morreu em 1923, após voltar do país africano. A autora foi reconhecida no hotel pelo músico Bob Sanders Tappin que reivindicou a recompensa de £100. Sanders disse que se dirigiu a autora como "Mrs. Christie" e que essa respondeu-lhe, mas disse que estava sofrendo de amnésia. Agatha foi encontrada pela polícia no dia 19 de Dezembro.
     Embora em seus livros autobiográficos não haja quase nenhuma informação sobre o episódio de seu desaparecimento, acredita-se que, em "O Retrato", publicado sob o nome de Mary Westmacott, Agatha conte muito da sua história através da personagem Celia, que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido.

Agatha no Guinness Book of World Records:
  • Autora mais mundo no vendida
  • Peça teatral de maior duração do mundo. The Mousetrap estreou em 25 de Novembro de 1952 no Ambassadors Theatre em Londres, em 25 de Março de 1974 foi para o St. Martin's Theatre, e continua lá até hoje.
  • O livro mais grosso do mundo, medindo mais de 30 cm de comprimento, possui 4.032 páginas, e todos os 12 romances e 20 contos protagonizados por Miss Marple. The Complete Miss Marple é um dos livros mais raros da escritora, vinculado pela Cedric & Chivers Period Bookbinding, o livro é em sua maior parte de couro, e com ouro em algumas partes, com 16 páginas feitas à mão, foram produzidos apenas 500 volumes e o livro é vendido por £1.000 
 
Essas informações foram retiradas do artigo da Wikipédia, muito bem escrito por sinal. Se quiser ler mais sobre essa fantástica autora visite: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agatha_Christie ou http://www.skoob.com.br/autor/34-agatha-christie