Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta meio rei. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta meio rei. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

Resenha de Tinta: Meio Rei

PARCERIA ARQUEIRO

Autor: Joe Abercrombie
Editora: Arqueiro
ISBN: 8580415616
Páginas: 288
Ano: 2016
Nota: 5/5

 Sinopse: Ganhador do prêmio Locus, Meio rei foi considerado, em 2014, uma das 5 melhores obras de fantasia pelo The Washington Post e um dos 10 melhores livros para jovens pela Time.
Jurei vingar a morte do meu pai. Posso até ser meio homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.
Filho caçula do rei Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem.
Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida, curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava.
Certa noite, o jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi determinarão o destino do reino e de todo o povo.
Joe Abercrombie nos apresenta um protagonista surpreendente, numa história de percalços e amadurecimento que abre a trilogia Mar Despedaçado. 

Resenha de Tinta: Meio Mundo (Mar Despedaçado - Livro 02)


PARCERIA ARQUEIRO


Esse livro é uma sequência do Meio Rei, livro 01 da série Mar Despedaçado. Disse na outra resenha que não é necessariamente uma sequência, mas sim uma história diferente que se passava no mesmo mundo. Pois bem, me enganei!
No meio da história os personagens se cruzam e se você não conhecer o primeiro livro, vai pegar muitos spoilers; portanto, inicie a leitura deste post por aqui e seja feliz!

[Resenha de Tinta] O Rei do Inverno

 #As Crônicas de Artur, volume 1
Título Original:  The winter King
Autor: Bernard Cornwell
Tradução: Alves Calado
Número de Páginas: 544
Editora: Record
ISBN: 9788501061140
Ano: 2001

Sinopse:
O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. "O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa," explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.
 
Resenha:
Kit para ler livros do Bernard Cornwell: Algo para fazer de escudo, para evitar que as lanças te atinjam. Paninho para limpar o sangue depois. Protetor auricular, para evitar surdez com os gritos de guerra.
Este homem não escreve livros não gente. Não tem nome pra descrever o que ele escreve. Ele escreve mundos, vidas, vitórias, dores. Ele escreve a história.
Agora para tudo!!! A história mais recriada de todos os tempos, contada pelo senhor Cornwell. Tem que ser maravilhoso, não tem? Meu coração tem um novo queridinho.
Como diria Jack Estripador, vamos por partes.
Se você, como eu, odeia a Guinevere, pode continuar odiando.
Ademais, esqueça tudo, tudinho que você já leu sobre Artur. A não ser que ele era sensacional (pra não utilizar um linguajar chulo, mas que expressaria muito melhor).
Artur é filho bastardo do Grande Rei, o Pendragon Uther. Claro que, assim sendo, ele não é nem será rei, o que não irá impedi-lo de mandar e desmandar na Britânia enquanto Mordred, herdeiro real do trono, é apenas um bebê.
Mas o fato de Artur ser líder sem ser rei é apenas a base para uma aula de história, como todos os livros de Cornwell. Estamos no meio da Idade das Trevas, saxões e francos invadem as terras Bretãs, e como se isso não fosse suficiente, os “conterrâneos” ainda brigam entre si, querendo aproveitar o momento da “ausência” de rei na Dumnonia para se tornarem mais fortes. Intrigas, jogos políticos e muitas, muitas batalhas vão embalar a jornada de Artur para proteger sua pátria.
Todos os nossos conhecidos estão nesta história: Lancelot (nunca gostei, continuei não gostando), Merlin (amo), Morgana, Nimue, o Rei Ban, e a insuportavelmente odiosa Guinevere. Nunca, nunca odiei tanto um personagem como odeio Guinevere. E tenho dito. u_u
Por realizar pesquisas históricas, podemos dizer que este relato é um dos mais fiéis a história de Artur. Apesar de não ser a romântica história do Rei que tira a espada da pedra (apesar de existir uma pedra, e existir Excalibur), junta cavaleiros honrados e forma a sociedade de paz, esta é uma história maravilhosa, sobre um rei que nunca foi, mas um homem que com toda certeza pode ter existido.

"Era como se um novo sol brilhante tivesse nascido no fim daquele dia. A luz cortou as pastagens, cegando-nos, confundindo-nos, mas então ela se desviou e vi que era apenas o reflexo do sol verdadeiro olhando de um escudo polido até brilhar como um espelho. Mas aquele escudo era seguro por um homem como eu nunca tinha visto antes; um homem magnífico, um homem montado num grande cavalo e acompanhado por homens iguais; uma horda de homens espantosos, homens emplumados, homens com armaduras, homens que brotavam dos sonhos dos Deuses para vir a este campo da morte, e sobre as cabeças emplumadas dos homens flutuava uma bandeira que eu viria a amar mais do que qualquer bandeira em toda a terra de Deus. Era a bandeira do urso.
O chifre soou uma terceira vez, e de repente eu soube que iria viver, e estava chorando de alegria e todos os nossos lanceiros estavam meio chorando e meio gritando e a terra estremecia com os cascos dos cavalos daqueles homens que pareciam Deuses, que vinham nos resgatar.
Porque Artur, finalmente, tinha chegado."
 
Este livro é para o Desafio Literário - Abril: Uma ou mais das quatro estações no título
 
 
 

[Off Topic de Tinta] Minha Releitura de Hop-Frog

Releitura do conto de Edgar Allan Poe 'Hop-Frog'. Escrevi esse conto para o desafio #12mesesdepoe.  

Cara de Baba


Aos 9 anos de idade eu estudava em um caro colégio particular. A história que vou contar não é engraçada nem bonita. Ao longo dos anos alguns aspectos podem ter sido alterados por minha imaginação fértil de criança, mas vou contá-la tal qual a vejo em minha mente. 

Na turma de crianças de 12 anos havia um garoto que liderava as travessuras junto com seus amigos, como não me lembro nomes vou chamá-lo Rei. Eles adoravam infernizar a vida de outros alunos com brincadeiras que hoje vocês chamam de bullying. Naquele tempo eram apenas “brincadeiras de crianças”. Uma aluna em especial era uma das vítimas favoritas, vou chamá-la Maria. Com a mente de 12 anos presa em seu corpo 3 vezes mais velho, Maria não era bem quista entre os estudantes. Comunicativa e carente de amizade, ela tentava a todo custo se aproximar dos companheiros de classe. Os mais educados apenas sorriam e ignoravam, os outros a escorraçavam. O Rei é claro fazia questão de rir às suas custas. Um dia colocou laxante em seu suco, porém achando a piada deveras engraçada tanto o Rei quanto seus amigos gargalhavam antes mesmo que a pobre Maria pusesse a boca no copo. Prevendo um ataque, a menina jogou o conteúdo fora, gritou e esbravejou, mas foi apenas mais humilhada. 

[Resenha de Tinta] O Rei do Ferro e A Filha do Ferro



Série: Os Encantados de Ferro 
Autor:  Julie Kagawa
Tradutor: Débora Isidoro
Editora: Underworld

Vol 1: O Rei do Ferro
Título Original: Iron King
Número de Páginas:352
Ano: 2011
ISBN: 9788564025097
Nota:9/10

Sinopse: Alguma coisa sempre pareceu meio fora do lugar na vida de Meghan, desde que o pai desapareceu diante de seus olhos quando ela tinha apenas seis anos. Meghan nunca se adaptou na escola... nem em casa. Quando um desconhecido sombrio começa a observá-la de longe, e o amigo brincalhão se torna estranhamente superprotetor, Meghan sente que tudo que ela conhece está para mudar. Mas ela nunca poderia ter imaginado a verdade - que ela é filha de um mítico rei das fadas e peça importante numa guerra mortal. Agora Meghan vai aprender até onde é capaz de ir para salvar alguém que ama, deter um mal misterioso que nenhuma criatura encantada ousa enfrentar... e encontrar o amor com um jovem príncipe que talvez prefira vê-la morta a deixá-la tocar seu coração de gelo. 

Vol 2: A Filha do Ferro
Título Original: Iron Daughter
Número de Páginas:352
Ano: 2011
ISBN: 9788564025318
Nota:9/10

Sinopse: Meio princesa encantada de Verão, meio humana. Meghan nunca se encaixou em lugar nenhum. Abandonada pelo príncipe de Inverno que ela acreditava amá- la, agora é prisioneira da rainha encantada de Inverno. Com a guerra iminente entre Verão e Inverno, Meghan sabe que o verdadeiro perigo vem dos encantados de Ferro - encantados cujo organismo contém ferro e que só ela e seu príncipe ausente chegaram a ver. Mas ninguém acredita em Meghan. Pior, os poderes de encantada de Meghan foram bloqueados. Ela está presa em Faery e só pode contar com os próprios recursos. Confiar em alguém seria tolice. Confiar em um possível traidor poderia ser fatal. Mas, mesmo enquanto desenvolve uma resistência de ferro, Meghan não pode ignorar os sussurros da saudade em seu coração humano. 

Resenha:

Você já leu 'Sonhos de uma noite de verão'? Pois eu não. Esses dias li um resuminho de algumas páginas, então ao menos conheço a história. O que isso tem haver com Os Encantados de Ferro? Simples, o plano de fundo é o mesmo. Temos a Corte Seelie, também conhecida como corte do Verão, o rei Oberon, a rainha Titânia e Puck (meu favorito tudo para ele é festa e diversão!)

A personagem principal é a adolescente descerebrada Meghan Chase. Ela é mestiça de humano com fada e também filha de Oberon (sim, ele tem a síndrome dos deuses gregos!).

Meg vivia feliz com seu melhor amigo Robbie até que o irmãozinho dela muda totalmente de personalidade. Na verdade a criança foi abduzida e substituída. Agora sabendo que Robbie é na verdade Puck, ela se enfia no Nevernever, ou mundo das fadas para achar o irmão.

Pausa para falar da edição nacional:  A capa é linda, a diagramação e todos os detalhes são maravilhosos. Então quando você começa a ver letras demais, palavras demais, e erros tão bobos, você se pergunta: 'Como uma edição tão boa pode ter tantos erros ruins?' Isso em ambos os livros.

Voltando ao livro, vamos à parte interessante: O Mundo das Fadas!
Uallll!!! Esqueça os bosques encantados da Disney. Pense mais em Irmãos Grimm. É bem por aí, com as histórias sombrias e originais. Uhum. Entenda claramente que 'Eu prometo' é de verdade. Se você prometer se matar se seu namorado te largasse e ele largou, então meu bem: Tchauzinho!
Nesse ponto encontramos meu outro personagem favorito: O cat sith Grimalkin. Ohh sim, tome muito cuidado com ele e confie nele. É o melhor para você porque ele entende como funciona o mundo e conhece seu papel nele.

"-Está preparada?
- Não sei.
- Não interessa."



Sabe o gato da Alice? Então, Grim é muiiito melhor!

Claro que nem tudo são flores (vocês viram alguma?). Temos também a corte Unseelie, que é a corte de Inverno, com a rainha Mab (eu não sei cadê o Rei, ele sequer é mencionado como morto ou desaparecido!). E os três príncipes. Entre eles o mais jovem, Ash.

Só para variar, Inverno e Verão não se dão bem, mas mantêm uma espécie de trégua. Entram em jogo então, os Encantados de Ferro. O ferro é mortal para as fadas tradicionais. E estas desconhecem a existência de tais encantados.

Os livros são bons e bem escritos, mas eu tenho um sério problema com mocinhas irritantes. E Meg alterna momentos de lucidez e delírio! Avisam-na um sem conta de vezes que o Nevernever é perigoso, que ela não deve confiar em ninguém e blábláblá. Explicam as leis e tudo o mais. Ela aceita? NÃO! Ela só faz merda! -.-' E não melhorou muito em A Filha do Ferro. [Alerta de Spoiler para quem não leu O Rei do Ferro!] Ouso dizer que piorou, porque ela se apaixona pelo Ash e é correspondida e sabe que é, sendo que ela está presa na corte de Inverno e mesmo sabendo que o amor entre Inverno e Verão é proibido por lei com pena de exílio, ainda assim ela fica puta porque ele a ignora. Ah vá!
[Fim do Spoiler]

Mas mesmo assim, leiam. Vale a pena pelo Nevernever, por Puck e pelo Grimalkin hihi

Eu só fiquei triste mesmo com uma coisa no Filha do Ferro, [Alerta de Spoiler para quem não leu O Rei do Ferro!] A Meg não procurou ter notícias do Puck em nenhum momento?! Como assim?! Eu morta de preocupação e ela lá em Tir Na Nog. Poxa :/
[Fim do Spoiler] 

Coisas que não entendi: 
Porque no primeiro livro é apenas Nevernever e no segundo as vezes é Faeryland e as vezes Nevernever, como se fossem coisas diferentes?!!!!
Em algum momento a Meg se machuca feio mesmo, ela desmaia e perde muito sangue. Acorda morrendo de dor. Algo acontece e eles tem que se mexer. Na cena seguinte, não tem mais machucado o.O

Boa leitura, principalmente para quem gosta de fadas


[Resenha de Tinta] A Amante do Rei


Título Original: The King's Mistress
Autor: Emma Campion
Tradutor: Patricia Cardoso
1ª edição
Ano:2013
Editora:Record
ISBN:97801404671
páginas: 544
Sinopse: Em meio às armadilhas da corte, o amor de um monarca pode representar poder e riqueza, mas também a mais brutal das ameaças. Viúva de um mercador, dona de um segredo capaz de abalar todo o reino, a plebeia Alice Perrers é afastada da família para viver sob a proteção da rainha Filipa da Inglaterra. Porém, sua beleza e perspicácia atraem Eduardo III, e o caso de amor entre eles logo se transforma em um escândalo na corte. Condenada por todos como uma oportunista que enriqueceu manipulando um rei doente, Alice precisa lutar para defender sua honra.


Olá Pessoal,

Bom, todo mundo já sabe, mas eu amo ler. Não importa o gênero ou espécie, eu me perco totalmente nas páginas de um livro aberto e viajo junto com a história a lugares e épocas diferentes.
Porém, dentre todos os gêneros, o que mais me encanta são os Romances Históricos. Sejam eles fictícios ou com pinceladas reais, me encanta o modo de vida das gerações passadas.Eu simplesmente nasci no século ou errado, ou para quem acredita, devo ter vivido na Idade Média ou no século XVIII e reencarnado agora, tal eu me sinto tão bem quando leio qualquer coisa sobre esse assunto.
Por isso, esse livro me era muito desejado. E ele acabou sendo um presente de uma pessoa que embora eu não conheça #aovivo, eu tenho imensa afinidade. 
Não posso revelá-la pois o presente foi um amigo secreto que por motivos alheios a nossa vontade, ainda não foi revelado. Então "pessoa" meu muito obrigada, você não poderia ter escolhido melhor o meu presente.
Agora, vamos deixar de sentimentalismo e cair na história.
Preparados? Então , entrem na sua máquina do tempo e vamos a Ingletarra Medieval, conhecer a história de Alice Perres, talvez a mais conhecida amante da família Real Inglesa.

# Um pouquinho da História:

"Houve uma mulher na Inglaterra chamada Alice Perrers. Era uma meretriz sem-vergonha, impudente e de baixo nascimento... Não era nem atraente nem bonita, mas sabia compensar esses defeitos com sua voz sedutora. A cega fortuna elevou essa mulher a grandes alturas e a levou a ter uma intimidade com o rei muito maior do que era apropriada, uma vez que ela fora criada e amante de um homem da Lombardia... Mesmo quando a rainha ainda vivia, o rei amava essa mulher mais do que amava a rainha. "(página 43, St Albans Chronicle,Thomas Walsingham)
A história começa em 1355 com a jovem Alice, com então 14 anos "debutando" em busca de conseguir um casamento.
Conhecemos um pouco de sua adolescência, sua relação com a família e seu primeiro casamento arranjado com um mercador lombardo que trará enormes consequências a vida de Alice, até sua vida na corte e na cama de Eduardo III e as consequências que sofreu após a sua morte.
Poderia Alice ter fugido do seu destino? Poderia ela ter escrito outra história?

#Resenha:
Como eu disse lá em cima, Romances Históricos são realmente a "minha praia".
Esse livro é mais uma ficção histórica do que propriamente um romance.
Emma Campion, dá voz a Alice Perres , um dos grandes ícones da era Plantageneta, e recria a sua história, eximando -a das terríveis acusações que sofreu e aliando a isso fatos históricos importantes que aconteceram no período.
O livro é divido em 4 partes:
Na primeira, Uma inocente conhece o mundo, conhecemos Alice com então 14 anos, se preparando para ser apresentada a sociedade, que na época, acontecia nos cultos clericais, diferente dos bailes do século XVIII.
Alice, filha de um mercador de tecidos, totalmente inocente, sem nunca ter viajado, nem mesmo andado a cavalo, é impelida a casar com Janyn, um mercador 20 anos mais velho e amigo do seu pai.
O início de seu casamento é tranquilo, mesmo contra a vontade de sua mãe, que foi amante de Janyn e a jovem Alice desenvolve uma paixão por seu marido com quem tem uma filha Isabel, que por conta das relações da família de Janyn com a corte tem como madrinha a Rainha Isabel de França, rainha da Inglaterra.
Relembrando a escola:
Como todo mundo sabe, Isabel,conhecida também como a Loba da França, é mãe de Eduardo III, e tramou a deposição de seu marido, Eduardo II, junto com seu amante, Roger Montimer.
Com Eduardo II deposto, Eduardo III, assume o trono.
Voltando...
As relações da família de Janyn com a rainha Isabel são muito misteriosas e a jovem Alice, nada sabe a respeito, mas muito teme, porque por conta dela, ela é afastada por muitas vezes de seu marido. Até que dois anos depois, ela recebe um comunicado que está sendo requisitada como dama da corte da Rainha Filipa, a esposa de Eduardo III.

Na segunda parte do livro, A Criada da Rainha, Alice mesmo contrariada, segue para a corte, sozinha, inclusive sem sua  filha Bel que  é mandada para ser criada na casa da rainha Joana.
Nessa parte, conhecemos inicialmente uma Alice triste e amedrontada pela separação e posterior termino de seu casamento. 
Mas logo após. seu conhecimento sobre tecidos e contas a levou a posição de destaque e bem querida pela Rainha Filipa que adorava consultar-se com Alice para determinar as vestimentas para as festividades.
 É aqui  também que , A presença de Alice começa a despertar a atenção do Rei e também de Willian Wyndsor.
Encantada com a imagem e a imponência de Eduardo III, é difícil a Alice resistir aos seus encantos.

"Janyn se fora. Eu afinal acreditava. Eu tivera um casamento muitíssimo feliz, assim como um longo período em que me sentira muitíssimo abandonada. Meu corpo ansiava pela atenção de um homem, e esse homem era meu rei. 
"Se havia um modo de resistir a um rei, eu não o aprendera. E não o aprenderia."
Na terceira parte, A Amante do Rei, é descrita toda a sua relação de amor com Eduardo III que começou quando ela tinha apenas 17 anos e Eduardo III já com 50.
Ela tornou-se amante do rei seis anos antes da morte da rainha Filipa .
Durante todo o relacionamento que durou 15 anos e só terminou com a morte de Eduardo, ele a presenteou com roupas e jóias da rainha. Ela enfeitou-se com as roupas opulentas e por vontade do Rei ostentava jóias da rainha morta , no valor de mais de 200.000 libras, Alem disso, ela começou a acumular casas senhoriais e terras, todas as doações e subvenções por seu amante, o rei. Ela se tornou a mais rica mulher comum , nascida em toda a Inglaterra .
Com Eduardo ela teve 4 filhos, sendo um menino, John de Southeray que foi inclusive, consagrado Sir pelo próprio rei e se não admitido de direito, mas de fato integrou a familia Platageneta com todos os direitos. 
Após a morte de Eduardo III, Alice foi considerada subversiva e influenciadora do Rei.

Boatos circulavam dizendo que Alice manipulou e feriu o rei com magias ocultas e bruxaria. Como resultado, o médico foi levado em custódia e acusado de inventar poções do amor e talismãs em seu nome.Como as suspeitas aumentaram , assim fizeram as acusações. O parlamento a despiu de toda a terra e casas, e baniu do país .Sendo destinada ao exílio, se livrando apenas dessa pena pelo casamento com Willian Wyndson.
 A quarta parte do livro, Uma Fênix, trás uma Alice já na casa dos 30 anos, vivendo em uma das suas propriedades com as filhas e relatando toda a história para que no futuro, diante dos boatos e acusações, suas filhas conhecessem realmente sua verdadeira história.
"QUANDO TIVE EU A escolha de ser diferente do que fui? Deveria eu ter sido mais egoísta, mais inflexível, mais rebelde? Terei sido muito complacente, rápida demais em dar aos homens da minha vida aquilo que eles julgaram querer? Serei uma pecadora, ou uma criada obediente? Na condição de ser do sexo feminino, eu era aceitável apenas como filha virginal, esposa ou viúva - a menos, é claro, que eu fizesse os votos a Deus. Fui as três coisas - filha, esposa, e viúva -, além de amante."
Esse foi um "resumo não muito resumido" de toda a vida que Emma Campion criou em torno da vida de Alice. 
Escrito em primeira pessoa, a autora que hoje é a  mais importante especialista  em Alice Perres. ( Ela é graduada em história Medieval) traz em suas quase 550 páginas questionamentos sobre a reputação aceita dessa mulher da idade média que se tornou uma lenda.
Um romance conflitante, uma heroína? julgada por todos e amada pelo seu rei. A vida de Alice Perrers é dificil, intensa e  duvido que  depois de conhece-la, vou esquecer  me dela.
Emma Campion tem uma escrita brilhante  e realmente  conhecedora das mulheres dessa época,
No final, me vi concordando com a autora: A ficção criada é com toda a certeza  a história que ela,
Alice, gostaria de ter vivido. 
Um final merecido para uma mulher que sofreu e amou intensamente.
Afinal, poderia Alice, ter tido um destino diferente? Quando teve ela a escolha de ser diferente do que foi?
Emma e Alice ganharam uma fã.
Esse livro foi minha leitura eleita  para o Desafio do Skoob 2015, mês Janeiro, último livro que você comprou, ganhou.
Espero que tenham gostado, 
Um beijo.

Resenha de Tinta: Enquanto Bela dormia

PARCERIA EDITORA ARQUEIRO
Título: Enquanto Bela Dormia
Autor (a): Elizabeth Blackwell
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 368
Nota: 4/5
Sinopse: Nos salões de um castelo, uma confidente leal guardou por muitos anos os segredos de uma rainha linda e melancólica, uma princesa que só queria ser livre e uma mulher que sonhava com a coroa. Esta é sua história. Ambientada em meio ao luxo e às agruras de um reino medieval, esta releitura de A Bela Adormecida consegue ser fiel ao clássico ao mesmo tempo que constrói uma narrativa recheada de elementos contemporâneos. Nessa mescla, os dramas de seus personagens um casal infértil, uma jovem que não aceita viver em uma redoma e uma família despedaçada pela inveja tornam-se atemporais.  Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original.  Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor a magia mais poderosa do mundo , qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz. 

[Lidos do Mês] Agosto



Finalmente esse mês eterno acabou! Como ele dura quase um ano inteiro, deve ter dado tempo de ler muito, não é? Vamos conferir o que as Meninas de Tinta andaram lendo o/

[Resenha de Tinta] A Rainha Normanda

PARCERIA ARQUEIRO

Série: Emma da Normandia - Livro 01
Título original: Shadow on the Crown
Autor: Patricia Bracewell
Tradutor: Maria Luiza Newlands
Número de páginas:400
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413779
Ano: 2015
Nota: 5/5

Sinopse:
Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.
Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.

Resenha:
            Em uma época onde as mulheres eram mercadorias de troca, ela se ergue com toda a nobreza e determinação de uma rainha guerreira que luta com todas as suas armas para se impor como soberana e como mulher.
            Emma da Normandia vivia seus dias com a indolência dos jovens que ainda não tem grandes responsabilidades sobre os ombros. Como filha caçula e com uma irmã ainda solteira, Emma achava que ainda demoraria alguns anos para ter que cumprir com seus deveres para com sua família e sua nação.
            Então sua mãe a chama e anuncia que sua vez chegara
“... – Não é Mathilde quem vai para a Inglaterra, Emma. Tem de ser você. [...]
- Sua irmã não tem força física nem força de vontade para se defrontar... – Gunnora parou, como se tivesse se arrependido de suas palavras e quisesse apaga-las – com as provações de uma rainha. – Terminou a frase devagar. – Só você, Emma, de todas as minhas filhas, tem qualidade para isso.” Pág. 57
            Inicia então na vida de Emma uma sucessão de fatos intrigantes, revoltantes, desconcertantes... uma menina que se torna rainha antes de ser mulher e se torna mãe de uma nação antes de gerar o primeiro filho.
            A autora cria uma trama espetacular ao redor de fatos históricos e nos presenteia com uma escrita precisa, dinâmica e sensível como só as mulheres conseguem fazer.
            Quem como eu, é fã de Bernard Cornwell, vai se apaixonar por Patrícia Bracewell. A descrição das guerras, toda a selvageria dos dinamarqueses e as intrigas políticas dos ingleses estão presentes. Um rei obcecado por sua coroa de forma que não confia em ninguém e joga todos na frente da espada em seu lugar, até seus filhos. Æthelred era assombrado pelo espírito de seu irmão e isso o deixava mais desconfiado e imprudente. Um rei fraco e incompetente, que via traição em tudo e em todos. E no meio de todo esse caos, Emma conhece o amor e não é por seu marido. Um amor profundo e pecaminoso.
            Que livro maravilhoso! Sabe o que é ‘economizar’ as últimas páginas? E morrer com o final? Como assim? Cadê a continuação?
            Arqueiro pleaseeeeee...rs
            É sério pessoas...leiam.
            Sofram, amem, odeiem junto comigo e com Emma. 
            Muito, muito recomendado!
Uma imagem de Emma apresentando seus filhos ao rei.
Quem quiser conhecer um pouco mais dessa rainha que fez história tem bem aqui e sobre a autora, aqui.
A capa do volume 2 (O Preço do Sangue em tradução livre), edição americana é essa aqui....olha que linda...

Aguardando desde já ansiosa...








[Telinha de Tinta] The Musketeers

Olá gente,

Depois de muito tempo finalmente consegui fazer um post. Fiquei sem tempo por esses dias, mas Telinha de Tinta está de volta. E vou falar da série que ficou entre minha favoritas atualmente. 
THE MUSKETEERS
Ano: 2014
Gênero: Ação, Drama, Época.
Sinopse: A série tem lugar em Paris em 1630 e segue a história de D'Artagnan, Athos, Porthos e Aramis, um grupo de mosqueteiros bem treinados que lutam para proteger o rei e o país.
Sobre: Quem não conhece a história dos Mosqueteiros? Pra quem não conhece e que não tem problema igual a mim de querer saber de tudo, vou resumir no básico.  A história começa a partir do momento em que D'Artagnan vai à Paris para vingar a morte de seu pai, que até então ele só tinha um nome como suspeito: Athos. Lá ele se depara com os três mosqueteiros, Athos, Porthos e Aramis. Após localizar o verdadeiro autor do assassinato de seu pai e se resolver com os mosqueteiros, D'Artagnan se junta à eles como soldados e mosqueteiros do Rei, e juram a proteção à ele e ao País. 
Eu já estava com a primeira temporada toda para assistir, mas comecei a assistir outras e deixei essa de lado.
Quando vi que sua terceira temporada foi confirmada, logo fui atrás de assistir. E me arrependo de não ter assistido antes. Quem me conhece sabe que eu amo séries de época, históricas, tudo relacionado aos séculos passados. E quando encontrava alguns filmes que tinha os mosqueteiros no meio da história, sempre assistia, como O homem da máscara de ferro que mostrava os mosqueteiros mais velhos e também o mais recente, Os três mosqueteiros que é filme com um toque mais atual digamos assim. Mas nada se compara à essa série. Primeiramente a escolha do elenco que foi certeira de fato, e que dá para ver que cada um dos atores, sem esforço algum, trazem à tona o clima aventureiro que é essa história. Vamos falar dos mosqueteiros. Sou apaixonada por cada um deles. 
ARAMIS


Aramis é o mais galanteador dos mosqueteiros. Divertido, ele não deixa dúvida de que ama ser um mosqueteiro e que sempre quer estar em ação. Ele também arranca suspiros de todas as mulheres, especialmente de uma em que trará muitos problemas a ele. Santiago Cabrera interpreta Aramis.  


ATHOS 


Athos é o mais cabeça por assim se dizer. Ele tem a cabeça mais sensata entre os quatros, quando estão em alguma missão. Mas ele também tem seus problemas do passado que vão atormenta-lo futuramente. Gosto muito do Athos mesmo as vezes quando ele toma uma decisão que não concordo. Tom Burke interpreta Athos.

PORTHOS


Porthos é o mais cabeça quente do grupo. As vezes não possui muita paciência para situações que de acordo com ele exigi apenas de uma força bruta. Mas ele também tem suas situações engraçadas e também problemas futuros em relação a origem de sua família. É o mosqueteiro que eu mais me divirto. Howard Charles interpreta Porthos.


D' ARTAGNAN
D'Artagnan é o mais jovem dos mosqueteiros. Ele ainda se sente que tem que provar algo por ser meio que um “intruso” no meio dos mosqueteiros. Ele é aquele que sempre está ajudando cada um dos mosqueteiros. E também se envolve com uma mulher, que digamos que é o romance que mais torcemos na série. Luke Pasqualino interpreta D’Artagnan. Eu já conhecia o Luke pela série Skins, ficou perfeito como D’Artagnan.

Gente, a série é muito boa. É BCC então tudo é de qualidade. Os figurinos, a trilha sonora e a locação. A série tem aventura, romance, drama, ação e aquele clima de traição pra todo lado. Eu assisti as duas temporadas em um pulo, já estão sendo gravadas a terceira e estou na espera ansiosamente.  Assistam gente, e comentem!!!

                                                                                    Adios