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[Resenha de Tinta] Amor Imortal

Autor: Ana Carolina KJ
Número de Páginas: 254
Editora: Novas Páginas
Ano Publicação: 2015
ISBN: 9788581637273
Nota: 8/10

Sinopse: Após a morte de seu pai, Anna Bonnier tenta recuperar um pouco de sua felicidade ao viajar para uma estação de esqui com sua melhor amiga, Loreta. Entretanto, o que era para ser um simples passeio, acaba por se tornar um desafio sobrenatural. Anna conhece o enigmático Raziel e percebe uma forte conexão que vai além da realidade, sobretudo quando descobre que o sentimento que tem por ele atravessa os séculos. Aos poucos, a proximidade que constroem juntos traz novos riscos. O relacionamento amoroso que ela sempre desejou pode desaparecer de forma trágica, assim como o homem que abriu seu coração. Passado, presente e futuro caminham juntos nessa emocionante história de amor e sedução, em que a realidade é capaz de alterar, a qualquer momento, o destino de cada um deles.

Resenha:
Nem a mais profunda dor será capaz de afastá-los.
          Eu não sei bem o que eu esperava desse livro, mas eu não esperava o que eu li. Para que ninguém mais, após essa resenha, tenha dúvidas: é um romance de banca! Creio eu, que se tudo der certo, será uma série. No mesmo estilo de IAN e Dark Hunter. Considerando que eu gosto de romances de banca, qual foi o meu problema com esse livro: eu não sabia/acreditava/esperava que seria assim! Logo eu não estava psicologicamente pronta para isso. Eu esperava um romance um cadinho mais denso, sabe?
Achei que seria um livro para ficar assim #romancenoar

          Depois de perto do fim, quando eu entendi o conceito do livro mudei a nota que daria. Vejam, a história é bem escrita. Eu até senti falta do início do relacionamento deles, mas não foi um amor platônico do tipo ‘olhei gamei’. Desde o início você SABE que eles tem uma história antes e por isso a química tão óbvia. E mesmo assim o Raziel não chegou chegando. Só que eu, na sede de romance, queria o início do início. A ambientação foi boa, eu estava esquiando junto com a Anna! E queria enforcar a Loreta, a amiga (lerda) da Anna. As duas lesadas não aprenderam a não aceitar bebidas de quem elas acabaram de conhecer. Mas não vou dizer o que houve, vocês descubram!
Esse marcador é um luxo!
          Agora que eu sei que é um romance de banca espero poder curtir mais os próximos (principalmente se eu conseguir me curar dessa maldita ressaca!). Porque terá próximos, eu tenho fé. Ela terminou como uma série, não pode morrer ali. É inadmissível! #oremos

[Resenha de Tinta]O Presente

Título Original:The Gift
Autor:Cecelia Ahern
Tradução:Ivar Panazollo Junior
Número de Páginas: 320
Editora:Novo Conceito
ISBN:9788581633145

Ano:2013
Nota:8/10


Sinopse: Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Continue lendo no Skoob.

Resenha:

Eu já comecei essa resenha, por isso serei breve. Alguém aí já assistiu o filme ‘O Mentiroso’ com o Jim Carrey? Então, Lou é o Mentiroso. Meu nível de vontade de matar ele ao longo do livro chegou a níveis críticos! Eu só não larguei o livro porque confio muito na autora. Se esse fosse meu primeiro livro da Cecelia eu não conseguiria chegar ao final, mas graças ao meu querido ‘PS: Eu te amo’ eu conclui a leitura.

No fim percebi que é quase um auto-ajuda. Muito bom quando encarado dessa forma. No tipo ‘romance açucarado’ deixa muito a desejar. É um bom livro. Diferente do que eu sou acostumada, mas ainda assim bom. Claro que foi muito dificil engolir o Lou, mas o Gabe estava sempre presente para me dar esperanças.

“O tempo não pode ser dado. Mas pode ser compartilhado.”

[Resenha de Tinta] A Garota do Penhasco



Título Original: The Girl on the Cliff
Autor: Lucinda Riley 
Número de Páginas: 528
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632575
Ano: 2013
Nota: 10/10


Sinopse: A Garota do Penhasco é um romance que enreda o leitor através de vários fios: a história de Grania Ryan e sua querida Aurora Devonshire, a garota do penhasco, nos fala sobre mudança de vida. A história das famílias Ryan e Lisle é um lindo conto sobre um século de mal-entendidos e rancor entre inimigos que se acreditam enganados por falcatruas financeiras. O caso de amor entre Grania Ryan e Lawrence Lisle comove por sua delicadeza e força vertiginosa que culmina em imensa tristeza. Mas, sobretudo, A Garota do Penhasco é um livro que mostra como é possível encontrar uma finalidade, um propósito, quando todas as esperanças parecem perdidas.  


Resenha:

      Pensem numa leitura gostosa! Já de início eu enlouqueci tentando entender porque Grania saiu de casa. A mãe de Aurora aparecia mesmo para ela? O que aconteceria? Mexeu comigo demais! E ainda não acredito na quantidade de páginas. Eu olho para a capa, olho para a página dele no Skoob e me pergunto: como pode ter tantas páginas? E pior! Como elas puderam parecer tão poucas enquanto eu lia?! o.O  
           Sobre a história: são 3 gerações da família. Quando eu estava tentando entender quem era filho de quem, a narradora fez o favor de inserir uma árvore genealógica. Obrigada! 
         Delicie-se com a Aurora, uma criança linda e cheia de energia. Morra de vontade de ter uma das esculturas de Grania em sua casa e de ver Anna dançar as mais belas peças de ballet! 
          Não vou entrar em detalhes por conta de spoilers malvados, apenas digo: LEIAM! Vale muito a pena!

[Resenha de Tinta] Lua das Fadas


Autor: Eddie Van Feu
Ilustrações: Carolina Mylius
Número de Páginas:270
Editora: Escala
ISBN: 7897763454484
Ano: 2011
Nota: 10/10
Sinopse: Depois que a melhor amiga Analice desaparece misteriosamente, Bianca recebe estranhas pistas de que ela possa estar no Mundo das Fadas. Buscando ajuda do anjo encarregado do reino dos elementais do Ar, Rafael, Bianca acaba conseguindo como guia o anjo Zacariel, que não parece muito confortável nesta missão. Antes de tudo eles precisam conseguir o Elixir de Tir Nan Og com a Rainha Paralda, sem o qual Bianca virará pó quando (e se) voltar para seu próprio mundo. Em seu caminho, eles encontram fadas, ninfas, sereias, sátiros, elfos e cidades de humanos desaparecidos, sempre tentando evitar a temida Corte Unseelil, o terror do Reino das Fadas.Mesmo discutindo quase o tempo todo, Bianca e Zacariel precisam unir suas forças para sobreviver e encontrar Analice, enquanto tentam compreender seus próprios sentimentos e descobrir quem afinal está guiando quem e para onde. 

Resenha:

'Porque uma boa ação merece ser recompensada'
   Apaixonei *.* 
   Pegue fadas e seres mitológicos. Agora junte anjos. Uma autora que narra maravilhosamente bem. Um cenário de tirar o fôlego. Um enredo clássico. Misture tudo. Pronto, você tem meu novo livro favorito! E também minha nova autora favorita. 
     Lembra a listinha Tietagem Litarária? Ela cresceu! Eddie, te amo viu?! Você vai para minha estante junto com o André Vianco e os outros autores da lista! 
     Lembram de O Rei do Ferro? Então, é MELHOR! Muito melhor! Como começar a resenha? 
Posso imprimir e colocar em um quadro?
       Esse é um Livro Viajante que escolhi ler porque conheço a ilustradora Carolina Mylius (não pessoalmente! Ela mora em outro Estado) e sei que ela tem muito talento. Vocês conhecem minha queda por ilustrações e capas bonitas. Fora que a sinopse falava em Fadas. Da autora mesmo, nem procurei saber rsrs. Eis que o livro chega em minhas mãos. Depois de Lulital, não estava com grandes expectativas por ele. 
        Pausa para falar das ilustrações que eu devorei antes de começar o livro. São lindas! De um detalhismo maravilhoso. Cada vez que um dos personagens retratados aparecia, eu ia correndo olhar de novo para os desenhos. Fidelidade total! Carol, eu sabia que você tinha talento, mas com o livro em mãos percebi que eu não tinha noção do quanto!
        Voltando ao livro. Sabe tudo que reclamei na resenha de Lulital? Não tem NADA disso aqui. O livro é perfeito. Eu juro. Ele é perfeito! Depois que acaba a história, a Eddie colocou 'umas palavrinhas' para contar sobre os bastidores. Segundo ela, o livro foi escrito meio que sob encomenda e  por inspiração via insônia. No começo, quando ficou pronto era algo meio insoso porque faltavam páginas. É por isso que eu digo: Experiência faz toda a diferença! Ela procurou sobre lendas, inclusive uma baiana, e incorporou à história. O livro é dinamico, flui maravilhosamente. Os capítulos são bem construídos e o cenário... oh meu Deus! O que é aquele castelo da Rainnha Paralda?!
          Os personagens são cativantes. Adorei a Bianca porque ela é real. Uma adolescente mesmo. Com atitudes de adolescente e cérebro na cabeça. Ou seja, tem hora que ela faz besteira e tem hora que ela acerta. E o anjo Zacariel? *.* Ele é tão fofinho, tão meigo e tão teimoso! As discussões deles era o melhor. Caí na gargalhada incontáveis vezes. 
         Fiquei com uma baita ressaca literária depois desse livro. Não queria que  acabasse. Para minha felicidade, a Eddie ouviu minhas preces e pôs uma historinha depois do fim. Uma história sobre o anjo Zac. Claro que eu me derreti não é? Terminei o livro em prantos de felicidade e emoção. Agora vou atrás de outros livros dela para ler *.*
             Essa foi uma leitura para o DL da Sombra do Vento mês de Março.

Esse livro foi cortesia do Grupo Livro Viajante, do Skoob 

[Resenha de Tinta] Halo


Título Original: Halo
Autor: Alexandra Adornetto
Tradução: Adalgisa Campos da Silva e Regina Lyra
Número de Páginas: 468
Editora: Agir
ISBN: 9788522012213

Ano: 2010
Nota: 7/10 
Sinopse: Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade: Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e colocar toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?
Resenha:
O que me animou a ler esse livro foi: Anjos na Terra! É fato que eu adoro seres mitológicos, e a autora soube explorar a dificuldade de adaptação deles. Estava indo tudo muito bem até a Bethany dizer: ‘eu fora criada havia apenas 17 anos mortais, o que equivalia à primeira infância em termos celestes’. Isso me fez pensar que ela era inocente, boba, uma criança de uns 10 anos? Não fisicamente, mas mentalmente em termos de confiar nas pessoas, se deixar levar e não ter malícia de forma alguma.
Mas o livro continuou enquanto eu esperava para descobrir quais seriam as missões que eles fariam para recuperar a corrupta cidade. Ao invés disso, ela comenta por alto o que os irmãos fazem pelo bem da comunidade, é narrado em primeira pessoa pela Bethany, enquanto ela mesma só se diverte com as sensações de ser humana. O auge disso é quando ela se apaixona e esquece por completo a missão. Caramba, a Jamie de Um amor para Recordar é muito mais anjo do que a Bethany!
Ok, eu sei que o livro promete ser um romance, mas tinha que ser tão ‘Crepúsculo’?! Sério, a família e o namorado a protegendo. A inocência dela com o garoto novo. As amigas fúteis com inveja porque ela ficou com o cara mais inacessível da escola. Isso não lembra vocês de nada? Se ainda não se convenceram, há uma cena próximo ao final em que a Bella é raptada. Digamos apenas que tem uma bem parecida em Halo. Não vou dar mais detalhes porque já falei demais.
Conclusão final: para resgatar a humanidade seja voluntário para servir sopão para os pobres e vá a missa todo domingo. A Beth só faz isso, nós podemos também.
Se eu indico o livro? Depende, você curtiu Crepúsculo? Caso sim, leia. Caso não, nem perca seu tempo. Se achou mais ou menos, deixe Halo pegando poeira um pouquinho e quando você estiver de bom humor leia-o, porque ao menos a Alexandra tem mais talento que a Stephenie.  

[Resenha de Tinta] O Prisioneiro do Céu

Título original: El Prisionero del Cielo
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradução:Eliana Aguilar
Número de Páginas:246
Editora: Suma de Letras
ISBN: 978858105037
Ano: 2011
Nota: 10/10

Sinopse: Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal.

Resenha:

       Acabada a leitura, tudo o que me pergunto é 'Quando sai o próximo?' 
       Esse livro é narrado pelo Daniel, também é mais fino e menos denso que seus antecessores. Nem por isso deixa de ser encantador e envolvente. Conhecemos mais da história de Fermín, lembra que ao conhecê-lo ele contou para Daniel que seu passado era complicado? Pois é, a gente nem tinha idéia! Algo que me deixou entre grata e chateada é que a parte envolvendo o inspetor Fumero foi suprimida, a história que Fermín conta começa depois desse encontro. Eu gostaria de saber o que aconteceu, mas não acho que aguentaria as cenas de uso do tal maçarico.
        A história como sempre está na sinopse e deixo os detalhes para quando vocês lerem o livro. Vou falar de meus sentimentos. Ahhh que vontade de entrar no Cemitério dos Livros Esquecidos, eu me esqueceria lá dentro. E a livraria Sempere e Filhos? Fiquei louca para entrar lá, ouvir os conselhos de Sempere Avô, o mais sábio de todos. Acho que nenhuma trilogia deixou tanta saudade quanto essa. E eu nunca quis tanto que um autor esquecesse essa história de 'trilogia de três' e seguisse com uma 'trilogia de muitos'. O que parece que vai acontecer, dado o final do livro ^^
         Por enquanto digo adeus à família Sempere, ao amigo Fermín e ao Cemitério. Obrigada pelos momentos maravilhosos e por tantas emoções vividas. 
        Essa leitura faz parte do DL do blog A sombra do Vento do mês de Dezembro 'Autor Internacional (menos americano ou britânico)'
Esse livro foi cortesia da Flavia Lima do grupo Livros Viajantes. Obrigada pela confiança \o/

[Resenha de Tinta] O Jogo do Anjo

Título original: El Juego del Ángel
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradução: Eliana Aguilar
Número de Páginas: 410
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788560280308
Ano: 2008
Nota: 10/10

Sinopse: Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.


Resenha: 

      Esse é o volume 2 da série O Cemitério dos Livros Esquecidos. Não que você dependa de A Sombra do Vento para entender a história, mas foi gostoso ver Sempere pai ainda menino e conhecer Sempere Avô. Eu ainda preciso dizer o quanto gosto do Zafón ou vocês entenderam o espírito da coisa?
       Mais misterioso que o primeiro livro, nem sei como começar a resenha sem soltar spoilers. A história em si está na sinopse, mas com Zafón nada é simples. De tirar o fôlego, em certas partes simplesmente largava a leitura e ia fazer qualquer outra coisa. Eu era incapaz de seguir com o suspense. Sentia necessidade de respirar! 
         Agora, uma coisa que está me incomodando é que eu não sei se começo a leitura procurando pela Capitú, ou se o autor realmente precisa colocar uma personagem feminina como ela. Nos primeiros capítulos quando a provável candidata ao posto apareceu achei que era tudo loucura da minha cabeça. Por mais que eu quisesse acreditar, ela não era uma Capitú. Mas nem por isso Zafón me decepcionou. Depois de muitos capítulos, esse livro é mais denso que o Sombra do Vento, eis que ela surge em graça, beleza e juventude! Uma Capitú adorável!!! 
          Se você ainda não entrou no Cemitério dos Livros Esquecidos, recomendo seriamente que você procure pelo A Sombra do Vento e siga pela trilogia completa. Na verdade, minha próxima leitura será O prisioneiro do Céu, livro que fecha a história.
            Esse livro foi citado em sua continuação O prisioneiro do Céu como um livro de verdade escrito por um dos personagens da história. Logo, ele entra para o Desafio Realmente Desafiante Item 7 'Ler um livro que é citado em outro livro.'
                   PS: Essa leitura faz parte do DL do blog A sombra do Vento do mês de Dezembro 'Autor Internacional (menos americano ou britânico)'

[Resenha de Tinta] A Profecia das Irmãs




Título original: Prophecy of the sisters
Autor: Michelle Zink
Tradução: Amanda Orlando
Número de Páginas: 382
Editora: Rocco Jovens Leitores
ISBN: 9788579800405
Ano: 2010
Nota: 07/10

 Sinopse:
Apesar do fogo e da harmonia, a espécie humana durou até o envio dos Guardiões, que tomaram como esposas e amantes a mulher do homem, provocando sua fúria. Duas irmãs, formadas no mesmo oceano oscilante, uma a Guardiã, a outra o Portal. Uma guarda a paz, a outra realiza uma feitiçaria destrutiva em busca de devoção...

Uma antiga profecia selou o destino de irmãs gêmeas por gerações. Não há como escapar do papel que lhes foi reservado. Foram arrancadas da vida tranquila e feliz que conheciam e estão irremediavelmente predestinadas a serem inimigas. Ainda que privadas da paz e da harmonia, não perderam o poder de fazerem suas próprias escolhas. Elas ainda possuem o livre arbítrio e o caminho que traçarem será decisivo para o futuro da humanidade.

Resenha:

Estou querendo ler esse livro, desejando esse livro há exatos dois anos. Já foi pedido de vários amigos secretos e nada...então finalmente, esse ano, no AS do Círculo, minha fofa amiga não mais secreta Indira, me presenteia com ele!!
Feliz? Estava. Com a Indira sim, com o livro não.
O estilo da escritora condiz com a época e tal, mas a leitura é morna, digamos assim.

“...A luz tênue de novembro estica seus dedos pelo quarto quando Ivy entra carregando uma chaleira de água quente.
- Bom dia, senhorita. – Ela derrama a água na bacia sobre o lavatório. – Devo ajuda-la a se vestir?
Eu me ergo, apoiando-me nos cotovelos.
- Não, obrigada. Ficarei bem.”  Pág. 17

Possui todos os ingredientes para uma boa trama: vilãs, mundos paralelos, portais, demônios tentando passar para a nossa dimensão, heroínas inseguras (ó será que consigo ou será que morro logo?) ... enfim, dava pra ter tido mais emoção. A vilã é mauzinha, mas muito quietinha. E a boazinha é bobinha demais. Nos momentos que o livro vai esquentando, acaba a cena.
Lia, uma das gêmeas Milthorpe, se descobre envolvida em uma profecia milenar que assombra as mulheres de sua família e precisa descobrir, sozinha, qual o seu papel nessa sombria realidade. Alice, sua irmã, vem mudando seu jeito de ser drasticamente, o que leva Lia a pensar se ela não sabe mais do que ela própria dos seus futuros. Tem intriga suficiente para fazer uma boa história, mas não passa muito disso não.
Lia tem uma marca no pulso que apareceu no dia da morte do seu pai, que ocorre bem no início do livro. A partir desse acontecimento o novelo da linha da profecia começa a desenrolar. Mas muito rápido. Poderia ter feito mais suspense. A não ser que a autora esteja guardando para o livro dois, o qual também não entendi bem o título, mas se eu for explicar, vai ser spoiler demais.

“...Os pensamentos a respeito de Alice me permitiram evitar o momento em que eu teria que olhar para o meu pulso. Sinto-me como uma covarde e tento encontrar a coragem para puxar a manga da camisola. Para novamente olhar a marca que apareceu depois que o corpo do meu pai foi encontrado no Quarto Escuro.” Pág. 15

Eu sei que estou só detonando, mas mesmo assim, dá pra ler, sério. Você consegue chegar até o final sem muito esforço. Talvez não seja culpa do livro. Estava lendo uma coisa meio distópica enquanto lia ele. De repente, fiz inconscientemente uma comparação. Ou não. Mas a escritora podia ter colocado mais determinação ou na boazinha ou na mauzinha. Faltou isso. Determinação. Só vi isso no Henry e, poxa vida...(sem spoilers please...).
Leiam. Não será perda de tempo. Mas também não será um tempo muito bem gasto,rsrs.:P
Este livro é para o Desafio Literário mês de Janeiro - tema livre.





[Resenha de Tinta] Lugar Nenhum

Título Original: Neverwhere
Autor: Neil Gaiman
Tradutor: Juliana Lemos
Número de páginas: 334
Editora: Conrad
Ano: 2012
ISBN: 9788576164920

Nota: 10/10
 
Sinopse: Em 'Lugar Nenhum' Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.

Resenha:

Quando você lê Neil Gaiman sente que: a) O autor fuma pó; ou b) Você está usando alucinógenos e não apenas lendo um livro;  Mas esse é apenas um dos encantos desse autor. 
'Talvez eu ainda esteja um pouco de ressaca. Quase vi sentido no que você falou - suspirou Richard."
 Em Lugar Nenhum, você não encontrará respostas. Tá bom, algumas talvez. Em geral é tudo muito louco, mas não tão confuso. Se você puder aceitar que a lógica não tem lógica e que a personagem principal se chama Door, e pode abrir qualquer tipo de coisa. Que ela está sendo perseguida por 2 assassinos lunáticos e virtualmente imortais. Se você aceitar tudo isso, então você vai se divertir. Claro que Richard não achou divertido não existir depois de ajudar Door. Ele não sabia que ao se misturar com o Mundo de Baixo (ou Submundo) você deixa de existir no Mundo de Cima. Até porque, ele sequer sabia que existia um Mundo de Baixo!
Eu adoro a forma como Gaiman leva a história. Richard é nosso elemento de ligação. Quando explicam as coisas para ele, sentimos como se estivessem explicando também para nós.
Oh! Não posso deixar de mencionar o Marques de Carabas. Personagem estranho. Todos sabem que não se pode confiar nele, mas as vezes é necessário usar seus serviços. E o pagamento é sempre em forma de favores. Isso me lembra o Grimalkin da série Os Encantados de Ferro. Adoro esses personagens porque são sempre muito complexos e não tem posição definida. Não são 'mocinhos' mas tabém não são 'bandidos'. Apenas são. É claro que isso só funciona quando o autor tem talento.
Enfim, não posso dizer que passei bons momentos na Londres de Baixo, seria o mesmo que dizer que me diverti na Arena de Jogos Vorazes rsrsrs Digo apenas que adorei ler o livro ;P

Esse livro foi cortesia do Grupo Livro Viajante, do Skoob.


[Desafio Literário 2012] Os Sete Selos


Autor: Luiza Salazar
Capa e projeto gráfico: Marina Avila
Número de Páginas: 359
Editora: Underworld
ISBN: 9788564020559
Ano: 2011
Nota: 9/10


Sinopse: Lara Carver é uma jovem de 21 anos que trabalha para a Agência, um local especializado em estudar, localizar e conter fenômenos paranormais. Um evento inesperado tira Lara do conforto da Agência em Londres e a leva para Paris, onde ela descobre que uma força muito além de qualquer coisa que a Agência já enfrentou assolou a cidade à procura de um artefato milenar. Lara precisa se unir então a um velho amigo e ex-agente, Jason e a um demônio, Lucius, inimigo declarado de Lara desde sua infância, para descobrir quem está atrás do artefato e porque ele é tão importante. No entanto, a jornada de Lara vai lhe mostrar coisas que ela jamais esperava: sobre perigo, amor, amizade e acima de tudo, sobre os estranhos e poderosos segredos do seu próprio passado.


Resenha:
Finalmente me casei! Há muito tempo que namoro o livro Os Sete Selos, mas não a história e sim a capa. Foi amor a primeira vista, eu e ela. Infelizmente eu não tinha o necessário para pagar o dote cobrado pela editora, nem por isso desisti, claro que não! Meu amor era forte e capaz de esperar, aguardei, embalando o livro com promessas de amor, carinho e leituras periódicas. Então chegou o abençoado dia! O dia que a Under fez uma promoção Mara! E eu pude me casar. Ele demorou um pouco a chegar (em breve farei um post especial de caixa de correio xingando muito essa Instituição de m...), mas não perdi tempo e parti para a lua-de-mel. Não sei quanto tempo passei acarinhando a capa XD, mas eu li a história também ta! Rsrsrs O que só serviu para me deixar mais apaixonada ainda pelo livro *.*
Agora que vocês já estão enjoados de tanta melação, vamos à resenha de fato.
Lara Carver, 25 anos! Independente da sinopse, o Jason disse que consta na certidão dela a idade de 25 anos e eu acredito nele. Enfim, Lara é a melhor agente da Agencia, uma organização especializada em combater demônios, espíritos e seres assim (incluindo lobisomens no século XIX). Só que Lara apronta um bocado, então nossa amiga está suspensa de atividades de campo e fazendo o que mais detesta: análises. Essa é a maior diversão de Knox, maior especialista em analise e chefe de Lara. A sorte dela é que o diretor da Agencia, Nick, a tem como a uma filha, se não a coitada seria demitida. Tudo isso muda quando uma igreja é atacada em Paris, um bispo que também é agente morre e a energia residual no lugar é de algo muito forte, porém nada que eles conheçam. Hora de chamar o lindo Lucius, um demônio renegado que se prontifica a identificar a energia e depois a ajudar a resolver esse problema. Temos também em cena Jason, filho de Nick e melhor amigo de Lara. Jason já foi agente, mas fugiu ficando sumido por 8 anos. O cara queria novas aventuras, menos burocracia vivendo em Budapeste. Esse é o enredo, claro que nem tudo é tão simples...  e Lara não tem idéia do quanto as coisas vão ficar complicadas.
Cuidado com meu entusiasmo, eu amei o livro porque estava empolgadíssima com ele. Há muitos erros de digitação, frases com vírgulas demais, outras de menos. Algumas pessoas podem encontrar dificuldade para lidar com isso, mas uma coisa é certa: a história vale muito a pena!  E a capa! Cada capítulo começa com a 1º letra naquela fonte toda desenhada, maravilhosa. É um livro para comer com os olhos antes, durante e depois de ler. Se tudo der certo, vou fazer um post sobre a ilustradora: a queridíssima Marina Avila.
Alem de amar o livro, adorei os personagens Lara e Lucius. Serio, esse demônio sarcástico, com capacidade de irritar qualquer um, fugir de responder perguntas e fazer as certas para te deixar incomodado simplesmente me cativou.
Dedicatória: “Para você, que acredita que 26 letras podem se combinar para fazer mágica.”
A autora me ganhou já nos ‘Agradecimentos’ e na ‘Dedicatória’. Acho que to ficando meio mole... rsrsrsrs