Desafio Alfabeto Literário - Janeiro
Nome Original: Wicked Widow
Vanza #3
Autor: Amanda Quick
Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 8532513719
Ano: 2000
Páginas: 252
Nota: 3/5
Sinopse: Madeline Deveridge sabe que sua reputação não é das melhores. Conhece bem os boatos que a acusam de ter assassinado o próprio marido e ocultado o crime. No momento, porém, ela tem um problema muito mais sério do que ser chamada de “perversa viúva”. Teme que sua querida tia e ela estejam sendo vítimas de uma assombração... E todas as evidências apontam para um culpado inusitado: o espírito do falecido! É claro que isso parece impossível, mas Madeleine não está disposta a arriscar-se. Por isso ela se atreve a recorrer a única pessoa que tem poderes para ajudá-la a descobrir a verdade: o misterioso Artemis Hunt.Veja mais no Skoob.
Ola Pessoal,
Hoje eu trago a resenha do livro que escolhi para o Desafio Alfabeto Literário – Letra "A". ( sim, ao 44:30'' do 2º tempo).
Eu tenho esse livro desde a Bienal de 2011, mas soube que era uma série e preferi aguardar os outros volumes. Consegui comprar outro da série mas o livro 2, um Elixir Maravilhoso, nunca consigo encontrar. (se você tem ou conhece alguém que tem e quer trocar/vender/dar, por favor entre em contato comigo!)
E aí eis que na hora que escolhi, fiz uma besteira...Esse não é o primeiro, mas o terceiro livro da série. A sorte é que a série parece ser desconectada, então li sem muitos problemas.
Mas vamos lá!
Querem saber o que eu achei?
Cuidados com os fantasmas, eles podem ser reais!
#Resenha:
Dessa vez, farei diferente. Antes de começar a falar do livro, vou falar da autora.
Amanda Quick ou Jannie Ann Kretz, ou Janie Castles, ou Stephanie James... Sim essa é uma das autoras mais camalêonicas em termos de pseudônimos e gêneros literários existente no mundo dos livros, foi por 40 vezes consecutivas, primeiro lugar em bestsellers do New York Times.
A autora é tão aclamada, que inclusive a Julia Quinn, autora mais que conhecida dos romances de época, usa o sobrenome "quinn"(ficitício) em homenagem a ela, Amanda Quick, de quem é muito fã.
Perguntada porque usar tantos pseudônimos ela disse que é para seu leitor sempre reconhecer o tipo de leitura que irá iniciar.
Escrevendo como Amanda Quick seus livros são do gênero romance histórico ou de época. Mas o que sempre permeia seus livros, seja de gênero for, é o mistério em suas estórias. Em Perversa Viúva não é diferente.
Londres, era Vitoriana.
Madeline é uma mulher jovem, bonita, inteligente,um tanto excêntrica e claro, viúva. Aliás não simplesmente viúva, na verdade é conhecida como a Perversa Viúva, por ser suspeita de ter matado o marido e causado um incêndio em sua residência para ocultar o crime, que acabou por sua vez, tirando a vida de seu pai.
Por ser motivo de tanta especulação vive reclusa com sua tia, não frequentando os salões de baile e parques.
Até que um dia, sua criada é sequestrada na saída de um parque chamado Pavilhões dos Sonhos, cujo dono ninguém conhece, a não ser Madeline.
Artemis Hunt é o dono do Pavilhão dos Sonhos, mas mantém isso e praticamente toda a sua vida em segredo da sociedade londrina, por um simples motivo, ele quer vingança. Vingança de membros influentes que lhe causaram uma grande mágoa no passado.
Quando Madeline tem noticia do sequestro, só resta a ela procurar Artemis e revelar que sabe quem ele é, o que ele faz e chantagea-lo dizendo que se não a ajudar ela revelará seus segredos, o que faz com que Artemis aceite desvendar o sequestro da criada.
Quando tudo dá certo, Madeline faz uma nova proposta a Artemis. Se ela ajudá-la a se livrar do fantasma do marido, ela entregará o livro que contém não só os seus dados mas de todos os membros da sociedade vanzariana, uma sociedade secreta e mística do qual ele faz parte.
Artemis embora a ache louca, não vê outro jeito a não ser participar, afinal se seus segredos forem revelados, sua vingança pode não se concretizar.
Um livro delicioso e diferente do que você já leram em matéria de romance de época.
Eu sempre ouvi falar bem de Jannie Ann Kretz, mas daí a saber que ela e Amanda Quick eram a mesma pessoa, demorou um pouquinho até cair a ficha.
Além do mistério, afinal uma viúva assombrada pelo fantasma de sua ex marido? O melhor desse livro são os diálogos cheios de sarcasmo.
Inteligentes e divertidos, eles permeiam o livro enquanto nossos dois protagonistas, se envolvem em várias aventuras atrás de quem ou que pode querer prejudicar nossa incauta viúva.
Apesar da alcunha de romance, não espere nada meloso no livro. O romance entre eles começa em clima de gato/rato, já que Madeleine tem horror aos membros da sociedade Vanza, por seu falecido marido e seu pai e outros conhecidos serem da sociedade e terem enlouquecido querendo descobrir os segredos do mundo, o que ela deixa claro a todo instante.
Embora Artemis seja treinado nas artes da sociedade, ele não é louco, um pouco exótico talvez, mas isso se faz mais por sua vingança do que por ser membro da sociedade.
A paixão entre eles começa aos poucos e vai crescendo enquanto o mistério se resolve.
E que mistério!
Confesso que eu tinha uma ideia que o livro seria um romance de época, sensual e com um mistério bobinho, mas me enganei! A autora te leva a crer todo o tempo em uma vertente e no final ela vem com uma surpresa inesperada, que eu não imaginaria.
O único senão do livro é a falta de maiores explicações sobre a tal sociedade Vanza. Por ser o terceiro livro da série eu não sei se há mais explicações no livros anteriores. Acabei ficando um pouco perdida nas passagens que tratavam da sociedade, como nesse parágrafo:
"Não queira praticar comigo os jogos Vanza, senhor. A mim não me interessa se és um grão mestre..."
Fiquei querendo saber o que eram os tais jogos e como essa sociedade se desenvolvia. Fui no meu melhor amigo, Google, e busquei a informação: Além de referências ao livro, achei um site da Sociedade Vanzariana de Londres ( é só clicar para entrar.) Mas não tinha muitas informações, talvez por ser uma sociedade secreta, né? Mas descobri que existem em outros lugares como Leincester e Canadá.
No site da sociedade do Canadá, existe uma história.
Pelo que entendi, a sociedade é formada por pessoas que cultuam uma deusa Hindu.
"Hinglaj Mataji é a deusa da cura e da virtude. Ela é a Kuldevi da casta Kshtriya (guerreiro) de Gujarat. Apesar de ser uma deusa guerreira, Hinglaj Mataji é valorizado e adorado por seus devotos, que consideram que ela seja uma manifestação da grande deusa Amba."
Os integrantes da sociedade Vanza são considerados guerreiros Kshatriya (é o título da ordem militar principesco na sociedade védica) e adoradores "Shakti" - Mataji - Mata Hingraj.
E realmente no livro é dito que Artemis passou um tempo no Oriente, sendo treinado nas artes Vanza.
Infelizmente, o que são estas artes, não descobri, mas fiquei muito feliz em saber que a autora usou um fato real para embasar toda a sua estória. O que além de trazer cultura, mostra a pesquisa da autora sobre um aspecto da época.
Se vocês gostam de romances de época, de mistério, de uma escrita inteligente e de adquirir novos conhecimentos, esse livro é para vocês.
Mas por favor, não façam como eu, comecem pelo primeiro livro!!!!!!!!
Aqui tem a ordem correta da série.
Até mais,