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Pipoca de Tinta: Dark

A questão não é onde, é quando...


         Se você tem acesso à internet sabe que estamos na era da Netflix. Mesmo aqueles que não tem conta sabem que a plataforma investiu pesado em produção própria. Nomes como House of Cards, Black Mirror e Stranger Things são tão comuns quanto ou mais que o nome da novela das 8. E nessa onda a nova série original alemã veio surfando atrás de público. Como sou uma das órfãs de Stranger Things eu também estava em busca de algo tão bom quanto. Com toda a publicidade de Dark eu tive que ir conferir. 

[RESENHA DE TINTA] O RETRATO



PARCERIA NOVO CONCEITO
Título Original: The bookman´s tale.
Autor: Charlie Lovett
Tradução: Bárbara Menezes
Número de páginas: 416
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633886
Ano: 2014
Nota: 4/5


Sinopse: Um livro para aqueles que amam os livros. 1995. A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros. Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare. "O Retrato" é uma fascinante mistura de suspense e paixão que nos convida a viajar no tempo, no rastro de histórias sobre livros.


Resenha:
O que fazer quando por acaso, você encontra uma pintura de alguém feita há muito tempo atrás e que é extraordinariamente parecida com sua esposa? Daria risada da coincidência e seguiria a vida, não é mesmo? Não o Peter. Eis os motivos principais:

Nº1 – Sua esposa faleceu;
Nº2 – A “coincidência” não é uma justificativa aceitável;
Nº3 - Afundado em sua depressão pelo luto, ele vê nessa pintura uma chance de ficar um pouco mais próximo a sua e, até então negligenciada, profissão de livreiro.

Peter tem um amor enorme pelos livros, é conhecedor de todo o processo de edição, encadernação e até mesmo o de falsificação, como todo bom livreiro. Amor esse, só superado pelo o que sente por Amanda. Sua primeira e única namorada, que virou esposa mas faleceu prematuramente.
A lista acima é proposital para associar com a que Peter recebeu de seu terapeuta e que tem sido seu guia diário:

1. Sofrer por Amanda; reconhecer seus sentimentos
2. Estabelecer hábitos regulares de sono e alimentação
3. Conhecer pessoas
4. Restabelecer sua carreira
5. Usar a carreira para se aproximar das pessoas, não para mantê-las afastadas
6. Desenvolver uma paixão além dos livros
7. Aprender algo novo
8. Entrar em contato com velhos amigos
9. Restabelecer o relacionamento com a família de Amanda
10. Não correr para longe, correr em direção a.
(Pág 41)


Vamos, então, junto com Peter, quebrar sua resistência de conversar com as pessoas, principalmente estranhos, e entrar nessa investigação que no começo parece ser só por curiosidade pessoal, mas que no desenrolar vai virando uma corrida para desvendar uma das maiores descobertas da literatura dos últimos tempos que pode até mudar a história e a reputação do grande Willian Shakespeare.
O livro em si é um tanto confuso por contar a história do passado do livro e do passado e presente de Peter simultaneamente, envolvendo um grande número de personagens e dificultando o acompanhamento da história. É pra ficar ligado! Bobeou, perde o fio e tem que voltar lá atrás!!
Achei o material ótimo, pesquisa cuidadosa, não encontrei erros de edição, tem um bom acabamento e as páginas são caprichosamente decoradas com arabescos bem lindos.
É, sim, um livro para amantes de livros e com certeza uma ótima opção de leitura. Recomendo!




[RESENHA DE TINTA] Belleville

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Há sempre uma palavra que nos une.
Autor: Felipe Colbert
Número de Páginas: 304
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9.788581634111E12
Ano: 2014
Idioma: Português
Nota: 4/5

Sinopse: Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai! De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício... 
Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão - e para um pedido de socorro...

Resenha:

Um clima de mistério no ar...
Quando recebemos o livro Belleville, da Parceria Novo Conceito, para resenhar, eu logo me animei a ficar com ele. Primeiro: eu sou a "loka" das capas e essa é muito delicada. Segundo: o livro é nacional e eu ando muito empolgada com a "nova" literatura nacional.
Mesmo a Agatha dizendo no nosso Correio de Tinta  de março que o tema do livro seria sobre "Amor por correspondência e que isso seria demodé", eu quis ficar com o livro. Afinal, eu amo romance e - amém! - não me arrependi. Mas chega de falar dos motivos para eu ter lido, e vamos à história!

Belleville começa com uma carta escrita em 1964 por uma moça chamada Anabelle. Nesta carta ela pede ajuda para a construção de Belleville que é um antigo sonho de seu falecido pai.
E o que seria Belleville? Belleville é uma montanha russa caseira. Pode parecer estranho mas montanhas russas caseiras não são tão incomuns.
E quem encontra essa carta em 2014  é Lucius. Um rapaz de vinte anos que vai morar em Campos de Jordão para estudar Matemática.
Lucius aluga uma casa antiga cheia de canos que fazem barulho, tábuas que rangem e com uma estranha construção no "quintal". Uns batentes de madeira enterrados, e com uma estranha simetria.
Intrigado com a construção, Lucius vai até a biblioteca da casa e encontra uma foto de uma linda jovem de brilhantes olhos verdes, próxima à construção, e com uma caixa na mão. Curioso, Lucius vai até o local e percebe a terra remexida, e escavando desenterra a caixa. Nela está a carta que inicia o livro.
A princípio Lucius comove-se com o drama de Anabelle, mas construir uma montanha russa? Sozinho? E ele também não tem muito dinheiro, o que tem está destinado a se manter em Campos de Jordão e estudar. Além do que o projeto consumiria seu tempo, que ele pretende destinar à universidade.
Assim, Lucius resolve escrever uma carta ao próximo morador da residência, unindo-se ao pedido de Anabelle, caso seja possível, que ele então construa a montanha russa.
O que eu não sabia, ainda é que não era eu quem construía os trilhos. Eles já estavam a minha espera.
Bom, é nesse momento que a magia e o mistério do livro acontece:
O livro retorna a 1964 e mostra Anabelle encontrando a carta de Lucius e respondendo-a. Mas como? Pois é ...
 Anabelle e Lucius, cada um no seu tempo, acreditam estarem sendo vítimas de uma brincadeira, mas certos fatores vão mostrando a eles que o impossível é possível.
A troca de cartas se intensifica e o que parece uma brincadeira, vai se tornando uma amizade e culmina em uma paixão!
...A Via Láctea é pequena demais para acharmos que estamos tão longe assim um do outro e que uma simples reta imaginária me ligava a ela, não importava onde ela estava. O mesmo sentimento que eu começava a ter em relação a Anabelle
Assim os capítulos vão se alternando entre 1964 e 2014, seja com a troca de cartas, seja o momento da vida dos personagens.
O autor foi muito feliz na construção da história. Ele consegue diferenciar muito bem as duas épocas, seja nas cartas, nas atitudes e até no linguajar dos personagens.
Você acaba se apegando ao "nerd" Lucius e a fofa Anabelle. Sofre com seus dramas e com a "busca" de um pelo outro e, claro, com o mistério, que na verdade é muito simples e está "às claras" o tempo todo. (E acho que só eu não percebi).
Outra coisa legal é que como o Lucius é matemático há toda uma explicação viável para a possibilidade da construção de Belleville. Felipe não soltou um vamos construir... Ele faz o personagem se consultar com um físico, sobre os projetos encontrados, uma alteração, um desvio. Ele consegue um mecânico, não há nada que não seja fundamentado.
Pode não ser um tema novo, até porque o livro parece ser inspirado no filme a Casa do Lago, mas é uma linda história e no final, se foi essa mesma a inspiração, digo que o livro consegue suplantar o filme e aquece nos corações.

Só não ganhou cinco estrelinhas porque depois do mistério resolvido, eu queria um prólogo maior, na verdade eu queria um pouquinho mais de Lucius e Anabelle, mas mesmo assim termina de uma forma bem satisfatória.
Um livro simples, bonito, e que mostra que para o amor não há barreiras.
Se eu fosse você, repensaria e andaria de montanha- russa. É bem divertido.
Eu me encantei com o livro. Espero que você possa lê-lo e se encante também.
Aproveitando, o livro também foi lido para o Desafio Literário do Skoob - mês junho, tema Autor Nacional.
Um beijo,

[Desafio Literário] Junho - Até mais, e obrigado pelos peixes

Volume 3 - A vida, o universo e tudo o mais
Série: Mochileiros das Galáxias - Vol 4
Título Original: So long, and thanks for all the fish
Autor: Douglas Adams
Tradução: Maria Heloisa Amarante Gonçalves
Número de Páginas: 142
Editora: Sextante
ISBN: 9788599296974
Ano: 2005

Sinopse:

Depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer as mais extraordinárias criaturas, Arthur está de volta ao seu planeta. Tudo parece igual, mas ele descobre que algo muito estranho aconteceu na sua ausência. Curioso com o fato e apaixonado por uma garota tão estranha quanto o que quer que tenha acontecido, ele parte em busca de uma explicação.
Com sua peculiar ironia e seu talento aparentemente inesgotável para inventar personagens e histórias hilariantes - embora altamente filosóficas -, Douglas Adams nos presenteia com mais uma genial obra capaz de nos fazer refletir sobre o sentido da vida de uma forma bem diferente da habitual.
Intercalando momentos cômicos com imagens e descrições poéticas, Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! é mais uma aventura da "trilogia de cinco" que já levou os leitores a conhecerem situações bem improváveis e a viver momentos de reflexão e de pura diversão.

Resenha:
Arthur Dent está de volta a Terra – que foi destruída anteriormente. Feliz por estar de volta ao seu lar, e apaixonado por Fenchurch, Arthur decide investigar como pode estar ali, uma vez que viu a Terra sendo implodida. Começa então, junto com sua nova companheira uma aventura para descobrir onde estão realmente. E no caso do Guia do Mochileiro, temos que considerar onde no tempo, no espaço e na probabilidade.
Honestamente, não gostei dessa história de casal. É uma coisa que Arthur gostaria, com toda certeza, ainda mais sendo Fenchurch tão deslocada quanto ele, mas não é algo que aconteceria com Arthur. Tradicionalmente ele atrai bagunça, e apesar de sempre se safar de alguma forma, não condiz com tudo que já li dessa história. E eu ainda torcia para que ele ficasse com Trillian. Rs
Douglas Adams merece todas as glórias que recebe. Sua criatividade é infindável, tem horas que você para e pensa “o que raios o cara estava pensando quando imaginou esse nome, esse lugar?”. E apesar disso, todo o universo – literalmente – pode ser simplesmente reduzido a nossa Terra, pois os problemas e situações apresentados, por mais inimagináveis que sejam, podem ser facilmente identificados ainda hoje, no nosso mundinho.
O humor ácido, característica pungente na série não fica de fora desta aventura, assim como nossos amigos Ford e Marvin, o robô mais mal humorado de todas as galáxias – que eu adoro.


Conheçam Marvin 

Não dá pra dizer muito sem criar spoilers violentos. O que posso dizer é: preparem suas toalhas e embarquem nesta aventura. Recomendadíssimo.

PS: Não entre em pânico.

Quotes:

“Estava pasmo, pois, de todas as sensações brigando por um espaço na sua cabeça naquela noite em que estava voltando para a sua casa – aquela que imaginava ter desaparecido para sempre – a que mais estava mexendo com ele era uma obsessão por uma garota bizarra da qual não sabia nada mais além do fato de que ela havia dito “isso” e de que não desejaria aquele irmão nem mesmo para um vorgon”

“Há um sentimento predominante na Inglaterra de que tornar um sanduíche interessante, atraente ou de algum modo agradável de comer é algo pecaminoso que só os estrangeiros fazem.”

“ – Foi muito estranho – disse ela, mais ou menos como teria dito um dos egípcios em perseguição a respeito do comportamento do mar Vermelho quando Moisés moveu seu cajado”

“Alguém me contou – disse Fenchurch – que ouviu duas velhinhas na praia fazendo a mesma coisa que estamos fazendo, olhando para o oceano Pacífico pela primeira vez na vida. E, segundo contaram, após uma longa pausa, uma delas disse para a outra: Sabe, não é tão grande quanto eu esperava.”



[Desafio Literário 2012] A vida, o universo e tudo mais


Título Original: Life, the Universe and Everything
Autor: Douglas Adams
Tradução: Carlos Irineu da Costa
Número de Páginas: 160
Editora: Sextante
ISBN: 9788599296967
Ano: 2005
Nota: 9/10

Sinopse: Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em "O Guia do Mochileiro das Galáxias" e "O Restaurante no Fim do Universo", Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina. Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.

Resenha:
                Arthur Dent ainda está preso na Terra pré-histórica. Graças a alguns problemas com a fenda temporal ele e Ford conseguem voltar ao dia antes da Terra ser destruída. Ótimo dia para uma visita não acham? Começa então a loucura, quero dizer, a aventura: ao conhecerem Slartibartfast (graças aos deuses que eu não preciso pronunciar isso em voz alta) descobrem que todo o universo está sendo ameaçado pelos robôs de Krikkit. O povo de Krikkit é extremamente xenófono e há muito tempo tentou destruir todas as outras formas de vida existentes. Para impedi-los, eles foram aprisionados em seu próprio planeta e a chave ficaria orbitando ao redor dele, quando todas as outras formas de vida fossem extintas eles seriam soltas (por quem não se sabe, nem o narrador rsrs). Porém uma nave de guerra de Krikkit apareceu tentando impedir e na batalha a chave foi destruída junto com a nave, ambas se perdendo no contínuo espaço-temporal.
                O livro continua tão divertido quanto os outros, cheio de criticas a nossa sociedade, a forma de pensar e agir. Os personagens continuam loucos. O Marvin tão deprimido quanto sempre e o Arthur mais perdido que nunca.
                O lance da viagem no tempo é meio louca, porque eles viajam para frente e para trás, algumas coisas se alterariam na minha concepção, mas o autor não explicou. O espaço-tempo é bastante complicado e acho que ficou melhor no livro O guardião.
                Uma ótima leitura e mal posso esperar para ler os próximos volumes.


[DL 2012] Junho - O Guardião

Página no Skoob


Título original: Lightning
Autor: Dean Koontz
Ano de lançamento: 1988 
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Número de páginas: 448
Edições BestBolso
ISBN: 9788577990498
Nota: 3/5
 Sinopse:  A destemida Laura Shane tem sua vida marcada pela intervenção constante de um personagem misterioso e assustador. A cada situação de perigo, repete-se o intrigante ritual que marcou seu nascimento: relâmpagos e trovões anunciam a chegada do estranho, o mesmo que arrancou a pequena Laura das mãos de um médico bêbado e irresponsável, garantido que ela nascesse sã e salva. Na noite do seu aniversário de 30 anos, o guardião aparece novamente e lhe revela a verdade sobre o seu terrível destino. Laura e seu filho correm sério perigo. Uma mistura habilidosa de suspense e ficção científica nos conduz ao universo arrepiante de Dean Koontz.

Resenha:
Este livro foi uma grande surpresa para mim. Primeiro porque eu comecei a ler às 22h (e eu estava com sono!) e não consegui parar antes das primeiras 200 páginas. O livro tem como foco a vida de Laura, desde seu nascimento até sua maturidade. Laura nunca teve uma vida muito fácil, bem pelo contrário, cheio de perdas, dores e injustiças. E desde jovem aprende a lidar com isso de uma forma bem adulta e responsável. Há também alguém bem especial, que aparece só em alguns momentos críticos, alguém que ela denomina de seu Guardião.
Capa original
Desde o inicio do livro o leitor sabe da existência desse misterioso ser que a protege. Ele sabe sobre os acontecimentos futuros da vida de Laura e tenta impedir aqueles que mais a prejudicaram. Mas sempre numa áurea de mistério que nos deixa cada vez mais curiosos. \O/
         Além ser um livro cheio de ação e suspense, também temos uma boa dose de sátira, humor e umas pinceladas de romance. Às vezes, o livro se tornou quase de auto-ajuda, o que achei brega – uma pena! Há também muitas críticas sociais e políticas tanto explicitas como ocultas. Algumas são bem feitas, outras nem tanto. Contudo, sabe quando sempre há aquele ar de não-real? A vida de Laura às vezes era dura demais e, às vezes boa demais. E todos os personagens são sempre muito bem analisados, muito claros, parece que estou lendo as fixas dos personagens de um jogo, no qual preciso saber tudo sobre eles. Acho isso bem chato. Só há um personagem do qual não conhecemos a essência, pelo menos inicialmente.
           Eu não vou contar muito mais sobre a história do livro, mas como esta resenha é para o Desafio Literário e está na parte ‘Viagem do Tempo’ falarei um pouco sobre esse tema. A Viagem no Tempo é ponto chave do livro o que não me surpreendeu muito, porém fiquei encantada com o domínio sobre esse assunto que o autor demonstra ter. Koontz explica, de forma clara e interessante, estas viagens temporais. Diferentemente do conceito existente em livros e filmes como ‘Devolta para o futuro nos quais o viajante do tempo poderia alterar o seu próprio passado, neste livro não podemos devido a um fenômeno chamado de paradoxo. O que considero uma das teorias mais assertivas sobre tal assunto porque imagine se você pudesse voltar no tempo, você poderia acabar, por exemplo, fazendo seus pais não se encontrarem e assim você não existiria. Mas se você não existisse no presente como você voltaria ao passado e o alteraria? Dá um verdadeiro nó na linha temporal! (e nas nossas cabeças também! risos) Sendo assim, o mais aceito (é claro, na hipótese de que haja uma máquina do tempo) é que você só possa alterar o seu futuro, isto é, só pode viajar para tempos depois do momento presente. Este é o ponto-chave de como a trama se desenvolverá durante a segunda parte do livro.

Parece haver um mecanismo cósmico que impede os viajantes do tempo de interferir nos próprios passados, a fim de alterar as circunstâncias do presente. Vocês compreendem, se pudessem voltar ao passado, seria uma série de...

- Paradoxos! ...

- Se o viajante do tempo pudesse voltar ao próprio passado e interferir em algum fato histórico, essa mudança teria tremendas ramificações. Poderia alterar o futuro do qual ele vinha. Portanto ele não poderia voltar ao mesmo mundo que havia deixado...
- Não podem voltar no tempo e alterar o próprio passado. Mas podem mudar seu futuro e o nosso, porque o futuro do viajante do tempo é mutável;
No fim do livro, na penúltima página, o autor nos mostra alguns acontecimentos históricos e uma mudança no mundo criado por ele, em relação ao mundo real, que achei de extremo bom gosto! Uma pena não poder comentar com vocês! ^^



Resenha: Por Agatha Borboleta
Esse LV foi uma surpresa para mim também. Eu li a sinopse e olhei a capa antes de entrar na lista é claro, mas o verdadeiro motivo é que a dona do livro tem um bom gosto maravilhoso!
A historia de Laura é muito intensa. Órfã de mãe ao nascer, juro que tive medo da reação do pai dela. Alguns homens não são tão fortes, mas por sorte ele era. Já o guardião, era muito misterioso. Eu praticamente rui as unhas de curiosidade. Quem ele era? O que queria? O que pretendia? Nooossa! Sabíamos apenas que ele vinha de outro tempo. Mas de quando? Nem idéia. E quando eu descobri meu queixo caiu. Sério, me surpreendeu.
Falando em viagem no tempo, muito bom a forma como o tema foi abordado. Algo completamente cientifico e possível. A Gi explicou muito bem como a coisa funciona e lembrem-se ‘Você não pode mudar o seu passado, apenas o seu futuro’.
A escrita de Dean Koontz é muito gostosa e ele tem aquele jeitinho de ‘vou conduzi-la por um corredor escuro e você vai gostar’. Ao final do livro ele fala um pouco sobre a própria carreira e fiquei curiosa sobre as outras obras dele.
PS: A minha nota para o livro é a mesma da Gi ;)


*Este livro foi uma cortesia do Grupo Livro Viajante, do Skoob.*