Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens

Resenha de Tinta: Maus



Maus - A história de um sobrevivente 
Autor: Art Spiegelman
Editora Companhia das Letras
Nota: 5 estrelas


Olá eu aqui de volta! Pra uma leitora voraz eu andei sendo a vergonha da profission. Mas quem tem amigas nunca está sozinha! A Lua e a Sandra me incentivaram a voltar e cá estou. 

Em Dezembro, em uma conversa, um amigo achou absurdo que eu não conhecia Maus. Poucos dias depois, no meu aniversário, ele me presenteou com esta história em quadrinhos. O livro ficou longos 5 meses na minha estante me encarando, me desafiando a lê-lo! Minha última leitura sobre o período da 2ª Guerra e o Holocausto foi A vida em tons de cinza, que me deixou bem infeliz com a humanidade. Nesse período conturbado que estamos vivendo achei que seria bom relembrar o Holocausto e o motivo pelo qual devemos combater as injustiças. Pessoa de exatas que sou, estudo história e ciências humanas através da literatura. Sendo assim, puxei Maus pras minhas mãos.

[Resenha de Tinta] As Espiãs do Dia D

PARCERIA ARQUEIRO

Título original: Jackdaws
Autor: Ken Follett
Tradutor: Marcelo Mendes
Número de páginas: 448
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414097
Ano: 2015
Nota: 5/5

Sinopse:Segunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.
Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera. As espiãs do Dia D é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett.

Resenha:
            Uma Europa devastada pela guerra. Muitos países já tomados pelos nazistas e os Aliados se preparando para a Grande Invasão. Mas havia alguns pontos muito importantes que pesavam a favor dos alemães. Mas como resolver? A Resistencia Francesa fazia o que podia, mas a Gestapo pegava pesado com todos, principalmente com os homens. Com as mulheres era mais leve o negócio, pois nós somos o sexo frágil não é mesmo? ERRADO!
            Eles ainda não conheciam Felicity Clairet, a Leoparda. Uma espiã destemida, calculista e extremamente perigosa. Mas ela sozinha não podia realizar a sua tão importante missão, então é montada a equipe Jackdaws, formada somente por mulheres. Dos mais diferentes tipos, profissões e idades. Mas todas movidas por um grande espírito patriótico capaz de transformá-las em verdadeiras espiãs.
            Mas o livro também nos mostra o ‘outro lado’. Dieter Franck é major da Inteligência  do Exército alemão e um dos melhores. Ao mesmo tempo em que demonstra sensibilidade, é capaz de atrocidade terríveis. Uma pessoa difícil de entender. É como se tivesse dupla personalidade. O livro se passa em 10 dias. Dez dias na vida de Flick, dez dias na vida de Dieter. A maior parte da história se passa em Reims, interior da França. Mas também passeia por Londres, Paris e outras pequenas cidades, tanto da França, quanto da Inglaterra.
Cidade de Reims na época da invasão nazista.
Reims nos dias de hoje

Alemães assinando a rendição em 7 de maio de 1945 em Reims.
            O ritmo do livro é tenso. De verdade. Eu largava várias vezes a leitura. Até que chegou em um ponto que não tinha mais como largar. Eu li mais de 300 páginas em uma noite só, de tanta agonia que a história estava me causando. O livro é fantástico!
            Porque ainda não virou filme?! Já tenho até alguns nomes para o elenco:
Flick Clairet            


Dieter Frack
Ruby

            Eu já tinha lido Um Lugar Chamado Liberdade (resenha bem aqui) e me apaixonado por Ken Follett e agora nosso amor se consolidou.
            O livro é toda em terceira pessoa, mas não se perde nada. Eu particularmente não me importo muito com isso, acho até mais interessante porque tenho a visão de fora. Claro que não me torno tão íntima dos personagens, mas em alguns estilos e com alguns autores funciona muitíssimo bem.
            A história é baseada em fatos reais, e fui pesquisar um pouco sobre Pearl Witherington, a pessoa por trás de Flick Clairet. Quer saber também? Bem aqui e aqui.
Pearl Witherington

            É uma história muito emocionante. Muitos personagens apaixonantes, seja pela garra, coragem ou determinação. Também há vários que você planeja a morte de 54 formas diferentes...rs.
            Um livro que quando terminei estava exausta emocionalmente, mas muito feliz.
            Flick vai para minha galeria de GRANDES MULHERES LITERÁRIAS.         
            Leiam! Mas leiam mesmo!




[Resenha de Tinta] O Desaparecimento de Katharina Linden




O DESAPARECIMENTO DE KATHARINA LINDEN
Título original: The vanishing of Katharina Linden
Autor: Helen Grant
Tradutor: Flávia Carneiro Anderson
Número de páginas: 322
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528615098
Ano: 2009
Nota: 4/5

Sinopse:
No dia em que Katharina Linden desapareceu, Pia foi a última pessoa a vê-la com vida. O terror se espalhou pela cidade. Como uma garotinha de dez anos poderia desaparecer num lugar em que todos se conheciam? Pia está decidida a descobrir o que aconteceu com Katharina. No entanto, quando outra menina desaparece...

Resenha:
Uma cidadezinha da Alemanha. Daquelas em que todo mundo sabe da vida de todo mundo e que as velhinhas (algumas somente, claro) são as maiores fontes de fofocas. Verdadeiras e inventadas.
            Pia Kolvenbach é uma menina de 10 anos, filha de um alemão casado com uma inglesa que, como todos os outros, acham que a Inglaterra é o melhor lugar do mundo J, mas convenhamos, quero muito conhecer a locação de Orgulho e Preconceito hein ;)
            Mas então, Pia é uma criança com todos os ‘problemas’ de criança: pais que, ao mesmo tempo, são protetores e ausentes, autoritários e complacentes, deixando as cabecinhas infantis bem confusas. E o bullying na escola. Sim, as escolas alemãs também tem bullying. Principalmente quando acontece algo bem desagradável com sua avó.
            Mas você deve está se perguntando: cadê a Katharina?

            Ela tá lá, mas quem conta a história é a Pia.
            Além de Katharina também há as outras...todas desaparecidas, mas quem levou? Eis o mistério que Pia e Stefan Fedido precisam resolver.
Um aspecto muuuuiiito legal é que no meio do texto há expressões, palavras em alemão! Mas acompanhado com um glossário no final que também fala das festas e personagens folclóricos. Nada que atrapalhe a leitura, algumas são traduzidas por dedução e dá todo um charme.
“... – A-hã, claro – meteu-se alguém. – E provavelmente será um de vocês dois. Coma outra Wurst e com certeza vai explodir mesmo, seu Fettsack.” Pág. 59
Outro detalhe é que a autora mora na pequena cidade onde a história se passa, Bad Müstereifel.
Olha a cidadezinha de Pia



Fala das festas típicas, feriados, as tradições, comidas; enfim, um mergulho na cultura alemã. Além de colocar um contador de histórias locais que nos traz várias lendas do folclore alemão como Hans, o Inabalável, o Caçador e o Homem Assustador de Hirnberg.
            Uma história dramática, com um final feliz. É? Não sei.
            A mãe de Pia faz uma constatação interessante no final
“... Era típico, dissera a minha mãe, todos os habitantes locais passarem o tempo livre falando da vida dos outros e ainda assim não ver o que acontecia bem debaixo dos próprios narizes.” Pág. 302
            Gostei. Diferente e interessante.
            Esse é o primeiro livro de Helen Grant, mas já lançou mais 2. Quem quiser ler mais sobre ela aqui o site oficial e a página do Skoob.
            Recomendo!