[Resenha de Tinta] Bruxos e Bruxas

Título Original: Witch & Wizard
Autora: James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Número de Páginas: 287
Tradutor: Ana Paula Corradini 
ISBN: 9788581632216
Publicado: 2009

Sinopse:
Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram. Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo "Nova Ordem", que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia. Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte. A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais?

Resenha:
Ok, começa assim: o título do livro é Bruxos e Bruxas. Eu quero ler a sinopse? Não. Eu quero saber se é uma série? Não. Eu quero saber se pelo menos o enredo é adolescente? Ahn... Não...
Eis aqui, amigos, alguém fissurada por bruxas. Eu fiquei feliz com este livro então? Uhn...




Então vamos aos fatos:


Whit e Wisty Allgood (adoro esses nomes com trocadilhos, a-do-ro), são irmãos que se descobrem sem mais nem menos no meio de uma nova caça as bruxas comandada pela Nova Ordem, aka N.O. (viu os trocadilhos?), onde não se pode ler, assistir filmes, ouvir música, estudar, comer ou respirar sem seu prévio aviso. Isso foi um ponto negativo para mim. É realmente sem aviso. É citado por alto que eles sabiam que uma Nova Ordem acontecendo, mas de uma hora para outra eles descobrem que estão nesse mato sem cachorro e a maioria da população já virou aliada da N.O. NO gostei. Desculpem, mas eu gosto de histórias com algum embasamento.
Continuando... Whit e Wisty são separados dos pais por guardas, pois são acusados de serem bruxos, apesar de não terem a miníma ideia de serem bruxos. Ponto negativo dois.
Bruxos para mim: a não ser que estejam separados de sua verdadeira família por algum fator adverso (leia-se, a não ser que você seja o Harry Potter), eu não gosto do desconhecimento da bruxaria. A magia tem que ser passada de pai para filho... blá blá blá. Mas eu entendo que isso serviu para criar uma ambientação melhor a história, e que é necessário, caso contrário seria difícil fazer esses dois crescerem como personagens. Ok. Aceito.
Bem, a partir de sua prisão, os irmãos Allgood passam por alguns maus momentos, tentando fugir. A história é sim, interessante, tirando esses dois primeiros NOs (saushaushua, desculpem, não resisti) que citei. Wisty e Whit vão descobrindo aos poucos sua magia e como lidar com ela, bem como a realidade em que estão, e quais são suas responsabilidades com os outros, tendo poderes tão fortes como os que possuem.
Além disso, temos um vilão. RÁ, adoro quando o vilão tem cara, nome e sobrenome, apesar de estar com um pressentimento que vamos ter uma história sobre esse vilão que nos deixará com peninha dele em algum momento. O Único que é o Único, governante e lider na N.O., é um homem poderoso, que apesar de restringir uso de magia pela população, claramente a manipula. Ele é a mente pensante por trás da ordem e do brilhante futuro visto por ela: seguindo suas instruções, existirá um futuro melhor. Onde ninguém sente.
Sentir é perigoso, e pensar é o que move o mundo. Faz sentido parar essas duas coisas para conter qualquer vestígio de batalha, não faz?
Bem... Gostei, mas não taaaaanto quanto esperava. É, Indira, não julgue o livro pela capa.
Mas como sou brasileira e não desisto nunca, vou ler toda a série, esperando que melhore.


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