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Resenha de Tinta: E de Extermínio


Parceria Editora Draco

Autor: Cirilo S. Lemos
Número de páginas: 248
Editora: Draco
ISBN: 9788582431290
Ano: 2015
Nota: 5/5

Sinopse: Planos sinistros! Paranormalidade! Ideologias! Clones! Dieselpunk! Participe das aventuras da extraordinária família Trovão! Jerônimo, o pai, matador profissional que conta com a ajuda de uma Santa. Deuteronômio, o primogênito, tem sede de aventuras e não se importa com manchas de sangue e óleo. Levítico, o caçula, cuja imaginação fantasiosa pode conter as sementes da ordem ou do caos. E Irmã Célia, a madrasta, que tenta manter todos unidos com suas mandingas em nome de Deus. Este é um Brasil alternativo onde o Império avançou até a primeira metade do século XX tropeçando nas próprias pernas. Quando a saúde do Imperador falha, surge a chance que os americanos precisavam para apoiar o movimento republicano. Mas os monarquistas não estão dispostos a ceder e contarão com a ajuda interesseira da União Soviética. Enquanto isso, decidido a ser um bom exemplo para os filhos, Jerônimo entende que a hora de se aposentar finalmente chegou. Mas quando seu último trabalho põe a família inteira em perigo, ele percebe que a única forma de garantir a paz é travando outra guerra. E outra. E outra. Em um ciclo que parece não ter fim. E de Extermínio é um romance de Cirilo S. Lemos, autor do elogiado O Alienado. Intrigas, tiroteios, robôs gigantes, freiras armadas: aqui pólvora e diesel andam de mãos dadas. Mas conseguirá a família Trovão permanecer unida diante de tantos problemas?

[Resenha de Tinta] Dearly, Departed : O Amor Nunca Morre

Título Original: Dearly, Departed
Autor: Lia Habel
Tradução: Ana Luisa Astiz
Número de Páginas: 480
Editora: iD
Ano Publicação: 2012
ISBN: 9788516080372
Nota: 10/10


Sinopse: Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre...e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe... Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la...

Resenha:


Tudo o que eu sabia antes de começar a leitura: steampunk, mortos-vivos, recomendado pela Andy, YA. Depois que comecei a leitura acrescentei: futuro pós-apocaliptico, costumes da era vitoriana (com isso inclua a idéia de mulheres são seres frágeis), mocinha forte contra as regras da sociedade. Com TUDO isso tinha como ser ruim?! E a autora conseguiu contextualizar e explicar tudo tim-tim por tim-tim.

Cena típica da era Vitoriana
No primeiro capítulo a autora como tudo mudou, da ruína do mundo antigo à ascensão da era Nova-Vitoriana. Essa nova era significa que temos os lindos vestidos das mulheres, nobreza hipócrita e tudo o mais. Mas isso harmonizando com hologramas e cidades subterrâneas. Em um livro em que as mulheres deveriam ser tapadas e chatas temos ao contrário muitas delas sendo as pessoas mais interessantes de todas. Vivendo aventuras e livrando homens de perigos. A feminista dentro de mim se sentiu muito satisfeita com isso.

Vocês conhecem o filme Meu namorado é um zumbi ou o livro Sangue Quente? Eu comecei a ver o filme e achei horroroso, devido à minha concepção de zumbi. Com isso eu tinha medo dos zumbis da Lia. Imaginem meu choque ao perceber que o Bram,  que é um zumbi (morto-vivo!) é um dos melhores mocinhos que eu já vi por aí? E quando eu digo melhor eu quero dizer 'melhor que um príncipe'. Eu quero muito continuar lendo essa série mas estou com medo de ter meu coração partido em algum ponto dela :/

[Resenha de Tinta] Sociedade dos Meninos Gênios

Título Original: All Men of Genius
Autor: Lev AC Rosen
Tradução: Henrique Monteiro
Número de Páginas: 544
Editora: Novo Conceito
Ano Publicação: 2014
ISBN:9788581632797
Nota: 10/10

Sinopse:Chantagem, mistério, confusões de gênero, coelhos falantes e um assassino autômato: mergulhe na trajetória de Violet Adams, que assume a identidade de seu irmão gêmeo para conseguir uma vaga na mais prestigiada universidade de Londres, que é exclusiva para meninos. Inspirado em clássicos como Noite de reis, de Shakespeare, e A importância de ser honesto, de Oscar Wilde, SOCIEDADE DOS MENINOS GÊNIOS traça um retrato pitoresco e provocativo da aristocracia vitoriana, oferecendo diversão, aventura e uma reflexão bem-humorada sobre a questão do gênero.

Resenha:

Acho que foi meu primeiro steampunk. E eu nem percebi isso, porque eu nem lembrava que isso existia rsrsrs ~lerdeza define. Eu sabia que o livro era de época e que envolvia tecnologia. Quando eu vi a viagem que era uma bolsa de mulher que virava um carrinho de bebê achei que era apenas mais um livro de fantasia. Não juntei os pauzinhos. Claro que isso não me impediu de apreciar a leitura. Para quem lê Neil Gaiman, qualquer coisa é legal no quesito fantasia rsrsrss (Depois de ler Neuromancer eu entendi o que é steampunk e todos os subgêneros)

Um pezinho atrás com medo da história ser ‘sessão da tarde’ mas ainda assim animada com toda a tecnologia (espírito de engenheira forever). Meu medo era por causa do romance, sabe? Eu falei isso quando fiz o post de Livros Lidos. Ainda bem que meu medo era infundado. Sobre a faculdade, Illyria é o sonho de qualquer pessoa que curte tecnologia e ciências exatas de qualquer forma. Acho que eu venderia o fígado, um rim e hipotecaria os olhos pela chance de estudar lá *o* Por isso não me admira a bagunça que a Violet fez para conseguir sua vaga.

Agora, se você tá pensando ‘não sou nerd, não vou gostar do livro?’ saiba meu bem que o livro contém muitas, mas muitas páginas mesmo e muita história. E romance também, porque o mundo não é só das exatas. Mas não romance Sedex 10 como em alguns livros. É uma história toda bem fundamentada, tem tempo para respirar e tal. O negócio é muito bem feito.

Leiam sem medo. Ah, os potterish que me perdoem, mas Illyria põe Hogwarts no chinelo. É a universidade trouxe mais fantástica que existe!

[resenha de tinta] Alma?



ALMA?
Série: Protetorado da Sombrinha - Livro 01
Título original: Souless
Autor: Gail Carriger
Tradutor: Flávia Carneiro Anderson
Número de páginas: 308
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859042
Ano: 2013
Nota: 4/5

Sinopse:
Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.
E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.
Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado?
Uma das séries de Steampunk mais cultuada do mundo.

Resenha:
Alexia Tarabotti é preternatural, sugadora de almas, sem alma. Mas, peraí... o que?
Voltemos.
Estamos na Inglaterra vitoriana, auge dos bailes elitistas, mães casamenteiras e beldades loucas para casar. E entre esse povo todo, ainda há os vampiros, lobisomens e fantasmas. Num mundo onde se vive a Idade das Luzes, humanos e sobrenaturais vivem em harmonia na sociedade londrina.
Alexia é filha de Alessandro Tarabotti, italiano, e herdou o dom preternatual, o tom mediterrâneo de pele e o nariz forte, sendo assim, considerada feia para os padrões ingleses da época, que instituiu beleza como a palidez, nariz pequeno, mulher baixa e magra...aff...que sem graça! E sua família, como tais, também a consideram feia. Dessa forma, sua mãe sempre soube que não haveria par adequado para Alexia e nem se deu ao trabalho de apresenta-la à sociedade aos 15 anos. Apesar da personalidade forte, sua autoestima é zero. Mas o que lhe falta em autoestima, sobre em personalidade, inteligência e coragem. Destemida até. Principalmente quando se trata de Lorde Maccon, a quem adora perturbar, já que o lorde não tolera sua língua afiada. Ele é o chefe do DAS – Departamento de Arquivos Sobrenaturais e... lobisomem. E também chefe da alcateia. Tudo muito bem organizado.
Os vampiros também tem uma forma peculiar de organização social. Em colmeias. Esse tipo de arranjo, já tinha visto em um filme, Padre, bem legal. 
Trailer do filme  Padre

E sendo assim, só a rainha tem o poder de transformar humanos em vampiros. E há os vampiros errantes, que não estão ligados a nenhuma colmeia. O mais famoso deles é Lorde Akeldama. Adorei ele!! E ele também adora Alexia.
Este livro é no estilo steampunk. Já tinha ouvido falar, mas não sabia o que era e nunca tinha lido nada parecido, mas já tinha visto no cinema, nos filmes As Loucas Aventuras de James West, A Liga Extraordinária e Van Helsing que amoooo; então vou explicar muito sucintamente o que é steampunk pra vocês.
Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real (ou em um universo com características similares), mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao futurista cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta.
O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época. Se quiser saber mais acesse aqui e aqui.
Olha que fofo esse computador!
Como na maioria dos romances históricos, as roupas são muito bem detalhadas e, aqui, as refeições também. Deu até fome, rs. Tem outras coisas que são bemmm detalhadas, mas vou deixar vocês descobrirem quando lerem ;)
A ciência descrita nessa história é meio nazista. Tenho certeza...rs. lembrei do Capitão América e da Hydra. 
Isso aí que a Alexia viu no equipamento...é nazista...tenho certeza...rs

Viram que este livro lembrou-me um monte de filmes né... cinéfila e tal... estamos falando do livro ou de filmes? Todos partem do mesmo princípio né? Uma história muito boa que surge em mente muito criativa J
Estava muito afim de ler esse livro e a fofa da Lua me salvou! \o/
Mas vocês devem estar se perguntando: mas o que é preternatual?? Você falou, falou e não explicou o mais importante! 
Humm...tô pensando, pensando...rs...se explico ou espero vocês lerem, mas como sou uma pessoa legal e iluminada, vou falar: o poder dela é muito legal! Se o vampirão chega pra atacar e ela o toca...puf! Vira humano enquanto o toque persistir! Ela tira tudo o que o transforma em vampiro ou lobisomem! Muito legal! E agora? Aumentou a curiosidade? Então vai lá e lê! E depois me fala o que achou...rs
Logo, logo estarei lendo o livro 2, Metamorfose? e a resenha vai estar por aqui também.
Muito bom!!